Para ser, aja como se fosse!

É se sentindo e se portando como um “grande” que você será grande.

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Hoje é dia de responder o advogado Bryan Rojtenberg. No e-mail, ele duvidou que eu responderia. E aqui estou!  Se tivesse apostado, o doutor teria perdido.

Ele diz: “Tenho um pequeno escritório de advocacia, com sala própria e apenas uma sócia, sem empregados. Meu custo mensal é bem pequeno, mas meu lucro por enquanto também! Sou especializado em Direito do Consumidor, direito do trabalho, responsabilidade civil e contratos, e minha sócia em Direito Penal.

Tento seguir esta linha: ‘o cliente que entra pela porta adentro do meu escritório será meu cliente, não sairá sem assinar procuração’.

Infelizmente ou felizmente por este lema, fico restrito a contratos de valores muito pequenos, até mesmo com cláusulas de êxito, com recebimento no final.

Cobro valores pequenos para distribuir o processo, mas que garantem o meu tonner e luz do escritório. O que faço para alavancar contratos mais avantajados, com valores mensais maiores? Ainda não temos CNPJ. Preferi dar entrada nesta burocracia quando conseguirmos um contrato que valha a pena, além de exigir tal documento.”

Dr. Bryan: a primeira reflexão é esta. Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais? Muitos pequenos empreendedores agem assim, esperando vir um contrato grande para legalizar a operação. Mas que empresa com contrato grande confiará em quem não é legal?

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Depois, identifique qual o perfil do cliente lhe interessa. Exceto a Coca-Cola e algumas outras poucas marcas, nenhuma operação consegue atender todo tipo de cliente.

Feito isso, é hora de identificar onde está este cliente potencial, quais são seus costumes, eu lugares frequenta, como se relaciona.

A internet tem se posicionado como um verdadeiro aliado de pequenas empresas. Você sabia que anunciar no Google e no Facebook, por exemplo, você consegue falar exatamente com o perfil de cliente que deseja? Dá para segmentar sexo, idade, região de moradia, perfil econômico e várias outras coisas. Não esqueça, também, de investir em um site (matador) e em uma identidade visual vendedora.

É se sentindo e se portando como um “grande” que você será grande. Esqueça este discurso de “pequeno escritório, sem funcionários”. Para ser, aja como se fosse.

Continue me escrevendo, Bryan. A você, muito sucesso.

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42 ideias sobre “Para ser, aja como se fosse!

  1. Obrigado pelas respostas. Sempre achei que precisamos sim dar o passo da legalidade. A sua resposta reforça o meu pensamento.
    A ferramenta de internet já está sendo usada por nós no escritório. Tenho um blog de direito do Consumidor, que em menos de dois meses já teve mais de 700 acessos.
    Sou judeu e frequento a uma sinagoga, não apenas para me relacionar com outras pessoas da comunidade, mas também para me aproximar de quem mais poderá me ajudar. Deus!
    Os nossos clientes por enquanto são indicações de outros clientes. Quero intensificar algum tipo de mídia, isto é, além da internet estou pensando em fazer panfletos com o objetivo de atrair mais clientes com causas de Direito do Consumidor, ação de massa.
    Obrigado mais uma vez pela resposta, e sigo sendo um ouvinte assíduo de seus programas.
    Mazal Tov para todos nós!

    Abs!

  2. Gostei da pergunta e da resposta. A pergunta sincera e humilde, mas com a demonstração clara dos objetivos do Bryan; a resposta, certeira. Coragem de fazer. O que pode dar errado? confiemos na vida, amigos. Precisamos estar a disposição e preparados, assim seremos vistos.

    Francinaldo Bezerra

  3. Any time retail marketing will be implemented strongly and also the right way, you will discover numerous advantages as well as positive aspects which are existing. Basically, this particular can indicate that they may produce bigger customer angles in the operation together with hold do company. Therefore, there genuinely are usually awesome implies with which a wide attaining buyer bottom is possible.

