Negócios de Carnaval! (Parte II)

O tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimenta R$ 1,5 bilhão.

Em 1949 um vereador chamado Camilo Ashcar protestou na tribuna da Câmara de Vereadores de São Paulo com este discurso:

“Que é o carnaval? Festa da carne, festa do mundo, loucura coletiva em que desaparecem o bom senso, as normas do bom proceder, os limites de vergonha e os princípios da reserva moral. Que lucra o povo com o carnaval?”

Surreal, não? Mas você acredita que até hoje muita gente ainda faz esse tipo de pergunta? O que torna o discurso ultrapassado, porém, não é o seu tom moralista, mas o desprezo ao enorme potencial econômico desta festa popular que faz circular bilhões de reais, todos os anos, no Brasil.

Símbolo do carnaval brasileiro, o tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão e gera mais de duzentos mil empregos. Quem assiste ao espetáculo de quatro dias muitas vezes não supõe que a sua realização envolve desde o trabalho de soldadores no barracão das agremiações ao de executivos da indústria fonográfica, passando por bordadeiras, motoristas de ônibus e pilotos de companhias aéreas, e especialistas na fabricação de instrumentos musicais, dentre muitos outros.

Um famosa canção diz que quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Que bom que muita gente gosta. A economia do Brasil agradece.

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