A sucessão numa empresa familiar

Precisamos tomar decisões pensando no futuro do negócio e não na sobrevivência dos herdeiros.

Roberta escreve comentando que faz parte da terceira geração de uma empresa familiar no segmento de peças industriais. Ela está com medo danado do futuro, pois tudo que consegue enxergar é uma nuvem nebulosa: o seu mercado sendo absorvido por empresas maiores, inclusive multinacionais. E me pergunta:

“Diego, estou com um medo de quebrar o negócio de minha família quando eu assumir de fato. A quebra da empresa tem relação com a falta de treinamento dos sucessores?”

Roberta, a resposta é: Não, parcialmente. Um dos maiores riscos de qualquer empresa é a sucessão, mais ainda na empresa familiar, na qual a escolha dos sucessores geralmente envolve critérios emocionais. O gargalo geralmente está na transição da segunda para a terceira geração, justamente o seu caso.

O treinamento e a qualificação do sucessor é, sem dúvida alguma uma questão importante para a sobrevivência do negócio, como também o processo de transição do poder. Além disso, a organização deve tomar cuidado com a escolha do sucessor, que nunca é definitiva, deixando claro que ele foi escolhido por um mandato e poderá ou não permanecer na função.

Em casos assim, precisamos sempre tomar decisões pensando no futuro do negócio e não na sobrevivência dos herdeiros. Precisamos pôr fim nas capitanias hereditárias agindo de forma simples: o sucessor tem as competências necessárias para exercer o cargo?

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