Saber dos problemas e não revela-los é ser cúmplice do erro.

Hoje quem escreve é o João, nome fictício, auxiliar de tesouraria de uma empresa de médio porte. Ele diz:

“Sou seu fã, e ouço seu programa de rádio todos os dias.  Minha empresa, que prefiro não revelar o nome, vem passando por uma crise financeira, e pelo que venho acompanhando, ela não é a única a passar por isso.

Como trabalho no setor financeiro, os gerentes pedem para que eu “ache” o dinheiro. Pois bem, eu “achei”. Na verdade, tenho uma ideia bem concreta do que aconteceu com dinheiro. Eis que lhe pergunto: Será que vale a pena eu provar o motivo pelo qual o dinheiro “sumiu”? Como devo agir nessa situação?”

João, no meu modelo de gestão a verdade deve sempre prevalecer, em detrimento de lobbies e politicagens.

Fornecer este relatório com sua opinião deve ser a sua ação, mesmo que isto lhe custe caro, até mesmo com demissão.

São 3 situações que consideraria: 

  1. Saber dos problemas e não revela-los é ser cúmplice da situação;
  2. Trabalhar em empresa antiética é denigrir a sua carreira; e
  3. Sempre há espaço para quem é bom, honesto e competente. Funcionário bom não trabalha com chefe ruim, pelo menos não por muito tempo.

Pense nisso e me adicione no Facebook e no Instagram.

Me dedico ao máximo, mas não consigo crescer na empresa. O que fazer?

Hoje quem escreve é uma ouvinte que prefere não se identificar.

Ela diz: “tenho 44 anos sou  formada, tenho pós  graduação. Trabalho há 10 anos na  mesma empresa no cargo de operadora de telemarketing. Já  participei de  sete processos  seletivos internos e nada de ser selecionada. Sempre percebi que já havia o candidato certo para a vaga. O último processo seletivo que fiz foi para SECRETARIA DE DIRETORIA. Passei por todas as etapas, fui considerada a melhor das participantes e no dia da entrevista com a futura gestora, a  entrevista foi cancelada .

O processo  seletivo foi zerado e retomado por outra funcionaria do  RH que entrevistou outras pessoas, menos eu. Fiquei muito decepcionada, desmotivada, sem sequer uma posição. Sou uma excelente profissional, trabalho muito, visto a camisa. Continuo  trabalhando no mesmo setor e fiquei sabendo  que vai triplicar o quadro de funcionários pois o setor vai crescer. Com isso, vai precisar e mais supervisores. Bem, eu sempre gostei de trabalhar com pessoas. Estou seguindo a dica que você  deu para um rapaz para ele ler livros sobre gestão e  fazer cursos online.

Quero e sempre lutei para melhor profissionalmente. Estou no caminho certo? Você poderia  me orientar? Às vezes acho que ninguém observa o meu trabalho”.

Nossa ouvinte anônima se julga competente, abraça a causa da empresa… mas algo tem a impedido de crescer. Seria uma “panela”? Uma força oculta?

Eu prefiro não viajar tanto assim e refletir: “onde estou errando?”. O que posso fazer para melhorar?

Uma auto análise é decisiva, desde que feita de coração aberto. 

Além disso, nossa ouvinte deve pedir um horário com seus superiores e também como RH da empresa e jogar limpo:

  1. Manifestar sua frustração (eles não tem como adivinhar);
  2. Informar que está interessada em crescimento;
  3. Pedir um feedback real sobre como pode melhorar no trabalho.

Pelo tempo que tem de casa, muito possivelmente seus gestores a avaliam como uma boa profissional para fazer o que você está fazendo,  não para outros cargos.

Seu trabalho precisa ser não apenas reconhecido, mas lembrado pelos gestores. Cabe a você estimular esta promoção, divulgando seus feitos.

 

Dicas para quem trabalha no modelo home office

trabalhe-em-casa-home-officeTrabalhar remotamente, ou como se diz por aí, em home office,  agora mais a regra do que a exceção. Já falei sobre isto em outros épocas, veja aqui.

Diversas ferramentas facilitam a relação do empresa e funcionários, permitindo um horário flexível, onde nem todos têm a obrigação de estar sob o mesmo teto.

