Decifrando o futuro… #diegomaia

Em 1999, o Google tinha apenas meses de idade. Nessa época, as pessoas ainda tinham que ligar para agentes de viagens para comprar pacotes, ouviam música em cd’s, se conectavam a internet de forma discada e ainda mandavam fax. Lembra disso?

Bill_Gates_July_2014Nesse mesmo ano, o fundador da Microsoft Bill Gates (aí na foto) escreveu um livro chamado “A empresa na velocidade do pensamento”, uma obra que do ponto de vista de 2015, ofereceu previsões surpreendentemente precisas sobre a forma como a internet mudaria o mundo e a forma como as empresas fazem negócios..

Algumas das previsões mais impressionantes de Gates são estas, olha só:

  1. Existirão serviços de comparação de preços, permitindo que as pessoas possam ver os preços de vários sites, tornando fácil de encontrar o produto mais barato.
  2. As pessoas vão viver em torno de pequenos dispositivos que lhes permitam manter-se constantemente em contato e fazer negócios de onde quer que estejam. Eles serão capazes de verificar as notícias, ver voos que tenham feito reservas, obter informações dos mercados financeiros, e fazer qualquer outra coisa nesses dispositivos.
  3. Sites privados para seus amigos e familiares serão comuns, o que lhe permite conversar e planejar eventos.
  4. Dispositivos terão publicidade inteligente. Eles vão conhecer as suas tendências de compra e exibirão anúncios que são adaptados para as suas preferências.

Ou seja: Gates não foi nenhum cartomante, mas por conta de suas escolhas e de sua capacidade de analisar comportamentos e tendências se tornou o que é hoje.

A tecnologia está transformando o mundo, as empresas estão descobrindo o que fazer para ter sucesso diante deste novo cenário. Tem aplicativo até para acender vela pelo celular!

O problema é que… tem empresa que nem site tem…

Ter sucesso é… #diegomaia

ricardo nunes

Ricardo Nunes, Ricardo Eletro.

Tenho falado por aqui estes dias que ter sucesso é falhar repetidamente, sem perder o entusiasmo. E, refletindo sobre o tema, dei conta de uma frase atribuída a Ricardo Nunes (o galã aí da foto), fundador da Ricardo Eletro e o principal acionista da Máquina de Vendas. Ele disse numa palestra recente:  “A dificuldade faz a gente aprender mais rápido”. Ricardo sabe bem do que fala: seu pai morreu aos 40 anos, fazendo com que ele, filho mais velho, começasse a trabalhar para ajudar a mãe com a renda da casa.

Nunes começou, então, a vender tangerinas na porta de uma faculdade. Em pouco tempo, notou que muitas pessoas não compravam as frutas porque não queriam descascá-las. Assim, passou a vender tangerinas descascadas.

Depois de algum tempo, o empresário começou a vender liquidificadores. Vendo que existia muita concorrência no mercado, optou por uma estratégia intrigante: cobrir qualquer oferta. Por causa disso, ele conta que perdeu muito dinheiro com os liquidificadores. O lado bom era que os clientes que vinham à loja acabavam saindo de lá com outros produtos.

No final das contas, as teorias aplicadas na venda de tangerinas e no comércio de liquidificadores deram resultado. Nunes hoje está à frente de uma rede de varejo que fatura R$ 9 bilhões por ano.

Eu tô falando do Ricardo Nunes pra ilustrar bem o tema esta série:o sucesso pertence a quem se prepara, a a quem se dedica e a quem não se deixa abater pelos problemas do dia a dia.

Não é nada diferente disso: quanto mais eu trabalho, mais sortudo eu fico!

Trabalhar demais…

workaholics-do-mundoTrabalhar muitas horas além do expediente pode ser prejudicial à saúde. E não só porque você tem menos tempo para fazer exercícios, descansar ou passar as noites em família. Um novo estudo realizado na Finlândia mostra que fazer hora extra com frequência também pode aumentar a chance de ter um comportamento de risco em relação à bebida alcoólica.

