Quando é a hora de chutar o pau da barraca e abrir uma empresa

Rogéria escreve falando que, há tempos, deseja largar tudo e abrir uma empresa. E ela quer saber qual é o momento certo para isso. Será que este também é o seu caso?

Rogéria, antes de tomar esta decisão é importante ter a certeza de que você possui as condições básicas e mínimas. Aqui no blog você tem pelo menos uns 100 textos destinados a este tema, como por exemplo a necessidade de executar um plano de negócios, de levantar recursos e se preparar para as adversidades que certamente surgirão.

Estes itens podem ser  estudados em paralelo ao seu emprego, sem problemas; desde que estes levantamentos não sejam feitos durante o expediente.

Existem algumas situações em seu atual emprego que podem ser úteis para impulsionar sua decisão. É hora de pensar em um negócio próprio quando…

  1. Suas ideias no atual emprego não são valorizadas
  2. Ninguém agradece pelo seu esforço
  3.  Você não encontra um propósito para seu trabalho
  4. Você não tem a menor vontade de ir trabalhar

A vida é muito curta pra trabalharmos com algo que não nos deixa feliz!

Se você vive situações deste tipo em seu atual emprego e tem aquela vontade de abrir um negócio, prepara-se, estude, planeje e,  no momento certo coloque em prática.

E quando isto acontecer, lembre dos motivos que te levaram a desanimar da vida de empregado, para que não repita isto com os seus colaboradores. 

Contador: o barato que sai caro

Certamente você já ouviu a expressão “O barato sai caro”. Pois é. Isto vale para tudo na vida.

Conheço muitos empresários que economizam ao extremo, até mesmo onde não deveria economizar.

Por exemplo, economizar ao contratar um contador é certeza de problemas. Como em diversos outros quesitos, não podemos economizar neste.

Ou seja: se você está mantendo ou criando uma empresa com foco no crescimento e no longo prazo, não deve economizar neste ponto.

Mas mesmo investindo e escolhendo a dedo uma empresa de contabilidade, não deve entregar “tudo” pra eles.

O  empresário deve acompanhar de perto o trabalho da empresa de contabilidade, não pode transferir as responsabilidades fiscais integralmente, porque quando acontece algum problema a responsabilidade é do empresário, mesmo tendo contratado um técnico que assina e valida toda a papelada.

Por isso separei algumas dica que visa facilitar a relação “empresário X contador”:

1 – quem deve fazer o pagamento dos impostos é o empresário, o contador apenas emite as guias. A obrigação é da empresa.

2 - Peça para seu contador produzir uma agenda tributária com as datas de pagamento dos impostos.

3  - Se a sua empresa é tributada pelo regime SIMPLES  deve ficar atento com eventuais atrasos de impostos. Ao dever e ser notificada, a empresa poderá ser excluída deste regime – e, automaticamente, passar a pagar uma carga muito mais alta de impostos.

4 – Se você deve impostos, pare e avalie a situação. É senso comum de que os governos são os sócios majoritários da maioria das empresas e são ferozes quando não recebem a parte que lhes cabe.

  • é apenas uma situação momentânea?
  • Será que a formação de preço dos produtos ou serviços está errada?
  • Seu custo está muito alto?
  • Lembre-se: os impostos devem estar embutidos nos custos da empresa.

No geral, minha sugestão é esquecer a relação “Amor e Ódio” que quase todo empresário vive com seu contador. Apesar das eventuais falhas, é uma competição que não tem ganhadores, só perdedores. Ambos precisam ganhar. 

A maldita zona de conforto

Tanto no trazona de confortobalho como na vida pessoal, temos muitos grandes desafios. Pra mim, o maior deles, é empreender as mudanças necessárias e colocar em prática as decisões.

Em geral, a gente fica preso aos paradigmas, crenças e ao método mais cômodo de fazer as coisas; muita gente chama isso de “zona de conforto”. Estou me referindo tanto a coisas simples, como mudar a arrumação de sua mesa de trabalho quanto a implementar uma estratégia de acordo com a orientação de seu chefe.