Para o empregado, a vida de trabalho virtual cria espaço para um melhor equilíbrio entre questões pessoais e profissionais. Para o empregador, o deslocamento e o trânsito caótico das cidades deixam de ser um  obstáculo ou um fator de custo na hora de decidir quem contratar.

Por outro lado, a falta de conectividade com os demais membros da equipe e a falta de presença junto aos gestores  (o olho no olho) são desafios clássicos que precisam ser levados em consideração.

Aí vão algumas dicas para quem trabalha ou deseja, no futuro, trabalhar remotamente.

1. Organize um plano de trabalho. Elaborar um plano de tarefas diárias ou semanais ajudam a definir o que é esperado de cada pessoa. Desta forma, todos podem manter o controle de suas atribuições e passam a se responsabilizar pelas etregas e não pela politicagem de um escritório. Existem vários sistemas de gerenciamento de projetos disponíveis, mas uma planilha coletiva pode ser útil também.

2. Tem que ter um olho no olho, mesmo que por Skype.

3. Tem que ter contato verbal, por telefone.  Minhas proposta é que os gestores definam  um tempo no início do dia para se comunicar com sua equipe por telefone para analisar e responder perguntas. E-mails são fundamentais, mas a interpretação pode colocar tudo a perder.

4. Expectativas claras, de ambos os lados.  No home office a colaboração é mais complicada e o chefe não está presente para ajudar. Além do plano de ações que falei no item 1, é necessário que as metas e prazos estejam claramente definidos e ajustados.

Semelhante a trabalhar em um escritório tradicional, o home office deve oferecer oportunidade de crescer e ser reconhecido. Se não tem, não vale. Nem pra empresa, nem pro profissional. A não ser que seja freela. Mas aí é outra história. 

A palavra é ‘MUDANÇA’…

Nunca na história da humanidade uma palavra teve tanta representatividade como nos últimos 10 anos. A palavra é MUDANÇA. Há 10 anos as pessoas ainda mandavam fax, utilizavam internet discada e o smartphone sequer engatinhava.

Muitas empresas assumiram papéis de protagonistas nesta história. Uma das grandes é a a Apple.

Folheando o jornal  “Wall Street”, li uma matéria que dá conta de que a a toda poderosa empresa da maçã está empenhada em apresentar muito em breve um novo produto que pretende revolucionar o setor automobilístico. Eles estão projetando o seu primeiro veículo elétrico em um projeto secreto chamado de “Titan”, que de acordo com fontes do jornal terá o design semelhante a uma minivan. Veja a especulação:

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Já o Financial Times informou que a Apple designou para esse projeto, os seus melhores colaboradores, os experientes coordenadores da “divisão do iPhone”. Além deles, a empresa também contratou recentemente um coordenador de pesquisa e desenvolvimento da montadora alemã Mercedes-Benz.

A agência “France Presse” informou que centenas de colaboradores foram associados ao projeto após uma reunião dos diretores da Apple na Áustria, onde os mesmos conseguiram maiores informações junto a fabricantes de automóveis.

A marca hoje liderada pelo executivo Tim Cook, obteve um lucro recorde de US$ 18 bilhões em 2014. Se confirmada a notícia, o automóvel da empresa concorreria com os modelos elétricos das montadoras Tesla e General Motors, previstos para serem lançados em 2017.

Pelo visto, a grande fase das mudanças – tecnológicas, culturais e comportamentais – está só começando.

Negócios de Carnaval (Parte II)

A foto de autoria desconhecida mostra o antigo e lindo Carnaval de Santa Teresa, Rio de Janeiro.

Muita gente trabalha durante os dias de festa do Carnaval. Muitos trabalham meses antes para garantir o sucesso dos blocos, trios elétricos e escolas de samba garantam a diversão da época.

A Asserttem, a  Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizados e Trabalho Temporário acredita que que as festas espalhadas pelo País geram cerca de 250 mil empregos temporários.

Além das vagas de costureiras, aderecistas e marceneiros, o trabalho temporário também engloba outras, como de vendedor, recepcionista, atendente, garçom, auxiliar de serviços gerais, motorista, entre outros.