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  4. Eu tenho entendido que há advogados demais no Brasil, muitos clientes pobres que não podem pagar nem as custas do processo, e ética desmedida na advocacia. A OAB está parecendo mais é o RDE. Somado tudo isso com uma justiça lentíssima, dá no que dá. Há muitos advogados ganhando menos que empregada doméstica. SUB-sistem porque têm esposa que trabalha, senão…. é sério mesmo, há empregadas domésticas recebendo dois mil reais por mês, e ganha almoço, janta, café da manhã, etc., roupas usadas de marca, fora o que levam para casa (de leve); não compram toner, computador, papel, lanches no centro da cidade, almoço, combustível, prestação do automóvel (do poisé). E ainda a OAB está cobrando do coitado do recém formado, 200,00 reais para inscrição ao exame. E se reprovar na segunda fase, têm que fazer novamente a primeira. Pode uma coisa dessas? Assim sendo, a OAB Nacional pode estar forte, mas os advogados, em minha opinião estão se transformando em verdadeiros pedintes. Me desculpem. Mas é o que tenho visto.

  5. Boa Tarde,

    Diego, sou acadêmica de Direito e filha de Advogada, o escritório de minha mãe já existe há mais de 10 (dez) anos, trabalhamos em familia, contendo outros amigos advogados trabalhando em nosso escritório. No entanto, estamos tendo certa dificuldade em conseguir ”melhores clientes”, conseguimos tirar algumas quantias boas, porém como toda vida de advogado sempre tem seus meses bons e ruins. O nosso escritório é especializado em direito de familia e civil, e estamos entrando agora no ramo do direito do trabalho e penal, e tem um pequeno grande detalhe também, não possuimos ainda CNPJ, porém estamos querendo fazer agora neste ano de 2014. Bom, o que eu gostaria era de ideias para melhores o escritório de minha mãe, e assim motivar os advogados que se encontram desmotivados com a advocacia.

    Aguardo a resposta.

    • Oi Thais F! Muito obrigado por escrever. Vou refletir sobre possibilidades de sua demanda e veicularei, guardando sua privacidade, no rádio e por aqui. Fique ligada!

      Forte abraço,
      Diego Maia

  6. Sou advogada desde agosto de 2013, abrir um escritório em outubro de 2013 com mais dois amigos, sou da área cível e de consumidor e meus sócios são da área trabalhista e criminal, prestamos assessoria jurídica para uma empresa, que ja paga as contas do escritório, mas até o presente momento só tivemosu um lu

  7. Sou advogada há longos 27 anos, aparentemente mais jovem do que sou e ainda com muita garra. Amo a nossa profissão, porém ultimamente (desculpem o desabafo), tenho me sentido muito fracassada. Há 27 anos estou esperando melhorar na profissão. Tive tempos bons, mas os ruins foram maioria. A cada bom processo ou cliente, eu me animava, mas alguns meses depois me sentia só novamente. Tive CNPJ, site e tudo mais. Fiz propagandas no Google e não obtive uma ligação sequer. O que consegui foi por indicação mesmo. Hoje vejo domésticas com mais segurança quanto ao seu futuro do que eu.

    • É uma situação realmente delicada, Marina. Perder as esperanças e entregar os pontos é uma alternativa que se amplia dia após dia, parece. Mas é uma questão de… escolha. De decisão. Vamos conversar. Me escreva: [email protected] . Cordial abraço,

  8. Tenho observado os nossos colegas, todos muito educados. E isso é muito bom. Mas gente, há momento que temos que olhar a realidade. Neste Brasil de bolsa família, as causas pequenas, que dava aquele sustento às continhas do escritório, foram para justiça gratuita, assistência judiciária, defensoria pública, cartórios, juizados especiais, etc. Entonces é de se reconhecer que a situação está difícil mesmo. Mas há que se lutar. Por exemplo, aqui em Curitiba e Região Metropolitana, fala-se que há mais ou menos 20(vinte) faculdades de direito. Para que isso? O Governo Federal, diga-se MEC, não vê que isso é um absurdo? Que gente é essa, que permite tais descalabros. Efetivamente, não dá para entender. E a nossa OAB, onde se encontrava quando estavam instituindo tantas faculdades de direito aqui em Curitiba? Vamos viver do que, de Congressos, diga-se grande congressos para os doutos? Todos vamos escrever e vender livros? E os operários do direito onde ficarão? Uma república de escritores procurando complicar ainda mais, somando-se às leis que não são cumpridas. Boa Noite.

