Quanto vale sua empresa?

Fazer um inventário detalhado e precificar seus ativos é o ponto de partida.

 Descobrir quanto vale e a empresa faz o gestor olhar o futuro com mais clareza – mesmo sendo o futuro algo incerto.

Hoje quem escreveu foi o Rui. Ele diz:

“Estou negociando a minha parte na minha empresa que administra condomínios com meus sócios. Como devo avaliar o valor de venda? Já tive informações que o método que devo me basear é multiplicar por sete o faturamento bruto anual. Estou correto?”

O questionamento do Rui é oportuno para todo empresário, mesmo pra aquele que não pensa em vender o seu negócio. Descobrir quanto vale e a empresa faz o gestor olhar o futuro com mais clareza – mesmo sendo o futuro algo incerto.

  1. A forma mais adequada, mas nem assim 100% precisa, é copiar modelos adotados por grandes empresas e trazê-los para a realidade das pequenas. Em geral, uma pequena empresa tem, ao mesmo tempo, grande potencial de crescimento e grande chance de dar errado. Por isso, não existem métodos palpáveis sobre o que seria o valor ideal de um negócio desse porte. Mas vamos tentar elucidar:
  2. Fazer um inventário detalhado e precificar seus ativos é o ponto de partida, mas jamais deve ser o  único ponto de avaliação. Muito mais importante do quanto a empresa tem em mesas, cadeiras, armários e computadores é avaliar o quanto isto tudo pode gerar de riqueza no futuro.
  3. Outra coisa: muita gente erra calculando o preço de sua empresa considerando tudo que já investiu nela. Este é um ponto meramente ilustrativo sem qualquer relação real com o  preço da empresa.

O que muito se utiliza é o método  chamado de “fluxo de caixa descontado” (FDC). Nele, o empreendedor estima quanto será o fluxo de caixa líquido da empresa para os próximos cinco anos e soma o valor da perpetuidade, que é o fluxo de caixa a partir do sexto ano – época em que, teoricamente, o negócio tende a se estabilizar. O montante tem de ser atualizado com os valores de hoje. Porém, neste caso, quem vende sempre usa  uma taxa de desconto mais baixa e, quem compra, mais alta. É absolutamente recomendado que  este tipo de fluxo seja feito em conjunto com o contador.

Outro método comum entre empresas pequenas é a avaliação do negócio por múltiplos, método associado a uma conta simples: o preço da empresa dividido pelo seu faturamento. Para fazer esse cálculo, o empreendedor  precisa buscar os dados de preços de venda e de faturamento de empresas de atividade idêntica, para depois calcular todos os múltiplos e compará-los. O indicador múltiplo mostra o quanto o negócio vale em relação ao que fatura. Assim, um múltiplo “três” revela que a empresa vale o triplo do que fatura.

Como você pode observar, Rui, calcular quanto vale sua empresa é algo bem mais complexo do que simplesmente multiplicar por 7 o faturamento bruto.

Mais sobre Precificação de Empresas:

O fluxo de caixa descontado é um dos métodos de avaliação de empresas. Começa com um plano financeiro  em que constem dados do que o empresário acha que vai acontecer nos próximos cinco anos. O ideal é fazer o planejamento do demonstrativo de resultados e do balanço para o futuro, ou seja, quanto vai ter de lucro, de receita e quais serão os custos, despesas e impostos a serem pagos. Além disso, qual será o valor de empréstimos, depreciação e amortização e quanto será necessário em novos investimentos.

O objetivo é a projeção da geração de caixa. Com base nesse ponto pode ser feito o cálculo da perpetuidade. Com uma taxa de juros, que pode ser a Selic, deve-se trazer o valor futuro, perpétuo, ao valor presente. A parte mais difícil é fazer as projeções, o que temos feito para pequenas empresas. Leva cerca de um mês. Se a empresa não tem contas classificadas conforme o demonstrativo de resultados, é preciso acertar a base de dados e apurar lucro, geração de caixa, lucro líquido menos investimentos e empréstimos e planejar cinco anos para frente.

O papel do contador

Embora o contador não seja o único responsável pela avaliação do valor da empresa, ele ocupa um papel de destaque. O coordenador do Centro de Empreendedorismo do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcelo Nakagawa, diz que a empresa que tem um bom contador transmite segurança ao comprador na negociação de venda.

A conselheira do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP), Angela Zechinelli Alonso, recomenda ao pequeno empresário observar o contador. “Ele deve se manter atualizado, participar de cursos e treinamentos  de forma permanente”, afirma. Segundo ela, as pequenas empresas devem manter rígidos controles de suas operações, e exigir uma contabilidade adequada às normas padrão International Financial Reporting Standards (IFRS) para gerenciar o negócio – e não apenas um simples registro de operações de entradas e saídas de caixa.

O padrão IFRS tem um conjunto de normas internacionais  que indicam como devem ser feitas as  demonstrações financeiras. “Existem normas contábeis específicas para pequenas e médias empresas e o contador deve orientar o empresário. Deve partir de um balanço inicial, que dará base a uma adequada avaliação econômico-financeira”, diz.

Fonte: http://www.dcomercio.com.br/index-php/economia/sub-menu-economia/103873-quanto-vale-a-sua-empresa-saiba-como-descobrir

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