Os pesquisadores reuniram evidências de 61 estudos realizados em 14 países e descobriram que quem trabalha mais de que 40 horas por semana tem, em média, 11% mais chance de beber em excesso em relação a quem trabalha de 35 a 40 horas. Quem trabalha de 49 a 54 horas por semana é 13% mais propenso a desenvolver hábitos pouco saudáveis com a bebida – ou seja, mais de 14 doses por semana no caso das mulheres e 21 doses no caso dos homens.

Foram analisados dados de 333 mil pessoas e a relação entre bebida e horas extras trabalhadas se manteve independente do sexo, país de origem e grupo socioeconômico.

“Há evidências de estudos anteriores que trabalhar por muitas horas pode estar associado a um estilo de vida pouco saudável, com pouca atividade física e consumo excessivo de álcool”, afirmou à NewScientist Marianna Virtanen, do Finnish Institute of Occupational Health, uma das responsáveis pelo estudo.

“Acreditamos que algumas pessoas possam lidar com o excesso de horas trabalhadas com hábitos pouco saudáveis, como consumir álcool”, diz a pesquisadora. “As sensações que elas tentam diminuir com a bebida incluem estresse, depressão e distúrbios de sono”.

Pense nisso, trabalhe menos, arrume uma distração e me adicione no Facebook :-).

Exemplos de Resiliência…

Charlie_ChaplinQuais as chances de um menino de rua praticamente sem escolaridade, com uma mãe que chegou a se prostituir, tornar-se o ator e diretor mais famoso de Hollywood? Charles Chaplin é, sem dúvida, um dos maiores exemplos de resiliência.

Chaplin tinha tudo para dar errado na vida. Não teve apoio, mas confiou na sua capacidade. De acordo com Paulo Sabbag, professor da FGV e autor do livro “Resiliência”, a obra de Chaplin  é quase uma catarse. “Por isso os bêbados (a mãe), os meninos de rua (ele mesmo) em seus filmes” revelou em recente entrevista.

De acordo com Sabbag, a resiliência apontada em Chaplin é um conceito psicológico emprestado da física. Por definição, é a capacidade de o indivíduo enfrentar situações extraordinárias, seja o sucesso ou a perda, em situações com grande estresse.

Para medir o nível da resiliência, Sabbag desenvolveu uma pesquisa científica e criou uma escala. Nessa espécie de termômetro, a cantora Amy Winehouse é um exemplo de baixa resiliência ao lidar com o sucesso – e não com a perda, caso mais comum. Ela era talentosa, bem educada, obteve fama e sucesso muito cedo e, a partir daí, entrou em uma espiral de autodestrutividade.

A boa notícia é que a resiliência não é uma questão de personalidade, mas uma competência a ser desenvolvida, que sofre mais influência da cultura e do ambiente. Ela pode ser apreendida, com estímulos da educação recebida pela família, pelo contexto escolar ou pela trajetória de cada um. A má notícia é que, mesmo aprendida, a resiliência não é duradoura e varia ao longo da vida. Ou seja, precisa ser cuidada sempre.

Quando vemos uma criança brincando que cai e se machuca, se ela começa a chorar, mas logo esquece o incômodo e volta a brincar, esse já é um sinal de resiliência. Por essa razão o aprendizado nessa idade é tão intenso: as crianças são bastante resilientes.  E você?

O que fazer para ter…

o que fazer para ter sucessoMuita, mas muita gente mesmo, me pergunta o que fazer para ter sucesso na carreira ou na empresa. E eu sempre respondo que não existe uma fórmula, uma receita ou uma mágica.

Em geral, profissionais ou empresários que dão certo são aqueles que executam tudo aquilo que pensam. Sim! São pessoas que entenderam que, tão importante quanto ter uma ideia, é colocá-la em prática. Eles valorizam a execução tanto quanto a geração de uma nova ideia.