A cadeia produtiva de um carnaval é um tanto complexa e envolve diferentes setores da economia. Até a hora em que a primeira escola de samba abre os desfiles na Marquês de Sapucaí ou um trio entra no circuito Barra-Ondina em Salvador por exemplo, o Carnaval já influenciou a atividade industrial, o dia-a-dia das agremiações e também atividades paralelas que sofrem efeitos indiretos da festa, como o setor de comidas e bebidas, fantasias, mercado fonográfico…

A demanda por serviços naturalmente cresce. De acordo com dados do setor de turismo, o  Carnaval  gera, no mínimo, 6,2 milhões de viagens dentro do País, alcançando uma movimentação financeira de R$ 5,7 bilhões.

Brincar o carnaval é divertido e libertador. Mas o melhor é saber que Carnaval não é só festa. O carnaval ajuda o Brasil a crescer.

De todas as formas, divirta-se! É só uma vez por ano.

Negócios de Carnaval!

Em 1949 um vereador chamado Camilo Ashcar, protestou na tribuna da Câmara de Vereadores de São Paulo com este discurso:

“Que é o carnaval? Festa da carne, festa do mundo, loucura coletiva em que desaparecem o bom senso, as normas do bom proceder, os limites de vergonha e os princípios da reserva moral. Que lucra o povo com o carnaval?”;

Surreal, não? Mas você acredita que até hoje muita gente ainda faz esse tipo de pergunta? O que torna o discurso ultrapassado, porém, não é o seu tom moralista, mas o desprezo ao enorme potencial econômico desta festa popular que faz circular bilhões de reais, todos os anos, no Brasil.

Símbolo do carnaval brasileiro, o tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão e gera mais de duzentos mil empregos. Quem assiste ao espetáculo de quatro dias muitas vezes não supõe que a sua realização envolve desde o trabalho de soldadores no barracão das agremiações ao de executivos da indústria fonográfica, passando por bordadeiras, motoristas de ônibus e pilotos de companhias aéreas, e especialistas na fabricação de instrumentos musicais, dentre muitos outros.

Um famosa canção diz que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé”. Que bom que muita gente gosta. A economia do Brasil agradece.

Profissões que causam depressão…

estresse-trabalho-depende-genes (1)Um estudo da Health Magazine pesquisou, olha que curioso, as profissões que mais causam efeito depressivo nos profissionais. Quer saber quais são?

Enfermeiro particular é o primeiro da lista: trabalhos que envolvem cuidados particulares, na casa do paciente (home care), geram depressão em quase 11% dos profissionais, segundo a pesquisa. Um dia de trabalho típico nesta profissão pode incluir alimentação, banho e outros tipos de cuidados em pessoas que, muitas vezes, não conseguem expressar nenhum tipo de reação ou gratidão, devido a suas enfermidades, como é o caso de idosos.

Em segundo lugar do ranking, aparecem os garçons ou garçonetes. Nesta área, 10% relataram um episódio de depressão no último ano. Entre as mulheres, este número sobe para 15%. Seria pelos maus tratos dos clientes?

Pessoas que trabalham como assistentes ou analistas de administração também foram mencionados, provavelmente pela de alta demanda e cobranças. Estão na linha de frente, acabam recebendo ordens de todos os lados. Profissionais de suporte administrativo podem ter dias imprevisíveis e, muitas vezes, não têm seu trabalho reconhecido.

Os amigos contadores apareceram também, pois ficar em dia com as responsabilidades fiscais e tributárias das empresas geram muito estresse. É uma profissão que carrega muitas responsabilidades e um erro pode gerar problemas graves. A carga emocional faz com que a profissão entre na lista das que mais contribuem para um quadro depressivo.

Os meu colegas de vendas, os vendedores, também foram mencionados. A pesquisa alega que pelo fato destes profissionais trabalharem por comissão nunca sabem quanto vão receber no próximo pagamento. Como a função é geralmente realizada individualmente, não há um trabalho em equipe, o que pode gerar um sentimento de solidão e, até mesmo, de rivalidade. Isso também pode fazer aflorar os sintomas de depressão.

Confira as profissões que mais causam depressão (em ordem de “mais ocorrências”):   

  1. Enfermeiro Particular (home care)
  2. Garçom / Garçonete
  3. Assistentes Sociais
  4. Profissionais de Saúde
  5. Artistas e escritores
  6. Professores
  7. Administrativos
  8. Técnicos em Manutenção
  9. Contadores
  10. Vendedores

 E na sua profissão? Me conta!

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O Brechó da Eva (2) e dicas para otimizar a gestão

Ontem eu comecei a responder aqui a mensagem da Eva, que tem uma loja que é um mix de brechó e loja de artesanato na  região da Lapa,  Rio de Janeiro.