No campo pessoal acontece o mesmo: a  gente fica sempre deixando para amanhã tudo aquilo que devemos fazer hoje, como praticar exercícios, ir ao médico, ir ao dentista, se matricular num curso.

Por que isto acontece? Porque mudar nossa rotina é algo realmente dolorido, a gente já etá condicionado a fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma.

Tudo aquilo que nós queremos e sonhamos está fora desta zona de conforto, está fora do comodismo diário que nos aprisiona.

Você já deve ter percebido que não basta “querer mudar”. É necessário tomar a atitude de mudar e… agir.

O que está parado em sua vida e que deveria estar em movimento? Enquanto você dorme, tem um monte de gente realizando sonhos.

Sair da zona de conforto pressupõe dedicação, foco, força e a consciência de que, ao sair dela, entrará em outra. Porém melhor e ampliada.

Dicas para perder a timidez…

Gabriel escreve: “me considero um bom profissional, entrego meu trabalho no prazo e sou respeitado pelos meus colegas e chefes. Mas sinto que minha carreira estagnou. Sou muito tímido e não consigo colocar em prática qualquer tema que se relacione a marketing pessoal. Entendo que isto é importante para crescer e ser valorizado. Quais dicas você me dá?”

Eu te dou 4 dicas, Gabriel!

  1. Se você tem receio de falar, registre por email os seus resultados. Utilize a palavra “nós” e não o “eu”. Desta forma o texto será mais afetivo.
  2. De tempos em tempos peça uma conversa com seu chefe. No papo, diga que deseja um retorno sobre o seu trabalho. Peça para que comente seus resultados e que dê dicas para melhorar.
  3. Por fim, faça-se presente! Aproveite as oportunidades de convívio com o grupo, tanto as formais – como treinamentos, reuniões e convenções – como as informais: o happy hour, o jogo de futebol, o aniversário do filho do colega de trabalho.
  4. Por fim, um curso de oratória pode lhe ajudar a conquistar mais firmeza e segurança para falar em público. Quase sempre estes cursos ajudam no desevolvimento de profissionais tímidos.

Me adicione no Facebook clicando aqui. 

O novo consumidor brasileiro

Serasa Experian Mosaic BRasilA divisão básica por renda, entre classes A a E, pode já não representar devidamente o perfil múltiplo e dinâmico da população brasileira.

Um novo estudo criado pela Serasa Experian  traz um novo e eficiente método de “dividir” a sociedade brasileira em perfis.

De acordo com o estudo, são 11 novas “classes” e, com suas subdivisões, chegam a  40 grupos distintos.

O estudo chamado de Mosaic Brasil mostra perfis bem específicos do consumidor brasileiro acima de 18 anos.

Para chegar ao resultado final, foram usados dados socioeconômicos, demográficos, geográficos, comportamentais, de consumo e estilo de vida, e utilizadas mais de 400 variáveis aplicadas a modelos matemáticos e estatísticos para compor os perfis como os dados do Censo, do Pnad, de fontes públicas, de institutos de pesquisa e dados sobre o mercado do próprio Serasa entraram na conta.

Empresas brasileiras já estão usando o novo modelo em seus negócios e em suas estratégias, já que os perfis revelados permitem adequação da linguagem a cada nicho.

Um dos grupos que se destaca é o de jovens adultos da periferia. É o maior segmento, representando 16,8% da população acima de 18 anos. É o brasileiro adulto médio: com boa escolaridade e esforço, eles conquistaram uma vida profissional e financeira estável, ainda que sem luxos. São consumidores mais cautelosos. Este tem grupo tem 6 subgrupos que detalham o estilo de vida, o modo como compram e como se comportam na sociedade.

Outro perfil de destaque e em crescimento é o dos idosos – com o aumento da expectativa de vida, a pirâmide etária brasileira está mudando.

Você pode conhecer esta nova visão sobre nichos de mercado e perfil comportamental do consumidor clicando aqui. Se você é empresário, especialista em vendas ou marketing, precisa comhecer, em detalhes, o tipo de cliente que você quer atingir, e, acima de tudo, entender como ele se comporta.