  9. Sinceridade?,Eu me arrependo de ter cursado direito. São muitos advogados, nivel ruim e muitos clientes carentes. Sou tributarista e ganhei o suficiente para hoje e ainda nova fazer advocacia de caridade. Se eu fosse meus colegas faria outra coisa na vida, como arrumar um emprego nem que seja num shopping para que possam ter salário todo mês, férias, décimo terceiro salário, FGTS e INSS para que um dia tenham aposentadoria! Vejo muitos advogados e advogadas idosos sem ter nem o que comer! Diante disso, saí fora dessa profissao que me deu mais tristezas do que alegrias!

  10. Concluí a graduação em dezembro de 2014 e prestei o XVI exame da OAB, porém não logrei êxito (por mais que tenha estudado durante os 05 anos do curso e reservado mais 03 meses para a prova). E agora, lendo os comentários dos colegas (“colegas” por assim dizer, vez que não posso me intitular advogado), desanimou bastante. O arrependimento da Maria do Carmo está começando a surtir efeito igualmente em mim…

  11. Ola. Li os comentarios dos colegas e me encontro nessa mesma situacao. Sou advogada aqui em ponta pora, mato grosso do sul. Exerco a profissao ha 8 anos e ate agora nao consegui decolar. Atuo nas areas civel e previdenciario, e comp a maioria dos meus clientes sao pobres (trabalhadores rurais, deficientes -loas), nao tem nem o que cobrar inicialmente, ai faco contrato de risco (recebo se ganhar a causa). Os resultados ate que sao bons, mas demoram muito. Agora por exemplo estou sem receber, nao sai decisao nenhuma, e se eu for cobrar. Os honorarios de acordo com a tabela da oab ms, ai que nao vou mais trabalhar mesmo!por favor, me ajude a sair desse sufoco!obrigada e desculpe o desabafo.

  12. Olá colegas, realmente é desanimador os comentários de vocês. Concordo que a Advocacia encontra-se muito desvalorizada, porém, não a ponto de desistir de tal profissão para garantir míseros R$ 788,00. Aquele que não tem olhística para enxergar a grandiosidade desta profissão e buscar realizar-se profissional e financeiramente, não é digno de exercê-la.

  13. Creio que a ideia geral colocada por Diogo no Post: “para ser, aja como se fosse!” tenha a ver com o “entusiasmo” do advogado . Sem entusiasmo, não há sucesso. Porém, apenas o entusiasmo aliado as despesas de aluguel de um escritório luxuoso, a compra um carrão financiado e uso de um terno de mil dólares , por si só, trarão apenas um suicídio financeiro para o iniciante. Isso porque além do entusiasmo – pressuposto fundamental – são necessários alguns outros requisitos:, tais como o planejamento estratégico (onde vc está; onde quer e poderá chegar, com um plano de metas realista); de fluxo financeiro; “modelagem” dos processos internos do escritório que viabilizem delegação de atividades menos importantes com o crescimento (neste aspecto a tecnologia da informação é essencial) e, por fim, um plano realista de marketing dentro das limitações éticas da OAB (é possível sim a divulgação, mas dentro de limites éticos). Outro aspecto não menos importante, e solenemente desrespeitado pelo advogado iniciante, são os honorários. Não avilte seus honorários! Parcele em 10 vezes, mas não trabalhe abaixo da tabela da OAB. Estes elementos me trouxeram bons resultados na advocacia. Se vc não tem vocação para a atividade empresarial, então procure uma carreira em escritório, como empregado, pois um escritório de advocacia é exatamente como uma atividade empreendedora que, se não está crescendo, está morrendo. Abs!