Eva me confidenciou que não consegue decolar; ela vê seu negócio cada vez mais se afundar. De um ano para cá não consegue pagar os custos; pede dinheiro emprestado, investiu tudo que tinha, já foi ao Sebrae, participou de cursos…  mas infelizmente hoje penso em fechar , vender o ponto e partir para outra.

Neste post dei ideias para Eva atrair e fidelizar clientes. Hoje falo sobre gestão empresarial.

Algumas das grandes falhas do empresário de pequeno porte é:

  1. Misturar as contas da empresa com as da pessoa física;
  2. Não ter qualquer tipo de controle de vendas, estoque e fluxo de caixa (ou ter controles falsos);
  3. Viver o hoje sem pensar no amanhã;
  4. Não ter precisão de nada, sabe “mais ou menos” quanto fatura, quanto gasta e quanto precisa para sair do vermelho.

Qualquer empreendimento requer planejamento, controle e execução.

Se Eva quiser salvar seu negócio, deve:

  1. começar a controlar suas despesas e receitas, gerando um controle real de seu fluxo de caixa (por mais “tupiniquim” que seja);
  2. Deve controlar as vendas no cartão de crédito, principalmente quando vende parcelado (a maioria dos empresários não controla isto).

Publiquei AQUI kit de planilhas que podem auxiliar o empresário nestes controles. São dois arquivos: uma planilha para controle e execução de fluxo de caixa e outra planilha que auxlia no controle das vendas em cartão de crédito e débito, já descontando as tarifas e juros bancários.

Este kit é gratuito! Baixe, use e depois me conta.

O brechó da Eva (e várias dicas para acelerar seus resultados)

Eva tem uma loja na região turística da Lapa, no Rio de Janeiro, e sempre me escuta aqui no rádio (o ‘Mundo Empresarial’ está no ar no Rio de Janeiro na emissora MPB FM. Sintonize em 90,3 de segunda à sexta às 9h e 21h).  A loja existe há cinco anos e começou como um Brechó. Ao longo do tempo, o negócio foi se transformando e hoje apenas 10% do resultado tem origem na venda de roupas e acessórios usados (segmento que deu origem a este nicho), o restante é focado em artesanato e souvenir.

No e-mail, Eva me confidencia que não consegue decolar; ela vê seu negócio cada vez mais se afundar. De um ano para cá não consegue pagar os custos; pede dinheiro emprestado, investiu tudo que tinha, já foi ao Sebrae, participou de cursos…  mas infelizmente hoje pensa em fechar, vender o ponto e partir para outra.

Eva: um brechó precisa “causar”, como se diz na linguagem popular. Para que ele decole, você precisa ser inovadora e viabilizar consistência no fluxo de pessoas, fidelizando consumidores adeptos desta prática.

Para tanto, é necessário criar uma espécie de banco de dados de quem compra com você e convidar estas pessoas para algum tipo de evento na loja. Um mini desfile de moda, um sarau, um coquetel…. não importa o quê, desde que seja bacana e que as pessoas tenham prazer em estar no seu estabelecimento.

Com este mesmo banco de dados, você deve:

1 – Mandar uma mensagem de Feliz Aniversário para todos os clientes cadastrados;

2 – Avisar sempre que chega uma peça nova.

3 – Mandar boas mensagens em datas comemorativas.

Criando um fluxo fidelizado em seu estabelecimento os resultados tendem a aparecer.

No post de amanhã continuarei respondendo o e-mail da Eva, desta vez focado em métodos e ideias de gestão e finanças. Afinal, não existe sucesso comercial com uma vida financeira enrolada.

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Meu aniversário de 6 anos na MPB FM

Aniversário de 6 anos de Diego Maia na MPB FMHá exatos 6 anos, no dia 2 de fevereiro de 2009, entrava no ar na Rádio carioca MPB FM (90,3)  este meu programa, o “Mundo Empresarial. Sou muito grato a esta emissora e toda a equipe pela confiança e principalmente a você que escuta, pela paciência e pelo coração aberto.

Ninguém agrada todo mundo, mas sou feliz demais com as coisas boas que fizemos por lá e que continuaremos fazendo. Minhas ideias sobre gestão, carreira, finanças e vendas certamente tem ajudado muita gente  por aí. Me emociono com cada feedback que recebo.