AMAZON PAGARÁ US$ 5 MIL A FUNCIONÁRIOS QUE SE DEMITIREM

Em sua carta anual para os investidores, a gigante americana Amazon expôs alguns de seus novos programas de metas, apresentou suas estratégias para continuar crescendo e renovou suas antigas promessas. Até aí nada de novo, tudo igual ao que todas as empresas inovadoras fazem.

Mas tem um ponto super curioso no texto assinado pelo mitológico fundador Jef Bezos. É o item chamado “Pagar para Demitir”, no qual uma vez por ano a companhia dá a oportunidade de seus empregados se demitirem – e receberem um pagamento adicional por isso.

A Amazon se propõe a pagar US$ 5 mil adicionais para quem quiser ir embora. Isso porque ela quer ter certeza de que só pessoas dispostas a trabalhar e a se comprometer permaneçam. 

Na carta para os investidores, o CEO declara: “Nós esperamos que eles [os funcionários] não aceitem essa oferta; nós queremos que fiquem. Por que nós fazemos essa oferta? Nosso objetivo é encorajar nossos funcionários a pensar no que eles realmente querem. A longo prazo, a permanência de um funcionário em um lugar no qual ele não quer estar não é saudável tanto para ele mesmo quanto para a companhia”.

A sacada é genial. O que mais a gente encontra nas empresas brasileiras é gente que não quer trabalhar e não pede as contas  “pra não perder os direitos”. E fica enrolando, fazendo hora, trabalhando nas coxas’.

Tem empresário que não manda embora pois entende que o custo de demitir alguém é premiar a incompetência.

Mas numa análise fria,  é muito mais barato custear o desligamento de um funcionário improdutivo do que mantê-lo. Afinal, manter o desmotivado pode acarretar num prejuízo muito maior com a perda da produtividade, com o mal atendimento ao cliente e com a aglutinação de pensamentos e ações negativas.

Sem falar no poder fenomenal que um desmotivado possui para reunir pessoas pro “time do contra”… ô alma sem luz :-).

Pense nisso e me adicione no Facebook. 

Mais sobre produtividade no trabalho

produtividade no trabalhoJoão de Abreu me ouviu falar aqui sobre produtividade no trabalho. Daí, escreveu contando que se sente muito insatisfeito, pois não consegue terminar suas tarefas no prazo e nem desenvolver os projetos que tanto quer; isto na vida profissional e na pessoal também. Falta tempo para tudo na vida do João. Até mesmo para gastar o dinheiro que recebe depois de tanto suor. Ele pede mais dicas para oitimizar sua produtividade.

Joao, no trabalho como na vida existe um momento certo para tudo. Na empresa, é recomendável que você  organize um cronograma de suas tarefas diárias, enumerando-as.

Para que voce perca menos tempo com pequenas atividades que se prolongam, é preciso dividir todas as suas tarefas em partes e estabelecer tempos plausíveis para o processo.

Outro ponto importante no dia-a-dia da empresa é dar um basta em discussões e reuniões intermináveis. Eu, particularmente, estou numa incrível caçada contra a prolixidade; tento correr de gente que fala demais mas não tem nada a dizer e que dão uma volta completa na Terra para só então entrar no assunto.

Sabe aquela reunião que tem 5 itens mas você so resolve um? Isto acontece nas melhores famílias e geralmente ocorre quando não há uma pauita claramente definida, quando não hjá um condutor responsável, que corte as escapadas dos assuntos.

As pessoas precisam entender que reunião não é quebra de braço. Enterre seu ego! Em vez de ser uma estrela, busue ser um produtor de estrelas. Este perfil generoso fará você economizar boas horas naquelas discussões bisonhas que sempre ocorrem em reuniões de trabalho.

Lá no CDPV eu passei a conduzir reuniões em pé (termina mais rápido) e desligando todos os telefones e sinais de internet. Concentração é tudo, tempo é precioso.