Outra coisa: as pessoas mais bem sucedidas que conheço, ao contrário do que a maioria pensa, não são grandes tomadores de risco. O que os incomoda, na verdade, não é perder dinheiro, mas sim perder o bonde e não fazer parte do futuro dos negócios. E isso não quer dizer que eles saem por aí investindo (ou gastando) a torto e a direito!

As pessoas mais bem sucedidas que eu conheço não se incomodam de arriscar algum dinheiro, o que eles não querem é arriscar perder uma boa oportunidade. 

Outra característica muito comum: pessoas bem sucedidas não são lobos solitários. Eles só conseguem chegar a resultados exuberantes porque sabem construir e trabalhar com equipes. E sabem da importância de dividir tarefas e contar com um grupo de pessoas que possa ajudá-los a colocar suas ideias mirabolantes em prática. Será que não tá faltando isso pra você?

É claro que existem muitos outros perfis. Quando o assunto é sucesso, todos tem vez: os conservadores, os inovadores, os modernos, os criativos. A diferença esta também na persistência, no foco e na inovação. Nada além disso. 

“Quanto mais eu trabalho, mais sortudo eu fico!”.

A cada dia, tenho mais convicção na frase to título aí de cima. Sabe por que? Porque não é sempre que o sucesso vem fácil. Na maior parte das vezes, ele só dá as caras depois de muito esforço e muitas tentativas fracassadas. A regra é bem ilustrada por uma frase de Wiston Churchill: “o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo”.

Temos inúmeros exemplos de pessoas que se deram bem na vida – mas não sem antes passar por bons bocados. Por exemplo:

Harrison-Ford-whosnerdA primeira vez que o ator Harrisson Ford, o galã aí da foto - apareceu no cinema foi para fazer um pequeno papel em “O Ladrão Conquistador”, de 1966. Da estreia, no entanto, não vieram grandes oportunidades para o ator. Com uma esposa e dois filhos para manter, ele largou tudo, em 1970, para se tornar carpinteiro – uma profissão que ele julgava mais estável financeiramente.

Coincidência ou não, Ford começou a construir gabinetes para o cenário de “Loucuras de Verão”, filme dirigido por George Lucas, em 1973. O contato com o diretor lhe rendeu uma participação no longa e, mais para a frente, um importante papel em “Guerra nas Estrelas”. Conhecido também por sua atuação em Indiana Jones e Blade Runner, o artista possui, hoje, dois recordes hollywoodianos no Guinnes Book: o de ator que gerou o maior lucro de bilheteria e o de ator com mais filmes que ultrapassaram a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos.

Mas esteja certo: para ser, precisamos muito mais do que estar no lugar certo, na hora certa. Precisamos de dedicação, ousadia e inovação. A sorte favorece a mente bem preparada. 

Mudar ou Evoluir? Eis a percepção…

mudanças a vistaUm dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo me contratou e na semana passada ministrei uma palestra sobre Tendências e Mudanças para o seu lindo time. Já falei inúmeras vezes sobre o tema em palestras, treinamentos, no meu programa de rádio e aqui no Blog (tem textos sobre Mudanças Organizacionais e de Carreira aqui).

Esta importante indústria tem passado por um estruturado processo de mudanças e a equipe precisa se engajar na causa para que coisas boas possam acontecer.

Muita gente, lá nesta empresa e aí, do seu lado, vê a mudança organizacional como algo ruim. A maioria dos profissionais é reativa e resistente a tal ponto que entra em rota de colisão com o sucesso.

MUDANÇA é única certeza que se tem na projeção do futuro das organizações. E é importante saber que ninguém – um diretor, um empresário ou um gerente, muda um processo por gosto, muda por necessidade! Ou seja: uma reestruturação é estipulada porque as empresas precisam sair do lugar onde está para ir para um lugar melhor!

