Os erros e a busca por conhecimento

erros oopsQuem escreveu foi o Erick. Ele diz: “Frequentemente  identifico que a empresa em que trabalho passa pelas dificuldades de Gestão que você volta e meia comenta. Os erros dos meus colegas são recorrentes e meu trabalho fica prejudicado.  

Nosso atual controle de estoque nunca batem com as contas e a situação fica cada vez mais critica para mim, já que sou um dos responsáveis por isso. Prezo pela empresa que trabalho, é daqui que tiro meu sustento e não quero que ela feche as portas.

Assumi funções que não eram de minha responsabilidade e preciso mostrar que é preciso determinação para que as coisas funcionem. Tem alguma outra dica para me ajudar?”

Tenho sim, Erick! Vá buscar conhecimento! Escolha algum curso que possa ser útil nesta questão técnica de gerenciamento de estoque e se matricule imediatamente. Pode ser presencial, on line… pode ser até um livro.

Paralelamente, abra um arquivo em seu editor de texto e comece a enumerar todas as práticas ruins que geram o tal do descontrole. Um problema natural das empresas é o esquecimento, que gera a necessidade de refazer sempre as tarefas.

Crie um pequeno manual das tarefas. Em quase toda empresa tem gente que acha que sabe fazer as coisas, mas não faz. Este manual pode ajudar a reduzir esta existência.

E por fim, faça uma busca em sistemas tecnológicos que ajudam a administrar estoque. Planilhas são muito úteis quando não se tem nada. Mas o melhor a fazer é, sem dúvidas, ter um sistema bem programado trabalhando para vocês.

O estagiário e os desmotivadores #diegomaia

estagiario escolhidoDaniel escreveu: “Diego, na empresa onde trabalho acontece exatamente o que você já descreveu aqui no rádio e no blog. O diretor ainda está na idade da pedra, ele tenta “obter respeito pelo medo”, o que faz com que todos estejam desmotivados a cumprir metas e a se esforçar mais. Minha questão é que sou estagiário e, por mais que tenha pouca experiência, percebo falhas óbvias de gestão e trato de pessoas. Como fazer pra me motivar a ser efetivado e como demonstrar a insatisfação da equipe sem parecer invasivo, visto que sou a base da hierarquia da empresa?”

Daniel, entendo que a motivação é algo interno, que vem de dentro. E entendo também que muitos de nós achamos que é ao contrário. É claro que trabalhar num ambiente saudável ajuda no clima e na satisfação. Mas não é só isso! O pior que pode acontecer com um jovem profissional é trabalhar numa empresa em que seus colegas estão desmotivados e que jogam contra o negócio por conta desta tal desmotivação.

Embora pareça difícil, sugiro que você construa uma barreira mental para não ser contaminado: você está neste estágio para aprender, para crescer, para ser efetivado e estes agentes desmotivadores não podem atrapalhar você na busca por este objetivo.

Motivação é manter o foco na sua meta sem deixar se influenciar pelas coisas ruins que acontecem em todas as empresas do planeta.

Quanto ao seu desejo de mostrar este clima ruim para seu chefe, confesso a você que eu adoraria ter um estagiário que fizesse isso. Mas ele precisaria trazer questões objetivas e não subjetivas. Questões palpáveis e não simbologias e metáforas. Ou seja: as pessoas trabalham mal por quê? O que elas estão fazendo que tira a produtividade da empresa?

Como toda ação gera uma reação, você deve estar preparado para a possibilidade de seu chefe não gostar nada disso. Caso isto aconteça, lembre que trabalhar com chefes autoritários e grosseiros não acrescenta muita coisa na nossa carreira, embora possa ser um grande aprendizado para que você não repita estes gestos no futuro, quando o chefe for você.

Mudanças, Boatos, Fofocas e Futurologia #diegomaia

Quem escreveu foi o Rogério. Vamos ao email:

duvida executivo“Sempre escuto suas sugestões e tento aplica-las da melhor forma. Trabalho há 5 anos na mesma empresa, que acaba de ter uma grande mudança de diretoria e gerencia geral. Existem especulações de que esta nova diretoria irá trazer sua equipe e desligará a mim e a meus colegas.

Por outro lado, uma empresa concorrente me ofereceu uma proposta com as mesmas bases do que recebo hoje. Devo ficar onde estou ou aceitar este novo desafio? Já tenho 46 anos e estou inseguro sobre o que decidir”.

O Rogério vive uma situação muito comum quando o assunto é mudança de gestão nas empresas. Muita gente que nos lê já viveu situação parecida e nestes momentos é comum darmos mais ênfase do que a necessária aos boatos e as fofocas.

E o problema é que isso nos tira a produtividade; se distrair tentando adivinhar o futuro na empresa diante de um cenário instável tira o nosso foco em resultados. Com redução da produtividade por conta disso, os riscos de um funcionário ser desligado é alto.

Sou partidário do jogo aberto e da transparência e trabalho para aplicar este modelo em todas as áreas da minha vida.

Então, eu não tomaria uma decisão estratégica como esta sem ter uma conversa franca e honesta com meus novos gestores. Fale de suas conquistas nestes cinco anos, de seus planos de futuro e sobre as proposta que recebeu da concorrência. Pergunte abertamente se há algum plano para você!