Torço para que estas ideias lhe auxiliem a recuperar a produtividade perdida, caro João.

O custo do engarrafamento

Engarrafamento5Você tem ideia de quanto custa o engarrafamento na região metropolitana do Rio de Janeiro?

Refiro-me ao valor do tempo que a gente perde no trânsito – tempo este que poderia ser dedicado a qualquer outra atividade, profissional ou pessoal.

Um estudo da Firjan aponta que somente em 2013, a capital carioca perdeu 29 bilhões de reais com problemas causados pelo excesso de carros, apesar dos investimentos em BRT e BRS.

Estimativas mostram que em 2022  este número pode chegar a R$ 40 bilhões!

Os custos com engarrafamentos podem ser imperceptíveis individualmente, mas em uma região metropolitana com 12 milhões de habitantes, a perda de tempo dos trabalhadores e os gastos com combustível dos veículos provocados por problemas de mobilidade urbana geram não apenas impactos imediatos a sociedade, como também causam estagnação e queda no crescimento potencial da economia.

O estudo aponta também que devido as obras de mobilidade, este numero deve cair um pouco em 2014 e 2015, mas certamente voltará a aumentar em 2016.

O que fazer então?

Incentivar investimentos e empregos em regiões com pouca oferta de trabalho é um dos caminhos.

Se você é empresário repense sua atuação e visualize a possibilidade de se instalar em bairros com alta densidade mas pouca oferta.

A Baixada Fluminense e a região de São Gonçalo, por exemplo, se enquadram neste cenário, bem como bairros das zonas norte e oeste da cidade do Rio.  Sua empresa ganha reduzindo o tempo de deslocamento de seus funcionários, o mercado ganha com a redução de gente vindo diariamente para a região central da cidade e o funcionário ganha, pois passará menos tempo no trânsito e mais tempo com sua família.

Pense nisso e me adicione no Facebook clicando aqui. 

Feito é melhor que perfeito

Tem gente que trabalha muito mas produz pouco. Tem gente que trabalha pouco mas produz muito. Qual deles você prefere ser?

Imaginação e IdeiaQuando a gente começa  a sentir que o dia no trabalho não está rendendo, e começamos a ficar muito tempo depois de nosso horário normal para finalizar as tarefas,  é hora de refletir.

Geralmente isto é reflexo da falta de planejamento. E falta de planejamento gera algo que me dá calafrios: o retrabalho; a necessidade de refazer determinada tarefa. A conta é simples: a pessoa gasta no mínimo o dobro do tempo pra entregar. Quando isto acontece, pense: o que você está fazendo de errado?

A Dificuldade em Delegar é uma das causas da baixa produtividade. Steve Jobs foi muito feliz na frase “Concentre-se naquilo em que é bom, delegue todo o resto” . As vezes as pessoas assumem  mais responsabilidades do que podem e acabam prejudicando a qualidade do todo!

Outro fator que reduz a produtividade é o  Perfeccionismo Exagerado. Todos sabem da importância da atenção aos detalhes das tarefas, mas o apego excessivo a itens de baixa complexidade e importância culmina, quase sempre, em resultados aquém do esperado, por você e pelos gestores.

Na matriz do Facebook nos Estados Unidos há uma frase linda e realmente impulsionadora. É assim: “Feito é melhor que perfeito”. Isso quer dizer que os funcionários do Facebook não prestam atenção em detalhes? Com certeza prestam, mas certamente não perdem tempo com inseguranças e coisas desnecessárias.

Pense nisso e me adicione no Facebook e no Twitter.

Quem disse que estagiário só sofre?

vida de estagiarioComeçar como estagiário é sim uma grande porta de entrada. Mas depende muito mais do estagiário do que do chefe ou da empresa em si.

A dica que dou para quem busca estágio é focar empresas em sintonia com o seu estilo. Para tanto, ao ser convidado para uma entrevista, procure saber tudo que esta empresa faz, seus diferenciais, seu nichos de atuação, sua reputação no mercado.

Procure saber também tudo que você poderá aprender e se há oportunidades reais de crescimento. Pra mim, isto vale muito mais do que uma bolsa auxílio bacana.

