Por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas?

Você saberia responder por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas do que outras?

Deixando de lado o quesito “sorte”, há realmente apenas duas explicações para o sucesso: talento e esforço. 

  • Talento diz respeito às capacidades, habilidades e conhecimentos que determinam o que uma pessoa pode fazer. 
  • Esforço diz respeito ao grau de intensidade em que a pessoa se dedica aos seus projetos e metas.

O trabalho duro ajuda as pessoas a compensar níveis mais baixos de talento, mas elas precisam estar cientes de suas limitações. 

Eu sempre prefiro contratar uma pessoa absolutamente determinada a atingir seus objetivos do que aquela que possui uma boa formação e um currículo bonito, por exemplo.

Depois que falei isto em uma convenção de gerentes e líderes de uma rede de varejo, um profissional me perguntou: “Mas Diego, então empresas devem parar de buscar talentos bem formados?“.

“Não é bem assim”, respondi. Considere o seguinte:

Algumas pessoas talentosas podem fazer uma enorme diferença na vida das empresas.   Em qualquer empresa, elas fazem uma contribuição desproporcional para o resultado final. Também aqui encontramos novamente a Lei de PARETO aplicada, pode conferir. Cerca de 20% dos profissionais são responsáveis por 80% dos resultados. Neste grupo de 20% encontramos tanto os talentosos quanto os esforçados. 

Os problemas começam a surgir quando o talento é superestimado pelos superiores e quando os 80% não produtivos conseguem fazer um peso maior na atmosfera de produtividade da empresa frente aos efetivamente produtivos. Mas estes são assuntos para outro comentário.

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#BóraVoar

A Lei de Pareto e sua influência no dia a dia das empresas

Na Europa do final do século 19, o ainda jovem italiano Vilfredo Federico Damaso Pareto nutria um fascínio por questões ligadas ao poder e à riqueza. Como as pessoas faziam fortuna ou ganhavam poder? Como a riqueza era distribuída na sociedade?

Aos 40 anos, já formado engenheiro civil, Pareto resolveu se dedicar seriamente a responder a essas questões, enveredando para a economia.

Em 1906, constatou que apenas 20% da população da Itália tinham 80% das propriedades. Também verificou que 20% dos pés de ervilha de seu jardim davam 80% das ervilhas. Por meio de muitas observações semelhantes, análises e cálculos, formulou as bases do que, alguns anos depois, seria batizado de Princípio de Pareto ou Lei de Pareto (leia mais na Wikipédia).

No trabalho vivemos a mesma coisa em muitos cenários:

  • 20% dos clientes representam 80% das vendas (e isso é sempre um perigo);
  • 20% das tarefas garantem 80% da produtividade;
  • 20% dos vendedores carregam a empresa nas costas.
  • Gastamos 80% de nosso tempo com coisas que não são tao importantes assim.

Então, faz assim: identifique os “20% mais importantes” de seus projetos e atividades. Enumere-os em ordem de relevância. Faça uma lista diária ou semanal e trabalhe a partir dela.

Se você é gestor, identifique 20% das pessoas mais importantes na sua gestão. Quais são as pessoas do seu time que estão produzindo? Quais apenas fingem produzir? Neste caso, tanto os 20% quanto os 80% merecem atenção, cada um a sua maneira. O que produz, para que produza cada vez mais. O que não produz, para que ache seu caminho.

Para resultados sólidos, existem somente algumas coisas que realmente são importantes e que precisam ser executadas. Pense nisso!