  14. Olha aí o “haja como se fosse”. Sai dessa meu camarada. A maioria dos comentários é gente lá embaixo. Advogados, coloquem os pés no chão. Entusiasmo não trás votos para ninguém. “Falei.”

  15. Olá a todos,

    sou estudante de direito e me fascina a profissão do advogado. Tenho dois comércios em cidades distintas que vão muito bem.
    No começo eu era mais um na multidão com resultados pequenos se comparados aos meus sonhos. O tempo foi passando, fui crescendo, vi muitos concorrentes fechando as portas, concorrentes esses que reclamavam muito da vida mas não agiam como deveriam diante de crises, não tinham planos de crescimento, em suas vidas particulares agiam com gastos excessivos, e aí vem o pior, não tinham o menor dom para o comércio. Negociavam produtos que não atraíam clientes, ou pela qualidade ou pelo preço que praticavam, e quando um provável cliente era atraído esse se deparava com um ambiente carregado, negativo, bagunçado e sem pessoas capacitadas para atendê-lo.
    Penso, e já vi isso na prática, que grande parte dos advogados atuantes hoje no Brasil não têm dom nem vocação para a Advocacia, e também não foram formados pelas Universidades como deveriam.
    Há um grande desinteresse com relação à especializações. Há ainda um pensamento errado quanto aos ganhos absurdos de antigamente, que não mais se aplica à nossa realidade. Muito se ouve à respeito de advogados sem ética e em busca do dinheiro fácil que mancham sua história e reputação.
    Por fim, fiz uma análise ampla sobre a capacidade dos alunos que estudam direito comigo e cheguei a uma conclusão: de todos esses alunos apenas uns 10% teria reais chances de iniciar carreira na profissão de advogado. Mal sabem escrever, não conseguem falar em público, tiram péssimas notas nas provas, uma boa parte sai da classe para ir pra balada, vivem colando nas provas, são muito ausentes, etc…
    Deixo um pergunta aos leitores deste canal:

    * Será que todos os advogados que reclamam tanto que não conseguem clientes e mal conseguem pagar seus custos básicos são plenamente capacitados e se doam 100% ao exercício da sua profissão?

    * Não estaria acontecendo o mesmo que no exemplo que citei sobre prosperar com um comércio pela capacidade, especialização, produtos de qualidade, interesse e persistência?

    * Porque existem tantos advogados bem sucedidos? Você acha que isso aconteceu do nada?

    “O fato é que muitos tentam da forma errada, mas poucos conseguem, e apenas os que têm boa formação e real interesse em se doar à profissão de advogado conseguem chegar lá, e é claro, praticando o certo.”

    • Prezado, os advogados bem sucedidos que o senhor diz, vem de muitos anos atras, hoje eles só tem nome, quem continua nos escritórios são os filhos e que nem sequer advogam,que atendem os clientes mais importante e o resto são feitos por advogados contratados que ganham 1.500 ,00 e estagiários.
      hoje não existe mais advogados bem sucedidos. Os que existem como já disse foram aqueles que começaram a advogar a 40, 30 anos atras.
      Hoje os honorários advocatícios foram sucateados pela grande demanda de advogados no mercado, um advogado autônomo não ganha nem para comer mais. Esses discursos de que para ser aga como se fosse, etc. de nada nos ajuda.
      A realidade para nos advogados esta cada vez pior, para sobreviver comecei a captar imoveis para vender, alugar, para uma imobiliária, na esperança de ganhar algum dinheiro para minha sobrevivência, pois, como advogada, não estou conseguindo nada, só dividas.