Desde 2012 a IBM no Brasil conta com o presidente mais jovem da sua história. Mas isso não significa que Rodrigo Kede, de 40 anos, não tenha trilhado um longo caminho na empresa até chegar ao mais alto posto da companhia. Graduado em engenharia mecânica pela PUC-Rio, ele entrou na IBM em 1993 quando ainda estava na faculdade na condição de estagiário. 20 anos depois, assumiu a presidência. O Que será que ele fez?

Não tem mágica! Em uma palestra recente, Rodrigo Kede confidenciou que usou 5 elementos para pavimentar sua carreira. São eles:

  1. Sair sempre da zona de conforto
  2. Conectar-se com as pessoas dentro da empresa
  3. Recursar-se a aceitar frases como: “isso não dá pra fazer”, “é muito complicado” , “ninguém nunca fez”
  4. Identificar-se com valores e pessoas dentro da empresa
  5. Errar, aprender e corrigir

Pense nisso e me adicione no Facebook clicando aqui.

O estresse de segunda mão

Assim como um espirro pode espalhar a gripe em um local de trabalho, o comportamento estressado daquele colega que vive teclando seu smartphone durante reuniões, não conclui frases nem para de checar e-mails pode contaminar muita gente a seu redor – aquilo que Heidi Hanna, autora do livro Stressaholic, chama de estresse de segunda mão.

Conviver com um colega assim não é só uma coisa desagradável, mas pode afetar a produtividade de uma empresa, o clima de trabalho ou o relacionamento com clientes.  Deixa eu explicar direitinho esta questão:

Nosso cérebro tem a habilidade de captar sinais físicos emitidos por outras pessoas, como respiração curta, fala rápida, excitação, mudanças no tom de voz ou tensão física. Por assimilar inconscientemente esses ritmos biológicos, o cérebro pode deflagrar processos de estresse, pois é treinado a se manter alerta diante de qualquer potencial ameaça, acionando mecanismos defensivos automáticos diante desses sinais.

Para combater essa contaminação, a autora sugere três atitudes:

  • mantenha a calma, sobretudo diante de executivos agitados que desejam mostrar como trabalham intensamente;
  • faça pausas de cinco minutos a cada hora para respirar fundo ou observar a paisagem;
  • e crie um ambiente de trabalho onde as pessoas canalizem sua energia de forma a evitar o estresse e, portanto, sua propagação.

Pense nisso e liberte-se deste vício!

Executivo largou o trabalho após receber carta da filha

Ontem eu falei aqui sobre o aumento do número de homens que estão reduzindo seu tempo no trabalho para cuidar dos filhos e prometi contar a historia emocionante do executivo francês Mohamed El-Erian (o simpático aí da foto), internacionalmente reconhecido por seu trabalho na companhia de gestão de investimento Pimco. 

El-Erian revelou ter deixado o cargo de CEO na empresa no início deste ano graças, em boa parte, a uma carta de sua filha. A menina de dez anos escreveu uma lista apontando 22 acontecimentos marcantes em sua vida que o pai havia perdido em razão do trabalho.

Entre esses momentos, estavam o primeiro dia de escola dela, um desfile de Halloween, o primeiro jogo de futebol e muitos recitais. O pedido de demissão do guru de investimento chocou o mundo financeiro. Só agora, em um artigo no site Worth (texto na íntegra, em inglês), El-Erian esclareceu a sua saída – ou pelo menos parte das razões que o levaram a abandonar a gestora de investimentos que administra cerca de US$ 2 trilhões.

Ele disse (minha livre tradução): “Há cerca de um ano, eu pedi à minha filha várias vezes para fazer algo — escovar os dentes, eu acho — e não tive sucesso”, escreveu. “Ela então me pediu para esperar um minuto, foi ao quarto e voltou com um pedaço de papel. Era uma lista em que ela tinha compilado os eventos e atividades importantes que eu havia faltado devido a compromissos de trabalho.”

