Como salvar meu restaurante?

Quem escreve hoje é a Rosângela, de linda cidade de Salvador da Bahia. Ela diz:

“Tenho um restaurante. Comecei com MEI (Micro Empreendedora Individual), cresci desordenadamente e cai de cabeça nessa crise econômica. Tinha 25 funcionários e hoje apenas 05. Perdi clientes, adquiri dívidas, ainda assim, continuo trabalhando.

Hoje meu faturamento mensal é de R$30.000,00, isto é, quando entra tudo no mesmo mês. Mas devo no mercado mais de R$100.000,00. Como sair dessa,  levantar a minha empresa e continuar na ativa?

Primeira questão, Rô: não dramatize a situação.

O país não vai acabar com esta tal crise econômica e a sua empresa não irá morrer – desde que você faça minimamente a lição de casa.

Portanto, nada de pânico ou drama. Tem gente por aí que adora uma novela mexicana, vamos deixar a tal “crise” para eles!

Agora, é hora de agir. Menos discurso e mais ação. Pelo que parece você precisa agir em dois eixos: (1) a retaguarda, melhorando suas rotinas de compras e administração financeira e (2) as vendas.

Como minha especialidade é esta segunda, quero te dizer que é possível sim crescer e faturar mais mesmo neste período turbulento.

Crie produtos novos, para atrair os antigos clientes.

Já que administra um restaurante de bairro, pense em diversificar os pratos, inclinar o ambiente para a moda gourmet e uma forma de cadastrar os consumidores.

Uma boa dica pra isso é criar uma pesquisa de avaliação, onde o cliente escreve num pedacinho de formulário o que achou da comida, o que acha que precisa melhorar e registra ali seus dados pessoais, como telefone, e-mail e data de aniversário.

E aí você já sabe: intensifique o contato!

Você pode mandar e-mails ou mensagens de WhatsApp diariamente com o cardápio do dia e pode também, na data de aniversário do cliente, convidá-lo para almoçar com vocês, por sua conta, é claro.

Estas práticas te diferenciarão profundamente e farão a clientela retornar com frequência ao seu estabelecimento.

O perfil do cliente do Food Service

Ontem falei aqui sobre o que o pequeno empresário do setor de Food Service (os donos de bares, restaurantes e padarias) pode fazer para alavancar seus resultados.

Hoje falo do potencial deste setor e o perfil do cliente, ainda embasado na pesquisa do IFB, Instituto de Food Service do Brasil, instituição que congrega os maiores players do setor.

O consumidor brasileiro vem consistentemente destinando cada vez dinheiro com alimentos no Food Service (quase 1/3 do orçamento destinado a alimentação é consumido fora do lar), mas ainda estamos bem distantes de padrões americanos ou europeus. Só pra termos uma base, nos países desenvolvidos 50% das despesas de alimentação é destinado ao consumo fora de casa.

O principal limitador para crescimentos mais vigorosos é o preço da refeição no Brasil; se compararmos o custo das refeições no Brasil com outros Países, considerando a paridade com o poder de compra em cada local, temos aqui uma refeição custando pelo menos 20% mais cara do que para um americano, e praticamente o mesmo que um consumidor alemão paga por sua refeição (nenhuma comparação com o 7×1, diga-se J ).

Como consequência, a frequência com que o brasileiro realiza refeições fora de casa está entre as menores do mundo, com 1,3 vezes ao dia em média.

O consumo de restaurantes e bares não está baseado apenas no lazer e no entretenimento como o leigo pensa. Pelo contrário! Ele ocorre prioritariamente nos dias de semana (mais de 70%) e o principal momento de refeição (chamado também de “day-part”) é o almoço, com mais de 34% de todas as refeições do dia todo.

E olha só que interessante: sabe qual é a segunda refeição dos brasileiros quando estão fora do lar? O  “lanche da tarde” e não o café da manhã, como muitos pensam.

Estão aí mais uma super ideia pra quem quer crescer no segmento.