  16. Olá colegas. Concluí a faculdade de Direito no final de 2014 e realizei meu primeiro Exame da Ordem no início deste ano, logrando êxito e sendo aprovado. Estou prestes a receber minha carteira, e como jamais imaginei, extremamente ansioso para exercer a profissão pela qual estudei boa parte da vida. Ocorre que, pelo que vejo no dia-a-dia (e como reforçam os comentários que vi aqui) há uma grande decepção por parte de muitos advogados que atuam hoje. Pensando sobre o porque disto, chego a conclusão de que o curso de direito tornou-se uma escapatória para aqueles que não decidiram que faculdade fazer, ou mesmo que, por falta de condições, não puderam fazer aquela que viam em seus sonhos. O que digo, não é o meu caso, pois mesmo vendo tantos comentários negativos, desabafos e até mesmo pedidos de ajuda, acredito que somos aquilo que queremos, pois como falo “não há nada melhor que nunca parar de sonhar”, porque essa é a razão de seguirmos em frente. Não desanimem colegas, sigam em frente, lutem por seus sonhos e não desvalorizem esta profissão que ja é mal vista o suficiente pela sociedade. No início de 2016 abrirei meu escritório, juntamente com um sócio, e tenho absoluta certeza de que voltarei aqui para descrever a quão certo estava no momento em que prestei vestibular. Como dito, apaixonem-se pela sua profissão, pois se possuírem uma profissão que amam, não precisarão trabalhar um dia se quer em suas vidas!

  17. Boa noite a todos, eu estudo Direito e tenho 36 anos, creio que em todos os sites que visitei sobre esse assunto é quase uma unanimidade que a maioria se arrepende de ter se graduado em Direito, mas aí faço uma pergunta a todos, o que esperavam? Que junto com o canudo fosse vir uma proposta milionária? Que assim como nos filmes entrariam em um julgamento sobre os holofotes da mídia e se tornariam famosos? Eu creio que devemos ter um pé no chão e saber projetar corretamente nossas metas e se a meta é riqueza curso algum te garantirá isso, todas as pessoas que tiveram sucesso nos negócios só o obtiveram por meio de esforço,boas idéias e perseverança eu mesmo estou me graduando apenas porque gosto muito da área, sempre quis cursar e me agrada ter um ofício mas como vivi até agora sem um tostão não me amedronta a ideia de ganhar pouco apenas me incentiva a criar um caminho pra junto daquilo que amo conseguir chegar aonde quero, talvez eu precise fazer outras graduações mas a do coração vai estar comigo.

    • Prezado eu esperava ao me tornar advogada, viver com dignidade com o fruto do meu trabalho. Pagar minhas contas, ter um carro, pode tirar ferias e ir passear, comprar roupas, ter uma boa alimentação, recursos para ter um convenio, etc.
      Não esperava ganhar menos de um salario minimo por mês , alias esse valor é muito, pois fico meses sem receber um centavos.
      Gostar do que faz é muito importante,porem ,se só isso bastasse, a grande maioria de advogados estariam ricos,pois conheço muitos que ainda continuam na profissão porque gostam,mas não porque estão sobrevivendo com ela. Muitos contam com ajuda de terceiros (pais,maridos,esposas, namorados(as), etc.) se não estariam passando fome.
      Pare de ideologia e de discurso demagogo e olhe a realidade.
      Nesse mundo de hoje não da para viver de sonhos. Atrase 30 dias sem pagar a conta de luz, água , para o senhor ver.
      Se o senhor consegue viver sem dinheiro parabéns, eu não consigo, alias como senhor pagou uma pós, eu com 5 anos de advogada não consegui nem comprar um carro.
      Com certeza não foi com seu otimismo.

      • Oi Tereza, obrigado por seu comentário! Para ser, basta ler o post e os comentários antes de se precipitar ;-). Tem conteúdo relevante; parece que você não o observou. Desejo sucesso! Abs, Diego Maia

  18. Oi pessoal. Advogo a dois anos, não tenho escritório, não minto, não engano, não trabalho de graça, não cobro caro.
    Tenho causas de até três mil reais e também tenho causas de vinte milhões.
    Não tenho CNPJ, pago a OAB atrasado, pago minha pós atrasado, mas nunca prejudico ninguém e não dou calote.
    Eu não recebo à vista ou adiantado pelos meus serviços então não pago à vista.
    Não vendo meu serviço para cliente que não precisa, então não contrato o que não preciso.

    Se alguém simpatizou com esse estilo eu digo o seguinte: não sou advogado, sou o Nicholas, sei do seu problema, eu sei o direito e posso resolvê-lo. Quer ou não?

