Como se tornar um grande líder…

Warren Bennis LiderançaMuito tem se falado sobre o que faz um grande líder. Rotinas, estilos de gestão, dicas e truques sobre as melhores maneiras de conduzir um grupo… quando se trata de liderança, muitas teorias já foram examinadas.Um caminho para você que é gestor ou pretende se tornar um é avaliar como aqueles que alcançaram posições de liderança (e com sucesso) chegaram lá.

Será que eles são bons por conta de suas habilidades? Ou de suas atitudes? Ou de um mix de ambas?

  • Todos os bons líderes que conheço se comportaram e se comportam donos do negócios, mesmo não o sendo.
  • As pessoas que chegam ao topo são aquelas que provam que podem fazer mais do que lhes é delegado. Elas se dedicam a aperfeiçoar suas habilidades e completar as tarefas que lhe foram atribuídas; ao mesmo tempo, provaram ser confiáveis.
  • Outro aspecto interessante que tenho observado é que muitos dos líderes que conheço são aqueles que se mostraram determinados a consquistar esta posição; em detrimento daqueles que estavam mais preparados. Uma boa formação acadêmica é sempre importante, mas não adianta nada sem a ambição sadia de crescer.

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Como criar a “cultura da produtividade”

No fundo, no fundo, o que todo empresário, executivo ou gestor quer, é ter uma equipe produtiva. Não existe mágica que ajude a aumentar a produtividade de um grupo, nem mesmo milagre.

O que é necessário nas empresas é criar o que chamo de “Cultura da Produtividade” e isto só é possível quando nos propomos a repensar nossas práticas e a eliminar velhos hábitos. 

Existem alguns caminhos. O primeiro deles é reconhecer que reuniões são importantes e benéficas, mas podem ser anti-pridutividas quando nada fica realmente decidido. As reuniões devem começar com uma agenda clara e concisa, que incluem os objetivos para decisões a serem tomadas. Esta agenda deve ser enviada antes da reunião para que todos os interessados ​​possam vir preparado com um “dono” claro para cada item. 

Depois, precisamos entender que em geral, quando um serviço ou demanda não é executada no prazo, pode ser uma relação com metas surreais.

Prazos são fundamentais para a produtividade, mas eles podem ser exatamente o contrário quando eles são vistos como não-factível ou mesmo ameaçador.

A dica é esta: ao invés de definir prazos cegamente, feche prazos em conjunto com a equipe. Assim, o comprometimento fica mais evidente e a sensação de responsabilidade amplia.

E por fim, visando instaurar a cultura da produtividade, seja um gestor acessível. Às vezes as coisas não são feitas corretamente porque os funcionários não puderam perguntar ou tiveram medo de fazer perguntas. 

Na minha págona no Facebook eu disponibilizei gratuitamente uma Planilha de Controle de Produtividade. Ela é simples e dá uma visão panorâmica das delegações que o gestor dá para sua equipe. 

A empresa caótica

Pra mim, não tem nada mais assustador do que não receber resposta a um pedido de cotação ou esperar dois dias para receber uma proposta aparentemente simples.

Acho caótica uma empresa que demora em atender a demanda de seus clientes – principalmente quando o assunto está relacionada a compra de produtos ou serviços.  E acho que  a maioria das pessoas que me ouvem também pensam assim.

 “Tanta empresa precisando vender e a sua demorando em atender pedidos receptivos”.

Muitas vezes a dificuldade de vendas de uma empresa não é  nem a falta de clientes. Mas a morosidade em atende-los.

Acompanhei outro dia um pedido de frete de materiais didáticos do CDPV junto a uma grande transportadora com atuação nacional. Agora, esta transportadora não cota nem atende mais pedidos por telefone. Criaram uma solução tecnológica onde, argumentam, o cliente pode cotar o frete de maneira on-line. ‘Genial’, pensei.

Mas não funciona. Você entra no site, escreve seu pedido e precisa esperar incríveis 24 horas para ser atendido.

