Líder nasce pronto?

Frequentemente me perguntam se é possível treinar as pessoas para que sejam líderes eficazes ou se os melhores e verdadeiros líderes já nascem prontos. Este também é um assunto que rende aulas e aulas em faculdades e MBAs e sempre é pauta de conversas em botequins e jantares corporativos.

Mas esta discussão é a menos importante. O que importa mesmo, para quem está na linha de frente contratando, decidindo, dispensando, reportando, emitindo relatórios, atendendo demandas e, acima de tudo, sendo pressionado por resultados, é o que fazer para ser cada vez mais eficiente e viver com mais qualidade.

E para as empresas, o que importa mesmo não é se fulano nasceu líder ou se tornou líder. Mas, sim, ter a certeza de que esta pessoa possui comportamento, habilidades e atitudes indispensáveis para levar um negócio ou uma equipe ao sucesso.

Então, qual é a resposta para a pergunta central?

Existem traços de liderança que são inatos, que vêm com a gente, que estão no nosso DNA. Alguns podem ser desenvolvidos com treinamento, outros com a ajuda da experiência. Mas um líder que não gosta de lidar com pessoas, por exemplo, está no lugar errado! Afinal, nada nas empresas é mais importante que as pessoas.

Ninguém nasce líder. Mas tem uma característica que revela plenamente quem tem mais chances de ser um líder de sucesso: é a postura de eterno aprendiz. Isto mesmo!  Ser um eterno aprendiz classifica muito as pessoas, até porque um líder que acha que já sabe de tudo, no fundo, no fundo, não sabe de nada.

Aceita que dói menos…

Aceita que doi menos - Batman - Robin - Diego Maia

Um comportamento maligno no ambiente corporativo é quando o profissional rejeita feedbacks. Ou quando um colega, ou o líder, ou o cliente fala: “Fulano, você precisa melhorar isto ou aquilo”. E o camarada responde: “É. Eu sei”. Mas não age para mudar.

Quando encontro esta situação tenho a maior vontade de perguntar: “Se sabe, por que não faz?

Receber feedbacks é um instrumento valioso para a melhoria de nossa performance. Ele nos permite saber o que ocorreu bem e o que precisa ser melhorado. Sem feedback – ou melhor, sem acatar os feedbacks – desenvolvemos maus hábitos que reduzem tanto a nossa eficácia, quanto a nossa eficiência. 

Você pode se achar inteligente demais, auto-suficiente, que consegue fazer tudo sozinho…. Só não pode achar que sabe de tudo, porque quando isto começa a acontecer, é sinal de que – no fundo, no fundo, não sabe de nada.

Todos nós podemos fazer melhor, e para melhorar precisamos de feedbacks.

Se seu gestor não tem este hábito, pergunte a ele no que você pode melhorar. Este é mais um caminho incrível para o sucesso profissional e pessoal.

 

Como construir um time de alta performance?

Marco Antonio escreveu perguntando o que deve fazer para se tornar um gestor melhor e mais respeitado pela equipe. Ele diz que não consegue tirar a apatia das pessoas, que fazem apenas o que precisa ser feito – quando muito. Não criam, não trazem novidades. Pede socorro!

Marco, o primeiro passo é identificar se essas pessoas possuem realmente o perfil e as competências necessárias para fazer o que elas estão fazendo. Escalação errada é terrível! O que mais tem por aí é empresa que quer um goleiro que faça gol, mas esquece que só existe um Rogério Ceni.

Depois verifique se você está executando o método que chamo de ACC – Atitude, Confiança e Comunicação.

No campo da atitude, precisamos fazer uma frequente avaliação: no que e como posso melhorar? Ajo com humildade, ética e sinceridade com meus liderados? Tenho disciplina? Sou exemplo ou lidero na base do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Eu coloco em prática as ideias, ferramentas e sugestões que a equipe me fornece?