    Eu tenho certeza que eu sei o que estou fazendo e se não der certo é culpa do cliente que ou está mentindo ou não sabe fazer as coisas direito e aprende errando.

  19. olá, sou bacharel, com um grande desejo de advogar, mas não posso dizer que é o exame a minha maior barreira apesar de ainda não ter vencido ele por 3 tentativas. Vão além dele, e pelos comentários dos colegas advogados e com certeza experientes, acredito serem reais suas falas, mas uma coisa eu digo com respeito a vcs, do que adianta contar inúmeras derrotas, a nossa vida é assim independente da profissão vão existir altos e baixos. Talvez vc escolheu o direito pensando em um dia ser renomado bem sucedido, tudo bem, eu também anseio por isto, mas nem sempre as coisas acontecem como nos planejamos. ” Por que do homem são as preparações do coração, mas é do SENHOR que vem a resposta. Eu tenho 38 anos e para 2016 tenho projetado algo relacionado a advocacia para mim, se vai dar certo não sei, mas como vou saber se não arriscar e eu não quero nem entrar na minha particularidade, sabe porque, para não ser mais um a desanimar os que passam por aqui. Acredite em vc, e confie que Deus pode fazer a diferença em sua vida. Já fui moço e hj sou velho, mas nunca vi um justo mendigar o pão, agradeça, abençoe e seja prospero.