Ligue para um hotel, por exemplo, para pedir cotação de algum serviço, seja evento ou hospedagem. Você vai ouvir isso: “me manda seu pedido por e-mail que depois eu respondo”. Me assusta, pois se a pessoa está ligando, deve ter ao menos o seu pedido anotado por quem o atende.

A minha visão é simples: ao invés de burocratizar o atendimento, facilite! Os clientes querem comprar, mas será mesmo que sua empresa está preparada para vender?

Hoje em dia ganha não só quem tem bom preço ou bom prazo de entrega. Ganha quem resolve mais rápido as necessidades do cliente e quem o atende de maneira diferenciada.

Comprar por base no preço é a vingança do mercado para a mediocridade que existe entre empresas concorrentes.

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As transformações do varejo brasileiro

O varejo brasileiro tem vivido inúmeras transformações. Uma delas é a famigerada e badalada fidelização de clientes. Este é um tema que muito se fala e pouco se faz. É um tema que sempre é debatido em reuniões estratégicas das grandes empresas, mas com uma dificuldade incrível de executar.

É difícil porque dá trabalho – mais do que já temos. Quebrar este paradigma é um passo vital não apenas para ganhar dinheiro, mas para sobreviver.

Continuar fazendo tudo da mesma forma nos levará para lugares que já conhecemos – na melhor das hipóteses.

Um bom direcionamento é este: as lojas – da pequena à grande – estão apostando nas vendas não realizadas. É simples: quando um cliente procura um produto que não está disponível, o vendedor registra o nome e telefone e avisa quando estiver disponível.

Este não é um ‘novo sistema’; é um despertar para fazer coisas que já existiam, mas não eram feitas.

Recentemente fui convidado para ministrar uma palestra na convenção de vendas numa rede de farmácias. Lá eu conheci uma balconista que faz algo genial: ela registra na sua agenda, de maneira simples, todos os clientes que usam remédio periódico e controlado. E liga para eles, dois dias antes, pra lembrá-los de que o remédio está terminando, propondo uma cômoda e eficaz entrega.

Ela, sem saber, está efetivamente blindando sua clientela num segmento em que quase não há fidelidade.

O empresário deve investir em alguma solução tecnológica para facilitar esta rotina. Mas se não tiver este interesse agora – por miopia ou falta de foco mesmo – deve ao menos mobilizar seus profissionais para executar este modelo de atendimento.

Com esta prática, o cliente se sente especial . Com a correria da vida as pessoas precisam de serviços e gestos que otimizem seu dia e conomizem tempo. Quem não gosta de ser lembrado?

Final de ano chegando, é hora de preparar 2015

2014 - 2015Pelo menos é isso que as empresas mais estruturadas já estão fazendo.

As grandes estão fazendo algo que chamam de “montando o orçamento”.

As pequenas e médias, ainda que geridas de maneira intuitiva, precisam ao menos alinhar a estratégia e, na sequência, coloca-las em prática.

Eu sei que quando se é pequeno, a rotina diária de fazer o mês acontecer é a prática que predomina. Mas se não nos prepararmos para os desafios, o risco de sermos engolidos pelo mercado é muito grande.

Quais são as oportunidades do ano que vem? Eu te antecipo algumas.

A tendência principal é pensar em soluções para o cliente, além do que você já faz. Se você trabalha em uma empresa que vende para outras empresas, é necessário imaginar o que fazer para ajudar estes clientes no seu desenvolvimento, aplicando melhor o produto ou serviço que você vende. Afinal, quando ele cresce você também cresce.

Se você trabalha em uma empresa que vende para pessoas físicas, tá na hora de sair do lugar comum e colocar em prática alguma solução de relacionamento com o cliente, criando uma forma de manter contato frequente e periódico com eles.

Recentemente fui convidado para ministrar uma palestra na convenção de vendas numa rede de farmácias. Lá eu conheci uma balconista que faz algo genial. Ela registra na sua agenda, de maneira simples, todos os clientes que usam remédio periódico e controlado. E liga para ele, dois dias antes, pra lembrá-lo de que o remédio está terminando, propondo uma cômoda e eficaz entrega.

Ela, sem saber, está efetivamente blindando sua clientela num segmento em que quase não há fidelidade.

