Como salvar sua empresa?

Hoje é dia de responder a mensagem do Roberto, empresário do ramo de beleza.

Ele fala que “concorda com muito do que tenho falado” aqui e no meu programa de rádio quanto a blindagem necessária para as empresas não sucumbirem a período turbulento.

Mas pede orientações mais práticas no que tange a administração. Ele se diz bom de vendas, mas reconhece que anda apreensivo já que seus conhecimentos na área financeira são fracos.

Roberto: o mais importante é agir proativamente e não deixar pra tomar atitude somente quando o temporal chegar.

Então, tome nota de 3 caminhos possíveis e necessários:

1 – Reduzir o custo fixo com criatividade: evitando desperdício e diminuindo despesas desnecessárias.

2 – Delete o que traz prejuízo e foque no traz rentabilidade. E isso vale para tudo: para foco, para gastos, para investimento e até para administração de pessoal.

3 – Gerencie e controle duramente o seu capital de giro. As empresas não quebram porque não vendem. Quebram, principalmente, pela falta de capital de giro.  Neste momento, a sugestão é evitar bancos, seja para empréstimos,  descontos de duplicatas e antecipação de recebíveis de cartão de crédito. As taxas tem oscilado muito!

Boa Sorte!

Como salvar meu restaurante?

Quem escreve hoje é a Rosângela, de linda cidade de Salvador da Bahia. Ela diz:

“Tenho um restaurante. Comecei com MEI (Micro Empreendedora Individual), cresci desordenadamente e cai de cabeça nessa crise econômica. Tinha 25 funcionários e hoje apenas 05. Perdi clientes, adquiri dívidas, ainda assim, continuo trabalhando.

Hoje meu faturamento mensal é de R$30.000,00, isto é, quando entra tudo no mesmo mês. Mas devo no mercado mais de R$100.000,00. Como sair dessa,  levantar a minha empresa e continuar na ativa?

Primeira questão, Rô: não dramatize a situação.

O país não vai acabar com esta tal crise econômica e a sua empresa não irá morrer – desde que você faça minimamente a lição de casa.

Portanto, nada de pânico ou drama. Tem gente por aí que adora uma novela mexicana, vamos deixar a tal “crise” para eles!

Agora, é hora de agir. Menos discurso e mais ação. Pelo que parece você precisa agir em dois eixos: (1) a retaguarda, melhorando suas rotinas de compras e administração financeira e (2) as vendas.

Como minha especialidade é esta segunda, quero te dizer que é possível sim crescer e faturar mais mesmo neste período turbulento.

Crie produtos novos, para atrair os antigos clientes.

Já que administra um restaurante de bairro, pense em diversificar os pratos, inclinar o ambiente para a moda gourmet e uma forma de cadastrar os consumidores.

Uma boa dica pra isso é criar uma pesquisa de avaliação, onde o cliente escreve num pedacinho de formulário o que achou da comida, o que acha que precisa melhorar e registra ali seus dados pessoais, como telefone, e-mail e data de aniversário.

E aí você já sabe: intensifique o contato!

Você pode mandar e-mails ou mensagens de WhatsApp diariamente com o cardápio do dia e pode também, na data de aniversário do cliente, convidá-lo para almoçar com vocês, por sua conta, é claro.

Estas práticas te diferenciarão profundamente e farão a clientela retornar com frequência ao seu estabelecimento.

Como usar o WhatsApp para gerar e ampliar negócios. #diegomaia

whatsappUma pesquisa inédita do Sebrae Nacional feita em parceria com o E-commerce Brasil mostra que quatro em cada dez donos de lojas on line de pequeno porte do país, aqueles que faturam até R$ 3,6 milhões por ano, usam o Whatsapp para atender o cliente. Em um ano, o percentual dobrou, o que evidencia a enorme popularização da prática.

De acordo com pesquisa,  39% das empresas usam o whatsapp, tanto no pré como no pós venda, percentual que era de apenas 19% em 2014.

A pesquisa que mostrou o crescimento do aplicativo como canal de atendimento também evidenciou a redução do uso do telefone, que caiu de 64% para 55%.

Os dados revelam ainda que, quanto menor o porte da empresa, maior a utilização do aplicativo de mensagem instantânea.

A vantagem mais impactante dessa ferramenta é que as mensagens são entregues rapidamente. O recebimento de imagens de produtos, confirmação e acompanhamento de pedidos, informações e até promoções está ganhando cada vez mais a adesão dos usuários.

Algumas dicas para você que vêm utilizando o Whatsapp no relacionamento com clientes:

  1. Tenha um número somente para esse fim e não misture contatos pessoais com profissionais.
  2. Utilize boas práticas na comunicação dando especial atenção ao linguajar e a erros gramaticais e de digitação.
  3. É preciso agilidade na resposta. O aplicativo presume a instantaneidade da comunicação.
  4. Informe o horário em que estará disponível on line para que não haja reclamações quanto à falta de atendimento.