Segundo ele, havia uma boa desculpa para cada ocasião: viagens, reuniões importantes, um telefonema urgente e tarefas a cumprir. “Mas me dei conta de que não estava considerando algo infinitamente mais importante. (…) Eu não estava passando tempo suficiente com ela.”

A situação incomodou bastante o executivo. “Foi um sinal de alerta. E é um dos principais motivos pelos quais eu decidi fazer uma enorme mudança profissional”. Após renunciar ao cargo de CEO da Pimco, El-Erian diz que optou por fazer somente trabalhos de meio período, que exigem menos viagens e permitem mais flexibilidade.

O executivo, que estudou em Oxford e Cambridge, afirmou que agora tem tempo até de pegar sua filha na escola, acordá-la, preparar o café da manhã…

“Infelizmente, nem todas as pessoas têm esse luxo. Mas espero que empresas deem mais atenção à importância do balanço entre vida e trabalho, e mais e mais pessoas estejam em posição de decidir e agir em função do que é importante para elas.”

Quem sabe este meu post não te ajudará a tomar decisões importantes?

Me conta! Aqui em Comentário, no Facebook ou no Twitter.

Focar o trabalho ou a família?

Tem crescido o número de homens que optam por abandonar ou reduzir a intensidade de suas carreiras para cuidar dos filhos.

De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), entre casais de classe média em que ambos trabalham fora, a mulher dedica 57% de seu tempo ao trabalho e 25% à família.

Para o marido, a carreira ocupa 61% do tempo, e as atividades domésticas chegam a 21%. Essa diferença já foi muito maior e tende a diminuir. Ambos os sexos gostariam de reduzir aproximadamente 20% o tempo direcionado à empresa e aumentar 20% a dedicação à vida pessoal.

O Instituto Papai, entidade de Recife que milita por uma melhor legislação para os pais, fez um levantamento com 140 homens de diferentes idades e classes sociais e descobriu que cerca de 80% deles gostariam de ampliar o tempo de que dispõem para cuidar dos rebentos.

É bem provável a equalização dos papéis familiares, entre homem e mulher, não vai acontecer nos próximos dez anos, mas é cada vez mais comum  ver homens presentes em reuniões de escola, consultas médicas e todas as atividades relacionadas ao exercício da paternidade. Eu sou um deles!

E afirmo isso: tento sempre estar presente, mesmo com minha posição executiva na direção do Grupo CDPV e mesmo com as frequentes viagens que faço de Norte a Sul do Brasil para ministrar palestras.

Tenho um amigo que optou, após negociar com a esposa, em abandonar o emprego para focar integralmente na criação dos filhos. Ele aceitou não ser mais o provedor da família, papel que foi educado para exercer, e me confidenciou que se sente “fora do clube do bolinha”; ele me contou que sofre preconceito por onde passa. No caso dele, a esposa continua trabalhando.

Dados do Instituto Data Popular indicam que 42% dos homens brasileiros não respeitam a decisão de outros homens de abandonar a carreira para cuidar da casa, enquanto 78% deles respeitariam se essa decisão fosse tomada por uma mulher.

Como tudo na vida, é uma questão de prioridades, vontades e possibilidades.

Amanhã eu vou contar aqui a emocionante história de um presidente de uma companhia multinacional que abandonou a carreira bem sucedida por ter recebido uma carta de sua filha de 10 anos elencando 22 acontecimentos marcantes em sua vida que o pai havia perdido em razão do trabalho.

Mesmo não abandonando tudo, tá mais do que na hora de reduzir a carga de trabalho e priorizar os filhos, não é mesmo?

Pense nisso e me adicione no Facebook clicando aqui. 

O grande problema é a EXECUÇÃO!

Outro dia conversava com um CEO de uma companhia de grande porte que fatura mais de R$ 300 milhões de reais por ano. Nesse papo ele contava seus ambiciosos planos de expansão.

A empresa crescia algo como 15% todos os anos, mas para continuar crescendo precisava, segundo ele, de novos produtos, de uma nova área de atuação – um novo estado, por exemplo –, de um novo centro de distribuição e de um novo sistema de gestão.