Ou seja: mudanças são inevitáveis e este cenário exige gente com níveis elevados de:

  • Confiança no destino
  • Competência pra encarar as dificuldades
  • Maturidade pra não balançar
  • Relacionamento entre todos, porque remar junto é vital; e
  • Atitude positiva.

Porque se a equipe não tiver isso tudo, junto e misturado, o processo de transformação simplesmente NÃO FUNCIONA!

Eu adoro distinguir as diferenças entre MUDAR e EVOLUIR;  prefiro ficar com a segunda opção, sempre. E você?

Diante de um cenário instável, ser um profissional bom de resultados ou uma pessoa boa de desculpas é uma questão pura de escolha.

Pense nisso e me adicione no Facebook clicando aqui.

Que atitudes podem provocar demissão por justa causa?

DEMISSAO JUSTA CAUSAJorge Otávio é empresário e escreveu comentando que possui alguns funcionários que estão fazendo um tremendo “corpo mole”, deixando a desejar em frequência, produtividade, responsabilidade, proatividade e entrega de seus afazeres. Ele conclui o extenso e-mail comentando que já reuniu provas suficientes para dar uma ou duas dispensas por justa causa; acredita que assim dará uma chacoalhada no restante do grupo e penalizará quem merece ser penalizado.

Olha Jorge, os Tribunais do Trabalho no Brasil são paternalistas e defendem ao máximo que podem o trabalhador. Pudera: ainda há muitas empresas que merecem ser punidas pelos maus tratos que ofertam aos seus funcionários.

Por isso, a dispensa por justa causa deve deve ter base numa das diversas justificativas listadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que define as regras trabalhistas no Brasil e não apenas quando uma empresa perde a confiança no empregado, de forma genérica e subjetiva.

Os motivos mais recorrentes são a “embriaguez”, “prática de jogos de azar”, a insubordinação e a corrupção.

O vacilo custa caro: o dispensado perde direito a aviso prévio, multa rescisória e saque do Fundo de Garantia (embora eu ache o Fundo só deve ser sacado quando da aposentadoria, mas isso é outra história). Ao empregador, a recomendação é clara: consultar um bom advogado trabalhista e ter dele o aval para dispensar por justa causa.

Pesquisando sobre este chato tema, cheguei a um texto interessante que relata os casos absurdos de demissões mundo afora. Tem cada coisa curiosa….

Por exemplo:

  • Uma contadora foi despedida na Nova Zelândia, em 2009, por abusar de letras maiúsculas, vermelhas e em negrito nos e-mails – segundo os empregadores, isso comprometia a harmonia no trabalho. Ela recorreu e foi indenizada, já que não havia regras sobre o uso da internet na empresa.
  • Outro: Na virada de 2009 para 2010, um barman australiano pediu folga, dizendo estar doente. Pelo Facebook, o chefe viu fotos do funcionário comemorando o Réveillon e o malandro foi demitido. No Brasil, o caso se enquadraria como comportamento inadequado, passível de demissão por justa causa.

Tem mais:

  • ENGORDOU, RODOU: no início de 2012, a causa de uma ex-funcionária de uma companhia que realiza um programa de emagrecimento chegou ao Tribunal Superior do Trabalho de São Paulo. Ela foi demitida por engordar 20 kg. A empresa alegou que havia uma cláusula contratual que proibia o aumento de peso.
  • EMPREGO PELOS ARES: excesso de flatulência foi o motivo alegado por uma empresa de Cotia (SP), para dispensar, em 2007, uma funcionária. Ela recorreu ao Ministério do Trabalho e ganhou indenização de R$ 10 mil. O juiz determinou que uma “reação orgânica natural” não poderia configurar justa causa :-).

Fonte dos casos exóticos: Revista Mundo Estranho, Editora Abril. 

Os erros e a busca por conhecimento

erros oopsQuem escreveu foi o Erick. Ele diz: “Frequentemente  identifico que a empresa em que trabalho passa pelas dificuldades de Gestão que você volta e meia comenta. Os erros dos meus colegas são recorrentes e meu trabalho fica prejudicado.  