Tenho certeza de que são estas ações, simples e cativantes que podem posicionar sua empresa rumo ao sucesso.

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Desafios da Gestão de Pessoas…

Recebo quase diariamente mensagens de líderes e gestores em geral comentando a dificuldade em montar uma equipe, que sempre evolui para manter uma equipe e que sempre termina em “ter uma equipe criativa e competente.”.

São situações alarmantes, afinal, uma empresa sem equipe não vai a lugar algum.

Ocorre que muitas vezes o problema central não é a equipe, mas sim quem manda nessa equipe.

É difícil demais reconhecer e tratar isto, mas se enquadrando ou não no tema, convido você a refletir sobre práticas que podem melhorar o seu desempenho como líder.

Na empresa a mudança verdadeira só ocorre de cima para baixo e quase nunca ao contrário… Será que não está na hora de você mudar?

Confira estes quatro pontos:

  • Tem gestor que que espera receber tudo sem sacrificar nada. Que tal dar tempo para as pessoas criarem e se divertirem no ambiente de trabalho? A inovação também acontece com o ócio!
  • Nada mata a inovação mais rapidamente do a palavra ‘NÃO’! Reprovar  idéias e sugestões dos funcionários, sem explicações, faz a equipe fazer só o “feijão com arroz”. Então, ao invés de reprovar, peça para a pessoa trazer mais informações para análise. Meus liderados podem pensar o que quiserem sobre mim :-). Mas nunca falarão que eu não valorizo ou apoio ideias. Qualquer ideia.
  • Reconheça as pessoas que se dedicam e que entregam sem reclamar!  Quem dá o suor e o sangue na construção de uma empresa precisa deste reconhecimento .

Pense nisso!

Dicas de Micro Franquias Inovadoras

CÁSSIA é  enfermeira e mora em João Pessoa, na Paraíba. Está querendo abrir um negócio e pensou em uma esmalteria. Diz ter R$ 50 mil para investir e deseja ideias de  micro franquias inovadoras.

Cássia, decidir empreender não é uma tarefa simples; precisa de coragem, determinação e, claro, muita busca por conhecimento. E isto você está fazendo.

Considerando a rentabilidade média da poupança nos últimos meses; se este seu capital ficase parado, você receberia algo próximo a R$ 250 por mês. Com esta informação, entendo que, para começar, você deve considerar:

  1. quanto você precisa receber mensalmente da empresa para se manter?
  2. no mínimo e no pior dos cenários, descontando todos os custos direto e indiretos – inclusive o seu salário mensal, a empresa precisa deixar pelo menos R$ 250 de lucro todo mês. Por que se não for assim, é melhor deixar o seu dinheiro paradinho onde está.

Com este capital, recomendo que você identifique franquias que possam ser operadas a partir de sua casa, visando minimizar os custos e reduzir as chances de fracasso. E são muitas. Clique em “continuar lendo” para conferir as minhas dicas.

Continuar lendo

Nem todo mundo vê o mundo como você vê

Publiquei estes dias a seguinte frase em meu Facebook:

nem todo mundo vê o mundo como você vê.

E escrevi movido a um grande desafio empresarial, que é sempre acreditar que as pessoas que não fazem as coisas da forma como você faz estão erradas.

  • Tem gente que  julga um cliente que não compra sua ideia e dá a ele um apelido infame.
  • Tem gente que critica um colega por esta ou aquela ideologia, posição política ou crença.

Você sabe que as pessoas não são iguais e não pensam da mesma forma que você. E isto é ótimo! Imagina se todos nos pensássemos a mesma coisa e agíssemos da mesma forma?

O cancioneiro popular tem um ditado lindo que diz: “todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas não sabe os tombos que levo”. Ao invés de julgar e criticar uma pessoa por ela pensar e agir diferente de você, que tal uma auto-crítica?

  • O que falei demais ou o que falei de menos que fez meu interlocutor compreender a minha mensagem?
  • Será que não me falta paciência para ouvir e tentar compreender o que as pessoas querem dizer?
  • Se um colaborador faz errado, será mesmo que a culpa é dele ou é um erro de quem ensina?