  • Outro dia fui abordado em um restaurante; a jovem profissional falou que uma de minhas dicas sobre vestuário profissional mudou a forma como ela se veste; ela entendeu que a forma como as pessoas a enxergam diz muito sobre o profissionalismo dela.
  • Outra ouvinte escreveu falando que criou coragem e largou um emprego de 10 anos – estava presa a ele por conta da falsa sensação de estabilidade, mas estava demasiadamente infeliz. Agora faz o que gosta, mesmo ganhando menos.
  • Outro escreveu falando que minhas inúmeras ideias sobre gestão empresarial o fez um empresário mais planejado.
  • Outra disse que minha planilha de controle de despesas pessoais – que forneci inúmeras vezes aqui no rádio a fizeram enxergar o verdadeiro buraco de seu orçamento e a sair do vermelho.

Minha maior felicidade com o ‘Mundo Empresarial’ é poder, de verdade, contribuir com as pessoas. E assim sigo preceitos históricos. O principal deles é este: “é dando que se recebe” , e não ao contrário.

Obrigado por sua companhia, obrigado Ariane Carvalho, Luciano Gomes, Viviane Groisman e toda a equipe linda que se dedica muito pra colocar esta rádio bacana no ar. Agradeço a todos os patrocinadores que acreditaram neste projeto, em especial aos que estão no ar atualmente, a TAP Linhas Aéreas e o Costazul Supermercados. #obrigadoporacreditar

A gente segue firme por aqui, no Facebook, no Instagram e no Twitter. E claro, na MPB FM de segunda à sexta em duas edições: às 9h e às 21h.

O que fazer para crescer na carreira?

Quem escreve é a Edi, de Salvador – Bahia.

Ela diz: “Diego, sempre te escuto na Rádio e preciso orientação sobre cursos gratuitos online na área de recursos humanos, pois estou trabalhando como auxiliar e preciso me qualificar mais ainda. Nessa área todo dia tem mudanças e quero sempre estar preparada.

Edi, em primeiro lugar parabéns pela sua iniciativa. O único e verdadeiro diferencial de um profissional é estar sempre com a mente aberta, buscando conhecimento e se preparando para os desafios que estão por vir.

Se eu fosse você, assumiria os  seguintes compromissos com minha própria evolução profissional:

1º - Participar, a cada dois meses, de algum evento, simpósio, palestra ou seminário. Na Bahia, a ABRH – Associação Brasieira de Recursos Humanos é uma entidade ativa e sempre proporciona este tipo de encontro para os profissionais do setor. Alguns são pagos, outros grautitos.

2º - Faça a maior quantidade possível de cursos gratuitos e on line. A renomada Fundação Getulio Vargas possui inúmeros através da plataforma FGV On Line, veja-os aqui:.  http://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos

3º - Um livro a cada semestre – especialmente para as pessoas que não possuem hábito de leitura.

Agora é com você, Edi!

Farinha pouca meu pirão primeiro

Tenho falado aqui e aqui sobre as causas e soluções da infelicidade no trabalho, especificamente sobre a deterioração da relação empresa X funcionário. Como talvez você saiba, pedi aos ouvintes que escrevessem comentando o tema e recebi diversas mensagens interessantes, tanto por email, aqui no blog e na minha página no Facebook.

Renata escreveu assim: “Nas grandes empresas faltam líderes com empatia, com capacidade para motivar suas equipes e, principalmente, com habilidade para negociar e identificar conflitos. Os funcionários, na grande maioria das vezes, são descartados sem um diagnóstico por parte do gestor.  Por parte dos funcionários, existe dificuldade em expressar suas insatisfações, perspectivas e frustrações aos seus líderes”.

Olha Renata: eu prefiro apostar na necessidade do “meio-termo”.  Tem um ditado antigo que diz “farinha pouca meu pirão primeiro” que parece pautar as relações profissionais aqui no Brasil.

As empresas de sucesso são baseadas em um tripé: RESULTADO, PESSOAS e PROCESSOS, não necessariamente nesta ordem. Quando só há a busca por resultado, ele não chega ou chega com muita dificuldade, pois quem faz o negócio são os funcionários.

Por outro lado, a massa trabalhadora parece só priorizar o seu. O seu salário, a sua multa do Fundo de Garantia, o seu aviso prévio, o seu auxílio desemprego, as suas férias.