Com relação à confiança, é sempre bom lembrar-se do preceito religioso que diz “é dando que se recebe”. Para as pessoas confiarem em você, é necessário ser próximo a eles, transpirar entusiasmo e transmitir comprometimento. É ter o sentimento do “eu amo minha empresa”, mesmo que você, como gestor, não se sinta amado por seus superiores.

O terceiro C da técnica ACC é a comunicação. Sou um bom ouvinte? Dou feedbacks? Reconheço e valorizo as pessoas? Eu vou direto ao assunto, sem dar voltas desnecessárias? Tenho capacidade de síntese? Dou direção aos meus colaboradores, deixando-os a par dos planos da empresa ou os deixo sem rumo, sem lenço, sem documento?

Conheça a certificação CDPV LAP – Líder de Alta Performance. Uma Formação em liderança diferente de tudo que você já viu, criada para ajudar você a chegar aos topo.

O bom funcionário abençoa a empresa em que trabalha

Destacado

O bom funcionário abençoa a empresa em que trabalha

Tudo tem mudado rapidamente: a tecnologia, a forma de fazer negócios, o modo como as pessoas se relacionam…

O mundo está ficando menos previsível do que era.

Algumas coisas como a demografia e o crescimento populacional, ainda são relativamente fáceis de prever. Mas pelo jeito que as coisas andam, não é possível ter qualquer certeza de como será no futuro a relação entre empresa e funcionário.

Leia também: Como combater a desmotivação dos funcionários?

O poder hoje esta na mão dos funcionários e não dos patrões como no passado e isso faz parte da evolução e é louvável.

Mas percebo que nos últimos anos essa relação funcionário-empresa tem se deteriorado, gerando perdas para todos…

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Três passos para estimular sua equipe

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MOTIVAÇÃO depende do próprio indivíduo, sendo isso intransferível. No entanto, o líder tem diversas responsabilidades pelos ESTÍMULOS.

Neste post compartilho com você três passos para estimular sua equipe de forma rápida e consistente…

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Implante a “Cultura da Oportunidade”

Implante a "Cultura da Oportunidade"

O mundo dos negócios é como o mar: as ondas vêm e vão.  Colaboradores vêm e vão. Já foi época de um jovem entrar numa empresa e querer ficar nela até se aposentar.

Tenho falado muito sobre manutenção de talentos como diferencial competitivo de todos os tipos de empresa. Eu disse “talentos” 🙂. Mas é claro que toda ação de retenção   pode falhar devido a circunstâncias atenuantes fora do controle do RH, do gestor ou do empresário…

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Liderar é ser resiliente

Disposição para aprender sempre, compartilhar atividades, saber dar feedbacks e estimular as pessoas em torno de um objetivo. Essas são apenas algumas das competências que o mercado exige que um líder coloque em prática no seu dia-a-dia. No entanto, nem sempre as empresas contam com esse perfil de profissional para conduzir suas equipes e isso acaba gerando impacto negativo no desempenho das pessoas.

Leia também: Exemplos de resiliência

Até porque muitas empresas estão promovendo pessoas porque estão precisando, e muitas delas não estão preparadas. Às vezes até acham que estão, mas liderar não é uma tarefa fácil.

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Líder ensina, chefe dá ordens

No post de ontem falei sobre as diferenças entre um líder de pessoas e um chefe de coisas. Isto vai muito além da questão semântica. Veja as diferenças…

Leia também: As 5 bases da liderança

O chefe de coisas geralmente não compartilha conhecimentos adquiridos e suas descobertas, é egoísta e procura o seu próprio reconhecimento e não o da sua equipe.

O chefe de coisas enxerga o agora, o líder de verdade enxerga o amanhã.

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A visão do chefe é limitada; a visão do líder é muito mais ampla.

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Liderar pessoas ou chefiar coisas?

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Quais as diferenças entre ser um líder de pessoas e ser um chefe de coisas? Em qual destas nomenclaturas você se encaixa? Em qual destas nomenclaturas seu chefe se encaixa?

Leia também: Como resolver problemas comportamentais dentro de sua equipe?

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