A luta para fazer as pessoas pensarem como você não tem vencedores. Só perdedores.

Pense nisso e exerça a paciência e a compreensão. O mundo agradece…

Pra você, ter sucesso é uma questão de treino ou de sorte?

Eu acredito que sucesso não é dom e não está relacionado ao talento. É claro que a gente sempre nasce com alguma pré-disposição para alguma atividade. Mas os genes não determinam o nosso sucesso. Isso é bom, porque quer dizer que basta você se esforçar para melhorar o seu desempenho, independente do que você faça. E isso é ruim também, porque você depende apenas do seu suor para chegar lá, no seu objetivo. É aqui que pode entrar em cena uma técnica chamada “10 mil horas

Outro dia uma pessoa discutiu falando que não tem jeito, o sucesso escolhe algumas pessoas e pronto. E deu exemplo de Mozart (este distinto sr aí do lado), que, segundo ela, nasceu pronto para a música. Afinal aos 3 anos, o austríaco começou a tocar piano, aos 5 já compunha, aos 6 se apresentava para o rei da Bavária de olhos vendados, aos 12 terminou sua primeira ópera.

Fui apurar e descobri: há séculos, Mozart vem sendo citado como prova absoluta de que talento é uma coisa que vem de nascença para alguns escolhidos. Mas parece que não é bem assim. A vocação de Mozart não apareceu do nada. Seu pai era professor de música e desde cedo dedicou sua vida a educar o filho. Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias na frente do piano. As primeiras peças que compôs não eram obras-primas – pelo contrário, contêm muitas repetições e melodias que já existiam. Os críticos de música, aliás, consideram que a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777, quando o músico já tinha 21 anos de idade. Ou seja, apesar de ter começado muito cedo, Mozart só compôs algo digno de gênio depois de 15 anos de treino.

Esta técnica das 10mil horas pode assustar e parecer uma grande bobeira, mas é o que funciona.  Deixo algumas pistas para que ela aconteça na sua vida:

  • Se dedicar 1 hora por dia, por 27 anos, incluindo os finais de semana.
  • 3 horas por dia, durante 10 anos.
  • 8 horas por dia durante 3 anos e meio.

Para ter êxito e atingir o tao sonhado sucesso em sua área ou em algum tema de seu interesse, é necessário começar agora. 

Mais sobre o dilema Empresário X Contador

Alexandre toca uma empresa fundada em 1965,  possui 28 funcionários, faturamento anual de R$ 5.000.000,00 e é tributada pela modalidade Lucro Presumido.

Ele escreveu porque ouviu  no meu programa de rádio o post que publiquei aqui. Nele eu falo que, muitas vezes, o barato sai caro. E que contratar um contador baseado apenas no preço baixo que ele cobra, geralmente traz um enorme prejuízo a sua operação.

Alexandre contou que seu contador tem como foco a pessoa física e pessoas jurídicas de pequeno porte ou mesmo micro empresas, todas enquadradas na modalidade de tributação “Simples Nacional”. Alexandre acredita ser a única empresa fora do padrão atendida por este contador e acha que os valor de impostos que estão pagando está “pesado demais”.

Ele pergunta: ‘será que estamos no caminho errado para o rumo certo ou no caminho certo para o rumo errado?’

Alexandre, quando uma empresa quer começar, geralmente os criadores acreditam que bastam um contador que saiba abrir e legalizar a operação. Quando cresce, começa a sentir as dores deste crescimento. E são muitas, como você sabe.

Uma delas é ser assistido contabilmente por quem não domina a sua operação. A empresa deve buscar escritórios contábeis com experiência em seu ramo de atuação – pois um contador pode ser muito bom em determinado nicho, mas nenhum contador é bom o suficiente de maneira que conheça, de forma profunda, todas as milhares de variáveis de cada ramo de negócio. Não porque ele não quer, mas porque é impossível mesmo.

Outro ponto: procure um contador com expertise no seu modelo de tributação. A análise do que é melhor entre “Lucro Real” e “Lucro Presumido” não é simples -sem trocadilho :-)

No próximo sábado tem Imersão para Empresários no Rio de Janeiro. Participe! 