Mas quais são as razões que levam o consumidor a escolher os locais em que realiza suas refeições fora do lar?

O primeiro é o relacionamento e o segundo é a conveniência. Na pesquisa do IFB, afirmações como “gosto de lá”, “a localização é conveniente” e “sempre vou lá” são as 3 mais frequentes.

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Bares e Restaurantes: os desafios e as novas propostas

Muitos donos do fragmentado segmento de  restaurantes e bares me pedem ideias para que consigam ampliar suas receitas financeiras.

Pra embasar meu comentário de hoje, dei uma olha na mais recente pesquisa do IFB – o Instituto de Food Service do Brasil.

A pesquisa identificou que mais de 80% dessas empresas são classificadas como ‘independentes’, de estrutura familiar e de pequeno porte. Se somarmos também os negócios que compõem redes pequenas com até cinco lojas, chegamos a 93% neste perfil.

Mais da metade destas empresas possui um faturamento mensal pequeno: fica abaixo de R$ 50 mil.

Outro ponto interessante da pesquisa do IFB  é que o mercado brasileiro é ao mesmo tempo jovem e alvo de desenvolvimento contínuo: 11% dos estabelecimentos tem menos de 1 ano de atividade e 41% tem 4 anos ou menos.

Ou seja: são operações de certa forma frágeis e bem diferente do perfil das principais redes de alimentação operando no Brasil (como Bob’s, McDonalds, Burger King, Spoleto, dentre outros) em diversos temas, desde o estágio de profissionalização, os modelos de abastecimento, o apelo ao consumidor…

Então como ganhar esta guerra e se diferenciar?

Pro empresário que deseja se destacar, minha sugestão é ampliar a capacidade de atendimento dos estabelecimentos via “take-away”, aquelas refeições que são levadas pelo cliente para consumir em outro local. É a versão turbinada da “quentinha pra viagem” ( veja mais aqui) e com o  “Delivery online”, montando um site fácil de ser localizado pelos mecanismos de buscas, bem posicionado nas redes sociais e responsivo a todas as plataformas: computador, tablet, celular, Android e IOS.

Poucos são os estabelecimentos com mais de duas formas de atendimento (em geral, o que vemos é o atendimento tradicional de restaurante e o Delivery tradicional por telefone).  Mas a ampliação deste número é a tendência.

Num futuro muito próximo, empreendedores mais antenados vão lançar diversas formas para ampliar suas possibilidades de vendas, pois não querem ser engolidos pela concorrência.

Amanhã falarei mais sobre o segmento de food service, mas aí focando o perfil do cliente brasileiro.

Outros posts sobre Gestão em Restaurantes e Bares você encontra aqui:

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Como alavancar o resultado comercial?

Renato Alcântara escreve pedindo ideias para ampliar seu resultado comercial. Ele vende serviços de entregas expressas para  empresas, mas acha que seu segmento é muito limitado, não está atingindo êxito.

Renato, pessoas andam em bando. E elas se encontram em eventos, seminários, exposições, conferências. Manter e ampliar o networking deve ser uma das tarefas periódicas de todos os profissionais, mas principalmente de quem trabalha comercializando bens e serviços.

Fomentar a rede de relacionamentos é vital para geração de oportunidades futuras. Afinal quem não é visto, não é lembrado.

Quer um exemplo? Nos próximos dias acontecerá no Rio de Janeiro uma feira que reúne segmentos importantíssimos na nossa economia.

Estou me referindo a 25ª Super Rio Expofood, um grandioso evento que reúne todos os anos muitos empresários e profissionais dos setores de Supermercado, Panificação, Hotelaria, Franchising, Conveniência e Restaurante. E eu estou muito feliz pois farei a principal palestra deste evento.

A reflexão é simples. Todo mundo que participa de feiras como esta está disposto a estreitar laços e fechar ótimos negócios.  Minha proposta é essa: levanta da cadeira e coloque uma meta; participar de pelo menos 3 grandes feiras comerciais por ano. Isso vai fazer um bem danado a sua carteira de clientes. 

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