  20. Olá a todos…diante de tantos comentários com desânimo em relação a advocacia, me senti no dever de relatar brevemente minha experiência e expectativas em relação a profissão:
    Atualmente, tenho 32 anos, advogo há 06 anos, e tive por 02 anos escritório. Fui funcionário público estável (militar de carreira) e saí para advogar ou passar em outro concurso melhor. Não fui um super aluno, nem fiz uma faculdade de ponta, mas sempre lia e comprava as minhas doutrinas. Passei na oab ainda no 9 periodo, quando era a cespe que fazia o exame. Moro sozinho há muito tempo, antes de me formar inclusive, onde posteriormente passei a viver da advocacia, ou seja, pagando meu aluguel e todas as minhas contas advogando. Hoje tenho uma vida razoável, com carro zero próprio, viajo e consigo curtir a vida, tudo dos meus ganhos profissionais, que saliento, talvez não alcançaria com meus vencimentos anteriores de servidor.
    Digo a vocês: é sim possível viver bem advogando. Claro, há altos e baixos, incertezas, mas com um perfil de empreendedor/gestor, dá para levar bem a profissão. E o que eu vejo muito ai fora é essa falta de perfil e de capacidade analítica da situação e do mercado por parte dos advogados, sejam jovens ou mais antigos na profissão. Certos colegas são bons profissionais do direito, mas péssimos advogados. Para advogar bem, precisa ter um jogo de cintura, não basta ser apenas técnico. Claro, concordo com todas as críticas, como o grande número de maus profissionais, o judiciário ineficiente e por vezes com decisões esdrúxulas e atécnicas(juiz erra e muito!)
    E qual a dica então?
    Bem, como falei, precisa ter jogo de cintura e correr atrás também, ter um perfil empreendedor na profissão e nunca, repito, nunca deixar de estudar, de buscar o saber, pois esta é a matéria prima do verdadeiro advogado. Busquem sempre saber cada vez mais, se especializar.
    Eu comecei advogando em casa, com um email corporativo e um site, pegando ações de jec basicamente e depois sendo indicado por um amigo para atuar no ramo de oficinas mecânicas aqui na minha cidade, precisamente para uma oficina. Depois já estava trabalhando para 4 a 5 oficinas com contrato de advocacia de partido, ou seja, tinha ganhos mensais para defender as empresas com um número fixo de ações (grande maioria de ações de jec/consumo/trabalhista). Friso que eu não sabia quase nada na época sobre trabalhista, mas tive que aprender na marra, não podia dizer que não fazia, que não sabia, que não gostava….e nas defesas de jec, já sabia onde bater para afastar a responsabilidade das empresas, ou seja, tinha bons resultados nas decisões pró réu.
    Posteriormente, outras ações interessantes foram aparecendo tanto de pessoas físicas, como pessoas juridicas. Ressalto que sempre mantive a impressão de “advogado de escritorio grande” com contrato, sistema de gerenciamento de processos (da parceria da oab), etc…dividia meus ganhos entre despesas básicas, investimento e poupança ( um colchão para períodos ruins)
    Em 2012 um amigo, empresário e bacharel em direito, adquiriu uma sala no centro e me convidou para montar um escritório com ele. Confesso que topei mais pela vaidade em ter a sala, do que por achar que tinha necessidade, mas foi muito proveitoso esse convite e projeto. Se eu ja era organizado, com a sala passeia ser mais e podia dar mais pinta de advogado de escritório grande…
    Montamos o escritório, onde meu colega captva (chamava ele de pescador) e eu “preparava” a presa…kkk
    Enfim, deu certo, mas aconteceu que eu fui aprovado para um mestrado e ai eu acabei tendo que me dedicar muito aos estudos e foquei um pouco mais no mestrado e concursos deixando de lado a advocacia…e também pq eu estava com um volume muito alto e tinha que resolver tudo sozinho, pois esse meu amigo só tentava captar…o resto era tudo comigo!!
    Mas, amigavelmente sai da sala e continuei a advogar para pagar minhas contas, pois tinha perdido quase todos os meus contratos de partido durante meu mestrado, terminei meu mestrado e agora, aos poucos, venho retornando ao mercado com mais força.
    Com novos e antigos networkings, clientes que ficaram satisfeitos com serviços antigos, rapidamente obtive retorno e já estou fechando novos contratos de partido, porém, com foco na área e nos clientes que quero…como exemplo, hj eu não faço mais jec…evito pq acho mt pouco para ganahr…e msm assim tem que ser em bairros proximos ou da minha casa ou do centro…e dai eu faço também um trabalho de captação saindo para almoçar com pessoas e possíveis clientes…e assim tem sido…Essa grana vem do colchão da poupança feita durante os ultimos anos e de alguns ganhos que resolvi investir…
    Já aluguei uma sala nova e estou agora com uma advogada, sócia de fato, fazendo um contrato diferente com um amigo empresario do setor imobiliário: ele será meu investidor anjo, onde irei captar excelentes serviços dele perdendo uma porcentagem para empresa dele, em compensação, não irei bancar a sala e a infra estrutura que estamos montando…
    E por ai vai…