Nosso atual controle de estoque nunca batem com as contas e a situação fica cada vez mais critica para mim, já que sou um dos responsáveis por isso. Prezo pela empresa que trabalho, é daqui que tiro meu sustento e não quero que ela feche as portas.

Assumi funções que não eram de minha responsabilidade e preciso mostrar que é preciso determinação para que as coisas funcionem. Tem alguma outra dica para me ajudar?”

Tenho sim, Erick! Vá buscar conhecimento! Escolha algum curso que possa ser útil nesta questão técnica de gerenciamento de estoque e se matricule imediatamente. Pode ser presencial, on line… pode ser até um livro.

Paralelamente, abra um arquivo em seu editor de texto e comece a enumerar todas as práticas ruins que geram o tal do descontrole. Um problema natural das empresas é o esquecimento, que gera a necessidade de refazer sempre as tarefas.

Crie um pequeno manual das tarefas. Em quase toda empresa tem gente que acha que sabe fazer as coisas, mas não faz. Este manual pode ajudar a reduzir esta existência.

E por fim, faça uma busca em sistemas tecnológicos que ajudam a administrar estoque. Planilhas são muito úteis quando não se tem nada. Mas o melhor a fazer é, sem dúvidas, ter um sistema bem programado trabalhando para vocês.

O estagiário e os desmotivadores #diegomaia

estagiario escolhidoDaniel escreveu: “Diego, na empresa onde trabalho acontece exatamente o que você já descreveu aqui no rádio e no blog. O diretor ainda está na idade da pedra, ele tenta “obter respeito pelo medo”, o que faz com que todos estejam desmotivados a cumprir metas e a se esforçar mais. Minha questão é que sou estagiário e, por mais que tenha pouca experiência, percebo falhas óbvias de gestão e trato de pessoas. Como fazer pra me motivar a ser efetivado e como demonstrar a insatisfação da equipe sem parecer invasivo, visto que sou a base da hierarquia da empresa?”

Daniel, entendo que a motivação é algo interno, que vem de dentro. E entendo também que muitos de nós achamos que é ao contrário. É claro que trabalhar num ambiente saudável ajuda no clima e na satisfação. Mas não é só isso! O pior que pode acontecer com um jovem profissional é trabalhar numa empresa em que seus colegas estão desmotivados e que jogam contra o negócio por conta desta tal desmotivação.

Embora pareça difícil, sugiro que você construa uma barreira mental para não ser contaminado: você está neste estágio para aprender, para crescer, para ser efetivado e estes agentes desmotivadores não podem atrapalhar você na busca por este objetivo.

Motivação é manter o foco na sua meta sem deixar se influenciar pelas coisas ruins que acontecem em todas as empresas do planeta.

Quanto ao seu desejo de mostrar este clima ruim para seu chefe, confesso a você que eu adoraria ter um estagiário que fizesse isso. Mas ele precisaria trazer questões objetivas e não subjetivas. Questões palpáveis e não simbologias e metáforas. Ou seja: as pessoas trabalham mal por quê? O que elas estão fazendo que tira a produtividade da empresa?

Como toda ação gera uma reação, você deve estar preparado para a possibilidade de seu chefe não gostar nada disso. Caso isto aconteça, lembre que trabalhar com chefes autoritários e grosseiros não acrescenta muita coisa na nossa carreira, embora possa ser um grande aprendizado para que você não repita estes gestos no futuro, quando o chefe for você.

Mudanças, Boatos, Fofocas e Futurologia #diegomaia

Quem escreveu foi o Rogério. Vamos ao email:

duvida executivo“Sempre escuto suas sugestões e tento aplica-las da melhor forma. Trabalho há 5 anos na mesma empresa, que acaba de ter uma grande mudança de diretoria e gerencia geral. Existem especulações de que esta nova diretoria irá trazer sua equipe e desligará a mim e a meus colegas.

