3 perguntas para salvar uma empreendedora!

Recebo muitas perguntas por e-mail, por direct, e hoje vou responder a Renata, uma empresária que compartilhou comigo toda sua história. Primeiro devo dizer que é uma linda história de superação e coragem.

A questão é essa, nas palavras dela: “Trabalhei como funcionária por mais de 18 anos na área financeira. Mas Sou publicitária por formação e sempre me sentia um pouco frustrada por não exercer a minha profissão. Sempre fui considerada pelos meus empregadores como uma ótima funcionária, embora os elogios jamais tenham sido compatíveis com o meu salário (…).

O destino virou minha vida pelo avesso, e através de uma história longa e complexa, agora encontro-me passando por cima do medo e enfrentando a dureza de ser proprietária de uma pequena loja (…).

Nela faço criações de identidades visuais para festas e eventos. A maioria quer pagar pouco e ter qualidade, mas fica inviável.

Não tenho concorrentes perto, mas os autônomos que oferecem este serviço na internet bombam. Será que o erro está aí?  

Me dê um “help”, por favor! Amo o que faço, mas não sei se consigo pagar o aluguel do mas que vem”. 

Renata, vamos lá:

1) Você precisa realmente de uma loja física para fazer o que todo mundo faz através de loja virtual? Mudar a estrutura não quer dizer andar pra trás, mas, sim, ajustar o foco.

2) Se os clientes não querem pagar seu preço, das duas uma: ou está caro ou eles não percebem o seu real valor. Ou seja: ou o preço está errado ou você está atingindo os clientes errados.

3) Onde estão os bons clientes? Como chegar até eles? Como se comunicar com ele?

Insisto em dizer que é a passividade que está destruindo empresas.

É necessário levantar da cadeira e ir buscar.

Portanto, reflita sobre isso. “O que fazer” você já sabe. A charada está agora em “Como Fazer”.

Me adicione no Facebook, no Instagram e no Spotify.

#BóraVoar

Como abrir uma franquia

Em geral, empreendedores são otimistas. Quem não é otimista convicto dificilmente dá certo ao montar uma empresa.

Marcelo, do Rio de Janeiro, me escreveu assim:

Olá Diego, ouço muito suas ideias pela rádio. Estou querendo abrir uma franquia. Tenho o dinheiro, porém não tenho o ponto e a franquia que pretendo ainda não tem um nome forte no mercado aqui do Rio. O que você considera importante analisar?”

Marcelo: são dois os fatores que considero importantes na hora de decidir empreender através de franquias:

1º – franquias aumentam as chances de êxito do empreendedor por conta de processos definidos, métodos testados e uma marca forte. Tenho dúvidas quanto a investir em franquias que não possuem pelo menos 2 destes três ingredientes.

2º – É imprescindível escolher algo que realmente você se identifique. Franquia não é uma máquina de fazer dinheiro como muitos pensam. Se alguém falou que pra você que é fácil gerir uma, mentiu! Se você não gosta de cozinhar, por exemplo, esqueça franquias relacionadas a alimentação. Porque mesmo com bons métodos e processos, você não entenderá nada do assunto!

Antes de escolher uma marca para franquear, visite, pelo menos, 10 franqueados. Veja a operação, compre nestas lojas e converse com estes empreendedores.

Enquanto não decide, deixe seu capital rendendo. Se tiver dúvidas, não invista! Agora, não confunda medo com dúvidas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Pense nisso e me siga no Twitter clicando aqui. 

Mais sobre rotatividade nas empresas…

Rotatividade nas empresas

Outro dia falei aqui que um dos principais motivos para o mal crônico que as empresas estão vivendo – a famigerada rotatividade de profissionais – é o recrutamento e seleção.

Muitas pessoas escreveram comentando a minha afirmação, dentre elas a Gerente de RH Alessandra Mesquita. Ela disse que os motivos da Rotatividade não se resumem só ao processo de recrutamento e seleção e cita o mestre Chiavenato:  “A rotatividade não é uma causa, mas o efeito de algumas variáveis externas e internas“.

Alessandra diz que existem motivos como: melhores oportunidades de empregos no mercado de trabalho, variáveis familiares (como mudança, viagem, dentre outros) E ainda: política salarial (insatisfação com a remuneração), benefícios, cultura organizacional da empresa, a estrutura, oportunidades de crescimento interno, o estilo gerencial, a própria relação com os gestores sendo de cima para baixo ou inverso, a autonomia para cargos gerenciais, a motivação, comunicação clara de transparência, respeito, planejamento adequado, condições de trabalho complementando Psicológicas ou físicas. 

Continuar lendo

Para ser, aja como se fosse!