A sobrevivência das pequenas empresas

Durante muitos anos, a taxa de sobrevivência das pequenas empresas brasileiras era assustadora. Nem 30% dos negócios sobreviviam aos primeiros 2 anos. Segundo o mais recente estudo do Sebrae sobre o tema, a média nacional de sobrevivência chegou a 75,6%.

O relatório de sobrevivência mediu empresas criadas em 2007 e que tinham informações atualizadas em 2010 na Receita Federal. A taxa foi melhor do que as de 2005 e 2006. Assim, só duas em cada dez empresas criadas em 2007 não completaram dois anos.

Para Luiz Barretto, presidente do Sebrae, três fatores foram indispensáveis para isso:

  • O aumento do mercado interno;
  • a melhora nos níveis de escolaridade dos empreendedores; e
  • o surgimento da modalidade de tributação chamada de Supersimples.

Apesar de a sobrevivência ser apenas um dos indicadores de sucesso para pequenas empresas, esta taxa indica que os empresários brasileiros têm superado o período mais crítico dos primeiros dois anos, mesmo considerando que o novato não tem expertise e está formando clientela.

Uma boa gestão é um dos principais motivos de sucesso. É preciso:

  • ter bom planejamento;
  • não errar na capacidade financeira;
  • ter controle de caixa;
  • não misturar as finanças; e
  • ser atento aos que os concorrentes estão fazendo.

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‘Socorro, minha empresa está em apuros!’

24 Avisão e a missão na empresaMarcio Costa escreve falando que sua empresa está em apuros. Está com 11 ações trabalhistas, 8 empréstimos bancários que prejudicam seu fluxo de caixa e ele confessa que não consegue lidar com os seus funcionários. No e-mail ele conta que parece que as pessoas jogam contra e não a favor. Ele está em dúvidas se é a hora de fechar o negócio ou resistir mais um pouco para ver o que acontece.

Olha Marcio, isto não vai resolver o seu problema. Mas é importante que saiba que muitas empresas brasileiras tem resultado semelhante. De acordo com o índice de Sobrevivência das Empresas do Sebrae, quase 25% delas não passam do segundo ano.

Já o Índice de Recuperação e Falência da Serasa Experian nos mostra que somente em 2013, 1758 empresas tiveram pedidos de falência no Brasil. Mais 60% são pequenas empresas.

Marcio, quando os bens particulares dos sócios ficam comprometidos por causa das dívidas da empresa e quando por um forte período há mais contas a pagar do que a receber, é hora de fechar as portas.

Mas se você está disposto a recuperar as rédeas, tente enxergar o que está acontecendo com sua empresa. Faça um fluxo de caixa para avaliar não apenas o mês, mas  o próximo ano. Tente renegociar suas dívidas de forma clara e transparente. E lembre que o melhor empréstimo é aquele que você consegue pagar e não contraia um novo enquanto tiver dívidas.

Por fim, a decisão de fechar ou insistir só pode ser tomada baseada em números financeiros reais. Não tome esta decisão apenas em achismos e sentimentos negativos que estão ao seu redor. Afinal, quando o time está perdendo quase todo mundo pensa em mudar de time.

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Os desafios da Pequena Empresa!

Tem uma frase antiga de Henry Ford que pode perfeitamente ser trazida para o momento atual: “Os homens de negócios fracassam em seus empreendimentos porque gostam tanto da forma antiga de trabalhar que não conseguem promover mudanças”.

Andei analisando o quanto a maioria das  micro, pequenas e médias empresas continuam atuando da mesma forma como no passado.

Fiquei boquiaberto quando li uma pesquisa que aponta que mais de 43% das empresas de pequeno porte não possuem sequer um site na internet.

Outras tantas possuem sites amadores, feito por amadores, sem qualquer interação ou mesmo funcionalidade.

Você, quando cliente, quando está pensando em trocar de carro, comprar uma casa ou mesmo procurar uma oficina mecânica, o que faz? Vai na internet!

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Devo abrir minha própria empresa?

“Olá Diego!

Ouço você todos os dias na ida e na volta do trabalho. Adoro! E me sinto tão íntima que vou pedir uma orientação. Estou aposentada, o que não me sustenta. Por isso, continuo trabalhando. Lá na empresa não ganho muito e conheço de perto este fenômeno: a idade aumenta e o salário diminui. Tenho 52 anos e trabalho a trinta e quatro. Acumulei uma boa experiência nas áreas de vendas, compras, administrativo, financeiro e, principalmente, adoro trabalhar com público.

Mas não suporto mais trabalhar para ninguém e acho que consigo tirar o que ganho atualmente abrindo uma pequena empresa dedicada ao comércio de produtos de beleza em geral, focada em vender para salões de beleza. Eu confio na minha capacidade.Terei uma amiga como sócia. Minha filha e meu marido também vão ajudar para que eu não tenha despesas com funcionários.

Pretendo ir ao SEBRAE para ter informações de mercado, mas não tenho uma grande quantia em dinheiro para abrir algo bom logo de cara. Estou com muitas ideias, mas estou em busca de outras. O que você me orientaria? O que devo fazer?”

Esta é a mensagem da Roseli, que me escreveu faz tempo mas só agora pude formular uma resposta para esta querida ouvinte.

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