É talento ou é treinamento?

Em 1992, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam com pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido (pianistas são excelentes cobaias porque seu talento é mensurável: ou eles sabem executar a música ou não sabem).

O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas – todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres – faltou dedicação.

Na sua vida profissional, será que não é este ingrediente que está faltando? 1 hora a mais, por dia, para turbinar seu desempenho não é tão difícil assim. E o que fazer para turbinar o desempenho?

1 – O tempo que você gasta no Facebook e outras redes sociais dá pra ler 2 livros por mês.

2 – Ao invés de novela e programas de auditório, que tal fazer um curso on line? A renomada FGV – Fundação Getulio Vargas oferece  cursos de alto padrão gratuitamente na interenet. E com certificado!

3 – Se manter informado sobre o seu ramo de atuação, sobre os concorrentes, sobre os produtos e serviços de sua empresa é a pavimentação de um caminho de sucesso. Tem muita gente de setores administrativo e financeiro, por exemplo, que não tem a menor ideia do que que a empresa faz de verdade.

Invista na sua qualificação e na ampliação de seus conhecimentos. É assim que a gente chega lá. 

Tem certeza que você quer empreender?

Quem tem um emprego formal, no Brasil, ganha direito a férias após 12 meses de trabalho. Empreendedores, por outro lado, não têm esse benefício – digamos – garantido.

Abrir uma empresa é o sonho de muitos, justamente pela sensação de “liberdade”. “Liberdade” entre aspas, gente!

Na última edição da Imersão para Empresários que ministrei nas cidades do Rio de Janeiro e em Salvador (veja a agenda de cursos aqui) fiz uma enquete com os participantes. Perguntei assim: “quanto tempo você consegue se afastar da empresa sem se preocupar com ela?” Me referi a se afastar mesmo, sem ligar, sem ver e-mails, sem acessar sistema, sem ver relatórios.

Sabe qual foi a resposta média? Os empresários disseram que, no máximo, conseguem se afastar por 3 dias. Ainda assim, enforcando com algum feriado.

Logo podemos perceber a tal liberdade é inexistente para quem quer virar ou já é patrão.

É possível e necessário planejar algum período para passar algum tempo com a família; mas sempre, infelizmente, por curtos períodos. Não há empresa que suporte a ausência do patrão por longos períodos.

Mas trago um alento: quanto maior for o seu profissionalismo, mais tempo você poderá se afastar.

Veja só:

  • Sua empresa, por menor que seja, possui e executa um manual de normas e procedimentos? O padrão “todo mundo faz tudo” é o retrato fiel do despreparo e do aprisionamento do empresário.
  • Seus funcionários estão blindados contra a ofensiva da concorrência, com um plano de remuneração onde há a recompensa pelos lucros gerados?
  • Sua empresa trabalha através de um sistema informatizado? É muito comum falar que “lá na empresa tem um sistema”. Mas minha visão é diferente. As empresas precisam trabalhar através de um sistema e não “com” um sistema. Isto, no longo prazo, viabiliza processos de expansão, de controle e de delgação.

Pense nisso, profissionalize seu negócio e tenha tempo suficiente para curtir o resultado de sua dedicação.

Quando é a hora de chutar o pau da barraca e abrir uma empresa

Rogéria escreve falando que, há tempos, deseja largar tudo e abrir uma empresa. E ela quer saber qual é o momento certo para isso. Será que este também é o seu caso?

Rogéria, antes de tomar esta decisão é importante ter a certeza de que você possui as condições básicas e mínimas. Aqui no blog você tem pelo menos uns 100 textos destinados a este tema, como por exemplo a necessidade de executar um plano de negócios, de levantar recursos e se preparar para as adversidades que certamente surgirão.

Estes itens podem ser  estudados em paralelo ao seu emprego, sem problemas; desde que estes levantamentos não sejam feitos durante o expediente.