Por outro lado, uma empresa concorrente me ofereceu uma proposta com as mesmas bases do que recebo hoje. Devo ficar onde estou ou aceitar este novo desafio? Já tenho 46 anos e estou inseguro sobre o que decidir”.

O Rogério vive uma situação muito comum quando o assunto é mudança de gestão nas empresas. Muita gente que nos lê já viveu situação parecida e nestes momentos é comum darmos mais ênfase do que a necessária aos boatos e as fofocas.

E o problema é que isso nos tira a produtividade; se distrair tentando adivinhar o futuro na empresa diante de um cenário instável tira o nosso foco em resultados. Com redução da produtividade por conta disso, os riscos de um funcionário ser desligado é alto.

Sou partidário do jogo aberto e da transparência e trabalho para aplicar este modelo em todas as áreas da minha vida.

Então, eu não tomaria uma decisão estratégica como esta sem ter uma conversa franca e honesta com meus novos gestores. Fale de suas conquistas nestes cinco anos, de seus planos de futuro e sobre as proposta que recebeu da concorrência. Pergunte abertamente se há algum plano para você!

Se decidir ficar, trabalhe com mais profundidade. Escolha uma área do conhecimento que você julga faltar na sua lista de competências e vá buscar! Se lhe falta o domínio de um outro idioma, se matricule num curso.

O que a gente não pode é ficar parado, esperando que a vida se encarregue do nosso futuro.

Somos nós que construímos as circunstâncias que desejamos; não são as circunstancias que nos escolhem. 

As dores do crescimento

tablet restauranteQuem escreveu foi a Crystiane. Ela diz: “sou nutricionista e proprietária de um restaurante self service em um shopping há 5 anos. Faço desde o cardápio, contratações, demissões, Rh, contas a pagar, controles… Enfim quase tudo. Só não cozinho.

Tenho enfrentado ultimamente dificuldades em controlar melhor o estoque, o caixa, controles de vendas de garçom, pelo crescimento de minha empresa. Não sei como acelerar a fila do caixa para pagamentos porque não acho um sistema e ou uma ferramenta apropriada para meu tipo de negócio, já comprei um sistema e infelizmente não me atendeu, (coloquei até tablet para tirar os pedidos),tendo que voltar ao antigo caixa e papel… Teria alguma sugestão de sistema ou restaurante self service que também atende a lá cart ao mesmo tempo? Para que eu possa conhecer para me dar idéias?”

Crys está vivendo neste momento um grande dilema na vida dos empresários; ela está experimentando as dores do crescimento.

Implantar um software de controle muda a rotina da empresa e pode impulsioná-la para o sucesso ou para o… fracasso. A maior parte das empresas que conheço sofrem bastante na implantação de sistemas. E, em muitos casos, não é nem pela incapadidade da fabricante do sistema, mas pela falta de entendimento do contratante  e de sua equipe. É o que chamo de coerência sistêmica. É um erro comum: os funcionários da empresa que comprou o sistema são orientados a fazer determinada ação sem entender o porque. E aí acaba fazendo da forma errada.

O melhor a fazer é convocar pelo menos 3 empresas de software pra uma demonstração técnica. Reserve um dia inteiro para cada uma delas nesta demonstração. E, quando decidir o melhor custo X benefício, se dedique pelo menos 1 semana inteira para entender as nuances e os gaps do sistema adquirido.

Tem empresário que me responde assim: “Diego, mas eu não posso me dar o luxo de dedicar 1 dia inteiro da demonstração e mais 1 semana inteira no entendimento do sistema”. E aí eu respondo: então certamente você encontrará dificuldades e correrá o risco de fracassar na implantação, como provavelmente aconteceu com a ouvinte Crys.

Uma outra dica é: opte por sistemas testados e bem elogiados por outros clientes. Muitas vezes o empresário opta pelo mais barato e aí predomina aquela velha história: o barato sai caro.