Você conhece a Síndrome de Burnout?

Saiba mais sobre o esgotamento profissional definido como doença pela OMS.

O ano era 2011 e eu já falava no rádio sobre uma doença pouco conhecida: a Sindrome de Burnout.

Mas, primeiramente: você sabe o que é a Síndrome de Burnout?

Hoje vou escrever mais sobre essa síndrome aqui no blog. Além disso, você pode ouvir o que eu disse sobre isso na rádio, dando play aqui em cima!

Síndrome de Burnout é uma doença que acomete a mente de um profissional mas que, no entanto, afeta todo o corpo. Em outras palavras, é uma das muitas doenças geradas pelo trabalho. Essa em especial, refere-se a uma condição de esgotamento relacionada à atividade profissional.

Ela tem crescido tanto que acabou de ser incluída na nova versão da Classificação Internacional de Doenças da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A lista passa a valer em 2022 para os países membros.

Na classificação, o Burnout é classificado como um “estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito” e aparece no capítulo que relaciona os problemas associados a emprego.

Por exemplo, três elementos caracterizam a doença:

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  • Sensação de esgotamento;
  • Cinismo ou
  • Sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida.

Com o reconhecimento da síndrome, os RHs e empresários, por exemplo, vão precisar entender mais do tema e, finalmente, ajudar a pessoas com estes sintomas.

O QUE É?

O que é burnout?
É um quadro de esgotamento profissional caracterizado por três sinais clássicos:
1) esgotamento físico e psíquico (a sensação de não dar conta das tarefas);
2) indiferença e perda de personalidade (não se importar mais com o próprio desempenho profissional, cinismo e apatia); e
3) Baixa satisfação profissional.
Para além desses sintomas, podem aparecer sintomas físicos, como ressalta a coordenadora do Serviço de Psicologia e Experiência do Paciente do Hospital Israelita Albert Einstein, Ana Merzel Kernkraut. “Os primeiros sintomas podem ser físicos, como dor de cabeça, dor de coluna e distúrbios musculares.”

Quais são as causas?
O quadro está sempre associado a fatores de estresse crônicos no ambiente de trabalho, como longas jornadas, pressão e alta competitividade, entre outros. Em outras palavras, de acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. “Não é algo que acontece após um ou outro dia de trabalho estressante. É um quadro que vem de uma rotina constante de estresse ao longo da vida profissional”, explica João Silvestre da Silva Junior, diretor da Anamat e perito médico do INSS.

SINTOMAS

Que outros sintomas podem aparecer?
De acordo com o Ministério da Saúde, são sintomas do burnout cansaço excessivo (físico e mental), dor de cabeça frequente, alterações no apetite, insônia, dificuldades de concentração, sentimentos de fracasso e insegurança, negatividade constante, sentimentos de derrota e desesperança, sentimentos de incompetência, alterações repentinas de humor, isolamento, fadiga, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais e alteração nos batimentos cardíacos.

Quantas pessoas são atingidas no Brasil?
Não há dados precisos sobre isso, mas, segundo a representação brasileira da Associação Internacional de Manejo do Estresse (ISMA), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofreriam de burnout. De acordo com João Silvestre da Silva Junior, diretor da Associação Nacional de Medicina do Trabalho e perito médico do INSS, cerca de 20 mil brasileiros pedem afastamento médico por ano por doenças mentais relacionadas ao trabalho.

TRATAMENTO

Como tratar o burnout?
O tratamento da síndrome é feito principalmente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Em alguns casos, o tratamento requer afastamento temporário do emprego e também mudanças nas condições de trabalho.

Como é possível prevenir a doença?
Algumas condutas reduzem o risco, como por exemplo negociar limites de trabalho e de jornada com o empregador e dedicar-se a outras atividades além do trabalho, como exercícios físicos, relacionamentos familiares, atividades de lazer, entre outras. Também é importante evitar jornadas excessivas com frequência, alimentar-se bem e tentar dormir cerca de oito horas diárias. (Com agências internacionais).

Fonte: Ministério da Saúde.

Portanto, fique atento a Síndrome de Burnout e ao primeiro sinal destes sintomas, procure a ajuda de um especialista.

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