Ele pretende realizar tudo isso nos próximos 3 anos, e sua argumentação me levou a acreditar que seu planejamento estratégico estava bem desenhado e amparado em estruturas sólidas.

No final do papo fiz uma pergunta e a resposta me chocou. Perguntei assim: “sua empresa e sua equipe estão prontas para executar com êxito este seu projeto?”

Ele respondeu, tranquilamente desta forma: “não sei, tenho dúvidas da capacidade de meu pessoal”.

O grande problema das empresas, seja a que fatura R$ 10 mil por mês ou a que fatura R$ 300 milhões por ano, não são as boas ideias, os planos bem estruturados ou mesmo a vontade de fazer as coisas. O grande problema é a EXECUÇÃO!

Este CEO  parece ter uma sólida compreensão do que sua operação precisa para crescer. Ele sabe exatamente onde quer estar daqui a 3 ou 5 anos. No entanto, ele não tinha identificado as mudanças específicas que precisam ser feitas na estrutura da empresa no que se refere a pessoal, afinal um bom plano não adianta nada sem gente competente para executar.

Em meu trabalho com centenas de empresas, posso afirmar que quase todo líder sabe quando é a hora de mudar suas estruturas.  Mas o “como Fazer” e “com quem fazer” são o empecilho.

Na hora de implementar um plano de mudança ou de crescimento, é preciso identificar:

  • Que ferramentas são necessárias para apoiar a execução do plano?
  • Que novos cargos devem ser criados no organograma para assegurar essas metas de crescimento?
  • Quais são as qualidades dos candidatos para preencher estes cargos?
  • A equipe existente tem capacidade para executar tudo isso?

Crie um bom plano, mas entenda que sem execução e sem gente engajada e preparada nada vai acontecer na sua empresa.

Pense nisso e me adicione no Facebook clicando aqui. 

Inúmeras oportunidades no ‘mercado tradicional’

Quando se fala em start up, é comum associar a abertura de uma empresa inovadora, geralmente ligada a tecnologia e internet.

Mas não é só isso não, pelo contrário. Aquilo que chamo de “Mercado tradicional” é um forte celeiro de oportunidades para quem quer empreender.

Por exemplo: hoje, encontrar mão-de-obra especializada para fazer pequenas obras e reformas não é uma tarefa fácil. Tem muita gente lucrando neste setor, fornecendo mão de obra para pequenas obras e reformas; destaco as empresas Dr. Resolve e Pra que Marido.

Outro segmento potencial é o de bares e restaurantes, que só tende a crescer por conta do aumento do número de brasileiros que comem  fora de casa. No mercado de franquias, por exemplo, a pesquisa “Panorama Global das Franquias do Setor de Food Service”, da Associação Brasileira de Franchising (ABF), divulgada no ano passado, revelou que houve um crescimento de 17% no faturamento das redes de alimentação nos últimos anos.

Nesta linha de food service podemos encontrar  padarias e lojas de sucos e vitaminas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, 96,3% das padarias brasileiras são micro ou pequenas empresas. Para investir em um negócio do setor, é sempre importante avaliar o entorno e a ausência de concorrentes. Além disso, padarias artesanais têm chamado a atenção de outro nicho de clientes e muitos bairros são carentes deste serviço.

Por fim destaco também um segmento chamado de “biojoias”, que são bijuterias produzidas com matéria-prima sustentáveis como folhas, sementes, capim dourado e pedras. Os acabamentos são os diferenciais para se destacar nesse mercado. O bom é que pra montar um negócio nesta área não exige grandes investimentos e, de quebra, ainda tem o apelo da sustentabilidade.

Em todos os casos, antes de abrir uma empresa, é fundamental buscar informações com especialistas e planejar o empreendimento. É certo que o mercado interno está aquecido, mas a concorrência também é acirrada e é preciso estar preparado.

PS: Está chegando mais uma edição da Imersão para Empresários; tem edições programadas para o Rio de Janeiro e Salvador. Participe! Tem informações aqui.