Existem algumas situações em seu atual emprego que podem ser úteis para impulsionar sua decisão. É hora de pensar em um negócio próprio quando…

  1. Suas ideias no atual emprego não são valorizadas
  2. Ninguém agradece pelo seu esforço
  3.  Você não encontra um propósito para seu trabalho
  4. Você não tem a menor vontade de ir trabalhar

A vida é muito curta pra trabalharmos com algo que não nos deixa feliz!

Se você vive situações deste tipo em seu atual emprego e tem aquela vontade de abrir um negócio, prepara-se, estude, planeje e,  no momento certo coloque em prática.

E quando isto acontecer, lembre dos motivos que te levaram a desanimar da vida de empregado, para que não repita isto com os seus colaboradores. 

Contador: o barato que sai caro

Certamente você já ouviu a expressão “O barato sai caro”. Pois é. Isto vale para tudo na vida.

Conheço muitos empresários que economizam ao extremo, até mesmo onde não deveria economizar.

Por exemplo, economizar ao contratar um contador é certeza de problemas. Como em diversos outros quesitos, não podemos economizar neste.

Ou seja: se você está mantendo ou criando uma empresa com foco no crescimento e no longo prazo, não deve economizar neste ponto.

Mas mesmo investindo e escolhendo a dedo uma empresa de contabilidade, não deve entregar “tudo” pra eles.

O  empresário deve acompanhar de perto o trabalho da empresa de contabilidade, não pode transferir as responsabilidades fiscais integralmente, porque quando acontece algum problema a responsabilidade é do empresário, mesmo tendo contratado um técnico que assina e valida toda a papelada.

Por isso separei algumas dica que visa facilitar a relação “empresário X contador”:

1 – quem deve fazer o pagamento dos impostos é o empresário, o contador apenas emite as guias. A obrigação é da empresa.

2 - Peça para seu contador produzir uma agenda tributária com as datas de pagamento dos impostos.

3  - Se a sua empresa é tributada pelo regime SIMPLES  deve ficar atento com eventuais atrasos de impostos. Ao dever e ser notificada, a empresa poderá ser excluída deste regime – e, automaticamente, passar a pagar uma carga muito mais alta de impostos.

4 – Se você deve impostos, pare e avalie a situação. É senso comum de que os governos são os sócios majoritários da maioria das empresas e são ferozes quando não recebem a parte que lhes cabe.

  • é apenas uma situação momentânea?
  • Será que a formação de preço dos produtos ou serviços está errada?
  • Seu custo está muito alto?
  • Lembre-se: os impostos devem estar embutidos nos custos da empresa.

No geral, minha sugestão é esquecer a relação “Amor e Ódio” que quase todo empresário vive com seu contador. Apesar das eventuais falhas, é uma competição que não tem ganhadores, só perdedores. Ambos precisam ganhar. 

A maldita zona de conforto

Tanto no trazona de confortobalho como na vida pessoal, temos muitos grandes desafios. Pra mim, o maior deles, é empreender as mudanças necessárias e colocar em prática as decisões.

Em geral, a gente fica preso aos paradigmas, crenças e ao método mais cômodo de fazer as coisas; muita gente chama isso de “zona de conforto”. Estou me referindo tanto a coisas simples, como mudar a arrumação de sua mesa de trabalho quanto a implementar uma estratégia de acordo com a orientação de seu chefe.

No campo pessoal acontece o mesmo: a  gente fica sempre deixando para amanhã tudo aquilo que devemos fazer hoje, como praticar exercícios, ir ao médico, ir ao dentista, se matricular num curso.

Por que isto acontece? Porque mudar nossa rotina é algo realmente dolorido, a gente já etá condicionado a fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma.

Tudo aquilo que nós queremos e sonhamos está fora desta zona de conforto, está fora do comodismo diário que nos aprisiona.

Você já deve ter percebido que não basta “querer mudar”. É necessário tomar a atitude de mudar e… agir.

O que está parado em sua vida e que deveria estar em movimento? Enquanto você dorme, tem um monte de gente realizando sonhos.

Sair da zona de conforto pressupõe dedicação, foco, força e a consciência de que, ao sair dela, entrará em outra. Porém melhor e ampliada.