    Até o final do ano pretendo não só ter o cnpj, mas a inscrição de escritorio junto a oab (msm que me custe a anuidade do escritorio). Tudo em prol de um melhor profissionalismo….essa semana mesmo, comprei uma multifuncional a laser sensacional que escaneia 50 fls por minuto….ou seja, sem drama agora para juntar os documentos no processo eletrônico!!! Ganhei agilidade e mais profissionalismo…alem de qualidade…
    Pessoal, não existe uma fórmula…o que existe é um feeling que vcs precisam ter para sentir o que vcs podem fazer e alcançar e sempre galgando mais…
    Se não dá dinheiro advogar no interior, pq não ir para outra cidade proxima mais desenvolvida ou capital??
    Vc é especialista em tributário, mas não consegue nada nessa área…pq não ir nas lojas e apresentar uma proposta de planejamento tributário aos empresários…pq não fazer outra especialização por enquanto e depois tentar ganhar clientes também nessa área…
    Faz consumidor e demandas de massa…jec…pq não buscar ações padrão que garantam um dano material razoavel que lhe de uma alta rotatividade de ações…ganhei muito dinheiro com ações de jec contra financeiras de veiculos que cobravam aqueles valores indevidos, nomeados de taxas de retorno, etc…
    Faz só cível, mas não tem cliente disposto a pagar 6 mil numa petição…pq não fazer um jecrim??
    Saiam da zona de conforto….
    Descubram um problema e o público alvo desse problema no qual vcs possam atacar….não desanimem…fomentem a ação…vcs são advogados, arquitetos do direito….e das demandas….
    Esse papo de pais litigioso é kao dos tribunais para justificar um numero alto de demandas graças a falta de fiscalização e punição do poder público junto as empresas que são mais acionadas nos jecs da vida….
    Mas uma coisa tenho que afirmar a vcs: Advogar é 40% bom conhecimento técnico e 60% de bons contatos…alias, acho que até mais em contatos….
    Se vc estuda, os 40% vc já garantiu….agora vá atrás dos contatos….Vejo muitos colegas que mal sabem redigir uma inicial, mas graças a bons contatos, estão desfrutando de uma boa vida na advocacia, pois conseguem boa clientela…
    Conheço muitas historias de sucesso na profissão….tanto eticamente corretos, quanto sem etica também…não critico ninguem, mas eu gosto de encostar minha cabeça no travesseiro com tranquilidade na hora de dormir….
    Só para ilustrar esses exemplos: conheço um advogado pai de uma colega também advogada, que o cara só faz ações contra inss e trabalhista….o cara mora numa casa show num bairro bom aqui do rj, criou as filhas nas melhores escolas e faculdades (minha colega se formou em direito na puc), deu um apartamento para cada filha, tem apartamento em miami e escritório próprio no centro….detalhe: começou a advogar com uns 40 ou 30 e poucos anos….
    Outro exemplo: tenho uma amiga querida que era ex alcoolatra, fez faculdade com bolsa no suor, ja bem coroa(50 e poucos anos), se formou comigo na faculdade….tentou acho que 5 vezes a oab, passando na 6 vez….só que antes de tirar a carteira, ela já meio que militava….arranjava cliente, peticionava, despachava com juiz, delegado, etc…e pagava para uma outra colega, já com oab, assinar pra ela….hj ela me confessou outro dia quando almoçamos (chamei ela para almoçar justamente para manter contato e pegar algum caso dela) que o faturamento do escritorio dela está passando dos 100 mil mensais….Não acho que ela é o supra sumo do conhecimento tecnico, mas ela é descolada, desbrava, liga, pergunta, busca, corre atrás…pq é assim na advocacia!!! Se vc quer ficar no escritorio atras de uma mesa, ok, mas sinto lhe informar, que vc vai morrer de fome nessa profissão, a não ser que seu pai ou tio seja o dono do escritorio….
    Há muitas historias e estratégias…como por exemplo saber cobrar…isso é quase uma arte…mas meu post ficará muito mais longo do que já está….
    Espero ter contribuído e desejo toda sorte aqueles que sonham e que realizam…pois o mundo é dos audazes…ambição é muito bom….mas não podemos confundir com ganância…sejam ambiciosos sim…mas com ética e valores…
    abrç a tds
    FFR-RJ

    • Muito sensato seu comentário, talvez um dos melhores que li até o momento sobre o assunto.
      A impressão que temos é que para onde quer que olhemos, existem muitos profissionais atuando e não conseguimos vislumbrar um espaço para atuação, mas vou refletir um pouco mais em seus comentários, pois são de grande relevancia.

      Grato.

    • Realmente, esse foi o melhor comentário que li até agora.
      Acho que esse espírito empreendedor, saber se colocar frente às dificuldades e entender que a flexibilidade para mudar de postura, mudar o modo como faz, inovar, arriscar, é o que nos segura mim momento de crise é o que define o sucesso.
      A concorrência é desleal e o pensamento das pessoas é imediatista, mas trabalhando com honestidade, dedicação e estratégia podemos vencer.
      A advocacia é sim uma linda profissão, mas como todas, precisamos nos posicionar. De que lado vamos ficar?

  21. Uma das principais falhas que existe, é a OAB proibir a divulgação e ela também se omitir. Poderia realizar campanhas para orientar e estimular o cidadão a buscar seus direitos. Clientes há para todos nós, as relações jurídicas crescem todos os dias, mas uma pequena parte das pessoas buscam. Como diria o mestre: o direito não socorre os que dormem.

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