Hoje é dia de responder o advogado Bryan Rojtenberg. No e-mail, ele duvidou que eu responderia. E aqui estou!  Se tivesse apostado, o doutor teria perdido.

Ele diz: “Tenho um pequeno escritório de advocacia, com sala própria e apenas uma sócia, sem empregados. Meu custo mensal é bem pequeno, mas meu lucro por enquanto também! Sou especializado em Direito do Consumidor, direito do trabalho, responsabilidade civil e contratos, e minha sócia em Direito Penal.

Tento seguir esta linha: ‘o cliente que entra pela porta adentro do meu escritório será meu cliente, não sairá sem assinar procuração’.

Infelizmente ou felizmente por este lema, fico restrito a contratos de valores muito pequenos, até mesmo com cláusulas de êxito, com recebimento no final.

Cobro valores pequenos para distribuir o processo, mas que garantem o meu tonner e luz do escritório. O que faço para alavancar contratos mais avantajados, com valores mensais maiores? Ainda não temos CNPJ. Preferi dar entrada nesta burocracia quando conseguirmos um contrato que valha a pena, além de exigir tal documento.”

Continuar lendo

O Brechó da Eva (2) e dicas para otimizar a gestão

Ontem eu comecei a responder aqui a mensagem da Eva, que tem uma loja que é um mix de brechó e loja de artesanato na  região da Lapa,  Rio de Janeiro.

Eva me confidenciou que não consegue decolar; ela vê seu negócio cada vez mais se afundar. De um ano para cá não consegue pagar os custos; pede dinheiro emprestado, investiu tudo que tinha, já foi ao Sebrae, participou de cursos…  mas infelizmente hoje penso em fechar , vender o ponto e partir para outra.

Neste post dei ideias para Eva atrair e fidelizar clientes. Hoje falo sobre gestão empresarial.

Algumas das grandes falhas do empresário de pequeno porte é:

  1. Misturar as contas da empresa com as da pessoa física;
  2. Não ter qualquer tipo de controle de vendas, estoque e fluxo de caixa (ou ter controles falsos);
  3. Viver o hoje sem pensar no amanhã;
  4. Não ter precisão de nada, sabe “mais ou menos” quanto fatura, quanto gasta e quanto precisa para sair do vermelho.

Qualquer empreendimento requer planejamento, controle e execução.

Se Eva quiser salvar seu negócio, deve:

  1. começar a controlar suas despesas e receitas, gerando um controle real de seu fluxo de caixa (por mais “tupiniquim” que seja);
  2. Deve controlar as vendas no cartão de crédito, principalmente quando vende parcelado (a maioria dos empresários não controla isto).

Publiquei AQUI kit de planilhas que podem auxiliar o empresário nestes controles. São dois arquivos: uma planilha para controle e execução de fluxo de caixa e outra planilha que auxlia no controle das vendas em cartão de crédito e débito, já descontando as tarifas e juros bancários.

Este kit é gratuito! Baixe, use e depois me conta.

Dicas para perder a timidez…

Gabriel escreve: “me considero um bom profissional, entrego meu trabalho no prazo e sou respeitado pelos meus colegas e chefes. Mas sinto que minha carreira estagnou. Sou muito tímido e não consigo colocar em prática qualquer tema que se relacione a marketing pessoal. Entendo que isto é importante para crescer e ser valorizado. Quais dicas você me dá?”

Eu te dou 4 dicas, Gabriel!

  1. Se você tem receio de falar, registre por email os seus resultados. Utilize a palavra “nós” e não o “eu”. Desta forma o texto será mais afetivo.
  2. De tempos em tempos peça uma conversa com seu chefe. No papo, diga que deseja um retorno sobre o seu trabalho. Peça para que comente seus resultados e que dê dicas para melhorar.
  3. Por fim, faça-se presente! Aproveite as oportunidades de convívio com o grupo, tanto as formais – como treinamentos, reuniões e convenções – como as informais: o happy hour, o jogo de futebol, o aniversário do filho do colega de trabalho.
  4. Por fim, um curso de oratória pode lhe ajudar a conquistar mais firmeza e segurança para falar em público. Quase sempre estes cursos ajudam no desevolvimento de profissionais tímidos.

Me adicione no Facebook clicando aqui. 

A ‘vida dupla’ do João…

abertoOlha, tá cada vez mais comum a existência de profissionais que abrem uma empresa sem largar o emprego e passam a ter uma “vida dupla”.  João Carlos me escreveu justamente comentando este tema.

Ele é funcionário de uma multinacional há mais de 10 anos, raspou suas economias e junto com a esposa montou um restaurante. Investiu mais de R$ 750 mil e, mesmo com todo o frio na barriga, está confiante de que dará certo.