Funcionário bom é aquele que abraça a causa e não apenas o seu salário, embora ninguém trabalhe só por reconhecimento. E este funcionário precisa ser reconhecido, acarinhado, se sentir protegido e compartilhar a visão de que, se fizer tudo certinho, o resultado chega.

Líder e funcionário não podem é se deixar levar pelas bordoadas que a vida já lhes deu, trazendo para hoje as experiências ruins de ontem.

Nem 8, nem 80, gente! Trabalhe duro e com comprometimento. Agindo assim a vitória pode até demorar, mas ela vem, como diz o sambista.

‘Quando o chefe vem com o caju, a equipe já fez o suco’

Tirei esta semana para falar sobre as causas e soluções da infelicidade no trabalho, especificamente sobre a deterioração da relação empresa X funcionário (veja os outros posts aí embaixo). Como talvez você saiba, pedi aos leitores e ouvintes que escrevessem comentando o tema e recebi diversas mensagens interessantes, tanto por e-mail, aqui no blog e na minha página no Facebook.

Flávia, de Maceió, escreveu: “Não sei se posso generalizar, mas, por experiência própria, já vi muitas relações estremecerem porque o dono da empresa é o primeiro a descumprir algumas regras básicas do passo-a-passo prévio de sua abertura, bem como de uma boa relação interpessoal com funcionários”.

Ela acredita que muitos donos de negócios (especialmente os de primeira viagem, franqueados por exemplo – complemento meu), não entendem nada sobre sua própria empresa e cobram de seus funcionários sem saber que eles são muito mais competentes do que eles próprios.

Flavia diz que, muitas vezes, “quando o dono vem com o caju, sua equipe já fez um suco, assou as castanhas e as comeu todinhas e, ele, sem saber, e sem fazer questão de ter tal conhecimento, se mete no trabalho dos funcionários e gera um mal estar completamente desnecessário, porque além de atrapalhar algo que já estava sendo feito com êxito, faz sua equipe se sentir completamente desmotivada”.

Aí o chefe se pergunta: ‘mas eu não entendo essa desunião aqui dentro, e toda esta desmotivação. Eu sou flexível, pago a todos (atrasado mas pago), mas só vejo o pessoal de cara feia.’

Sem entender que o único desunido dentro de toda a empresa é ele.

Mais sobre a insatisfação no trabaho

Semana passada falei aqui e no meu programa de rádio sobre as causas regulares da insatisfação entre funcionário, chefe e empresa. E pedi ajuda dos leitores e ouvintes para tentar decifrar outras causas e soluções, já que este será tema de meu próximo livro.

Neide escreveu falando que vive exatamente isto: a insatisfação.

Ela acredita que, como toda e qualquer relação tem que existir a reciprocidade. Diz que se sente satisfeita no trabalho se a empresa contemplar necessidade básicas tais como: transporte, alimentação, plano de saúde, um excelente salário e reconhecimento.

Mas de todos esses itens, com o passar do tempo, o único que se deteriora é o reconhecimento. Ela diz que “o profissional tem que ser igual a Fênix, renascer sempre”. O chefe quer alguém que esteja sempre se reinventando, produzindo e gerando algum tipo de lucro pra empresa. Quando isso não acontece, o chefe começa a pensar que está pagando muito pra uma pessoa que já não rende mais tanto assim e, o funcionário, por sua vez, entra na crise. Essa trajetória leva o cidadão a uma única alternativa: sair do emprego e tentar começar um novo ciclo.

Neide disse ainda que sempre defendeu a teste de que o reconhecimento não deve ser exclusivamente financeiro, porque este, um dia, será insuficiente. E enxerga o reconhecimento como os desafios que a empresa deve depositar em seus funcionários, incentivos de diversos tipos (bolsa de estudos, viagens, aula extra curricular, dentre outros), participação efetiva nas decisões da empresa…  enfim, são muitos e das mais variadas as formas de incentivar e fazer com que haja uma fidelização do funcionário pela empresa.

Neide acredita que, na verdade, as empresas devem despertar no empregado a paixão, já os funcionários devem se permitir ceder aos encantos dessa paixão.

E pra você, o que gera insatisfação no trabalho? E como evita-las? Me conta aqui ou no meu Facebook.