Responsabilidade social vira case de marketing espontâneo

Responsabilidade social vira case de marketing espontâneo

Esta é mais uma prova de que tem muita gente engajada e visionária no mundo empresarial. Veja só isso:

Com a greve na rede estadual de educação do Rio de Janeiro, um colégio particular de Austin, distrito de Nova Iguaçu, cidade localizada na Baixada Fluminense, teve a brilhante ideia de abrir as portas para os estudantes que estão sem aulas.

Estes jovens podem frequentar as aulas como ouvintes e, especialmente aqueles que estão na idade, não precisarão desistir de fazer o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio.

O que parece ser uma iniciativa social, é para mim uma brilhante sacada de marketing e não há qualquer problema com isso.

O nome do colégio é Souza Duarte e está em operação há mais de 30 anos. Eu pessoalmente liguei para lá e parabenizei a diretora Shirley Alves de Souza pela iniciativa e fiz algumas perguntas.

Shirley me contou que o propósito da ação foi de fato uma responsabilidade social deles; que não esperavam toda a repercussão. Esta ação rendeu reportagens em diversos veículos de comunicação do estado, o que é chamado de mídia espontânea.

Que mais Shirleys despontem no mercado; com criatividade, com responsabilidade social, com inovação.

Precisamos sempre lembrar que é dando que se recebe. E, no caso dos negócios, se vier com exposição, retorno de marca e novos negócios melhor ainda.

Tá na hora de fazer alguma coisa

Abro o jornal e vejo que a nova equipe econômica do Governo Federal pretende aumentar os impostos de empresas prestadoras de serviço com o intuito de ampliar a arrecadação do Imposto de Renda devido por este tipo de organização.

Entro num site de notícias e vejo que os resultados do ENEM – o Exame Nacional do Ensino Médio foram assustadores: mais meio milhão de estudantes tirara nota zero na prova de redação.

Num portal de economia, o vejo que o varejo brasileiro cresceu pouco mais que 2% no acumulado do ano passado.

São três notícias desanimadoras que, claro, desestimulam a nossa crença por dias melhores.

Por um lado temos um sistema tributário enlouquecedor. Somando todos os impostos diretos de nível federal, estadual e municipal que pagamos no Grupo CDPV, empresa que dirijo, eu poderia contratar mais de 60 pessoas com salários razoáveis.

Um empresário amigo me confidenciou outro dia que, quando soma todos os encargos tributários de seu negócio, ele descobre que o governo ganha mais, muito mais que ele a frente da empresa. E imposto não se pode atrasar ou parcelar, pois os juros são exorbitantes.

Meu clamor é que os líderes políticos entendam que a classe empresarial e os milhares de trabalhadores  que colocam a mão na massa precisam de incentivos e não de mais taxas e impostos. Ou, melhor – uma vez mantendo estas taxas e impostos, que toda esta grana seja de fato bem investida.  Meio milhão de estudantes com 16, 17, 18 anos de idade que tiram nota zero em redação causa temor, pois são essas pessoas que estão entrando ou entrarão no mercado de trabalho muito em breve. Como uma empresa conseguirá crescer contratando quem não sabe escrever? 

Tá na hora de fazer alguma coisa. Só torcer parece que não está dando certo.