O problema é que, passados os três primeiros meses do empreendimento, ele começa a ter a certeza do velho ditado: “é o olho do dono que engorda o gado”; ele se vê preso no emprego e não tem coragem de jogar pro alto. Por outro lado, o restaurante – acredita ele – vingaria muito mais rápido se ele estivesse mais presente. O Que fazer?

João, existem pros e contras de começar um negócio sem largar o emprego.

Os prós:

  • manter um salário faz com que você mantenha seu padrão de vida;
  • a necessidade de buscar dinheiro emprestado diminui;
  • e, na empresa, você pode divulgar seu negócio e gerar mais clientes.

Mas existem os pontos contra:

  • conjugar duas atividades é sacrificante: horários ampliados de trabalho e maior preocupação.
  • É difícil de conciliar. No restaurante você pensa nas reuniões do emprego. No emprego, não tira a cabeça do restaurante.

E, por fim, a dupla jornada pode comprometer sua produtividade nos dois lugares.

Impossível não é. Mas lembre que quem tem muitos focos, no fundo, no fundo, não tem nenhum.

Me adicione no Facebook clicando aqui. 

Bares e Restaurantes: os desafios e as novas propostas

Muitos donos do fragmentado segmento de  restaurantes e bares me pedem ideias para que consigam ampliar suas receitas financeiras.

Pra embasar meu comentário de hoje, dei uma olha na mais recente pesquisa do IFB – o Instituto de Food Service do Brasil.

A pesquisa identificou que mais de 80% dessas empresas são classificadas como ‘independentes’, de estrutura familiar e de pequeno porte. Se somarmos também os negócios que compõem redes pequenas com até cinco lojas, chegamos a 93% neste perfil.

Mais da metade destas empresas possui um faturamento mensal pequeno: fica abaixo de R$ 50 mil.

Outro ponto interessante da pesquisa do IFB  é que o mercado brasileiro é ao mesmo tempo jovem e alvo de desenvolvimento contínuo: 11% dos estabelecimentos tem menos de 1 ano de atividade e 41% tem 4 anos ou menos.

Ou seja: são operações de certa forma frágeis e bem diferente do perfil das principais redes de alimentação operando no Brasil (como Bob’s, McDonalds, Burger King, Spoleto, dentre outros) em diversos temas, desde o estágio de profissionalização, os modelos de abastecimento, o apelo ao consumidor…

Então como ganhar esta guerra e se diferenciar?

Pro empresário que deseja se destacar, minha sugestão é ampliar a capacidade de atendimento dos estabelecimentos via “take-away”, aquelas refeições que são levadas pelo cliente para consumir em outro local. É a versão turbinada da “quentinha pra viagem” ( veja mais aqui) e com o  “Delivery online”, montando um site fácil de ser localizado pelos mecanismos de buscas, bem posicionado nas redes sociais e responsivo a todas as plataformas: computador, tablet, celular, Android e IOS.

Poucos são os estabelecimentos com mais de duas formas de atendimento (em geral, o que vemos é o atendimento tradicional de restaurante e o Delivery tradicional por telefone).  Mas a ampliação deste número é a tendência.

Num futuro muito próximo, empreendedores mais antenados vão lançar diversas formas para ampliar suas possibilidades de vendas, pois não querem ser engolidos pela concorrência.

Amanhã falarei mais sobre o segmento de food service, mas aí focando o perfil do cliente brasileiro.

Outros posts sobre Gestão em Restaurantes e Bares você encontra aqui:

Aproveite para me adicionar no Facebook clicando aqui e no Twitter clicando aqui. 

A importância do Registro de Marcas

Marca não é, somente, um nome fantasia pelo qual a empresa é conhecida no mercado, tampouco um símbolo que distingue produtos ou serviços. Vai muito além: marca é um patrimônio e um ativo, desde que bem trabalhado e protegido.

Então, o registro de uma marca não é uma prerrogativa somente das grandes companhias. Micro e pequenos empresários também têm esta necessidade se quiserem posicionar sua empresa na rota do sucesso.

O INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial, órgão responsável por estes registros no Brasil  felizmente criou algumas facilidades para que micro e pequenas empresas registrem suas marcas.

Você que é empresário e me escuta com alguma frequência no rádio ou lê meus posts por aqui, tem a marca de sua empresa registrada?  Se a resposta for “NÃO”, continue lendo este post. 

Continuar lendo

Como ampliar as vendas de um salão de beleza…

Márcia é proprietária de um salão de beleza que leva seu nome e não anda lá muito empolgada com o ritmo das coisas. Ela pensa que precisa aumentar a clientela e, finalmente, ver resultados, que ainda não chegaram.

O que fazer?

 

Diversificação é a palavra chave! Confira as ideias de como aumentar as vendas em um salão de beleza na continuação deste post (clique aí embaixo). 

Continuar lendo