Se decidir ficar, trabalhe com mais profundidade. Escolha uma área do conhecimento que você julga faltar na sua lista de competências e vá buscar! Se lhe falta o domínio de um outro idioma, se matricule num curso.

O que a gente não pode é ficar parado, esperando que a vida se encarregue do nosso futuro.

Somos nós que construímos as circunstâncias que desejamos; não são as circunstancias que nos escolhem. 

As dores do crescimento

tablet restauranteQuem escreveu foi a Crystiane. Ela diz: “sou nutricionista e proprietária de um restaurante self service em um shopping há 5 anos. Faço desde o cardápio, contratações, demissões, Rh, contas a pagar, controles… Enfim quase tudo. Só não cozinho.

Tenho enfrentado ultimamente dificuldades em controlar melhor o estoque, o caixa, controles de vendas de garçom, pelo crescimento de minha empresa. Não sei como acelerar a fila do caixa para pagamentos porque não acho um sistema e ou uma ferramenta apropriada para meu tipo de negócio, já comprei um sistema e infelizmente não me atendeu, (coloquei até tablet para tirar os pedidos),tendo que voltar ao antigo caixa e papel… Teria alguma sugestão de sistema ou restaurante self service que também atende a lá cart ao mesmo tempo? Para que eu possa conhecer para me dar idéias?”

Crys está vivendo neste momento um grande dilema na vida dos empresários; ela está experimentando as dores do crescimento.

Implantar um software de controle muda a rotina da empresa e pode impulsioná-la para o sucesso ou para o… fracasso. A maior parte das empresas que conheço sofrem bastante na implantação de sistemas. E, em muitos casos, não é nem pela incapadidade da fabricante do sistema, mas pela falta de entendimento do contratante  e de sua equipe. É o que chamo de coerência sistêmica. É um erro comum: os funcionários da empresa que comprou o sistema são orientados a fazer determinada ação sem entender o porque. E aí acaba fazendo da forma errada.

O melhor a fazer é convocar pelo menos 3 empresas de software pra uma demonstração técnica. Reserve um dia inteiro para cada uma delas nesta demonstração. E, quando decidir o melhor custo X benefício, se dedique pelo menos 1 semana inteira para entender as nuances e os gaps do sistema adquirido.

Tem empresário que me responde assim: “Diego, mas eu não posso me dar o luxo de dedicar 1 dia inteiro da demonstração e mais 1 semana inteira no entendimento do sistema”. E aí eu respondo: então certamente você encontrará dificuldades e correrá o risco de fracassar na implantação, como provavelmente aconteceu com a ouvinte Crys.

Uma outra dica é: opte por sistemas testados e bem elogiados por outros clientes. Muitas vezes o empresário opta pelo mais barato e aí predomina aquela velha história: o barato sai caro.

“Precisa-se de vendedora com experiência. Observação: sem WhatsApp”. #diegomaia

PRECISA SE DE VENDEDORA SEM WHATSAPP

Foto do cartaz fixado por Gilmar Gomes em sua loja em Minas Gerais

Correu nas redes sociais uma foto que mostra um anúncio de vaga de emprego feito por um empresário de Uberlândia – Minas Gerais, dono de uma loja de roupas. O cartaz, fixado na porta de sua loja está aqui ao lado e diz o que está no título deste post.

Gilmar Gomes opera esta loja há 15 anos e tem encontrado dificuldades para arrumar boas funcionárias. E tomou a decisão digamos de “refinar” seu processo seletivo depois que  12 candidatas foram dispensadas em 15 dias pelo uso excessivo e sem controle do aplicativo. Na loja, só se ouvia o sonzinho do aplicativo.

Nas redes sociais o  anúncio foi criticado por algumas pessoas. Um comentário mais comum era de que Gilmar não conseguiria ninguém para trabalhar, pois “o mundo vive conectado”. Outro, tentava alertar Gilmar que este gesto poderia se tratar de discriminação.

Gilmar esclareceu que sua intenção era que pelo menos no horário de trabalho o aplicativo fosse deixado de lado.

É verdade que o empresariado tem sofrido com a interferência tecnológica, pois o uso desmedido do smartphone acaba atrapalhando a concentração, o foco, a produção e a disponibilidade em certas atividades. Conheço pessoas que ocupam cargos de gestão que não se controlam e deixam escapar prazos, oportunidades e tarefas muito por causa do uso desenfreado dos celulares.  

O melhor a fazer é criar um acordo de cooperação determinando os momentos que são permitidos o uso dos aplicativos, mostrando aos funcionários que o uso frequente durante o trabalho tira a produtividade. A empresa deve ser rígida quanto a aplicação deste acordo – o que é combinado não é caro.

No CDPV criamos o dia sem celular. Lá, toda quarta-feira as pessoas deixam o celular numa caixa. Podem até utilizá-lo a qualquer momento, mas o uso do bom senso é vital e ajuda a atingir os resultados propostos.

Felizmente o Gilmar conseguiu contratar uma funcionaria que não usa o celular durante o expediente. Mas… o que você acha disso? As empresas devem proibir o uso do celular durante o expediente?   Me conta mandando uma mensagem clicando aqui.

Saber dos problemas e não revela-los é ser cúmplice do erro.

Hoje quem escreve é o João, nome fictício, auxiliar de tesouraria de uma empresa de médio porte. Ele diz:

“Sou seu fã, e ouço seu programa de rádio todos os dias.  Minha empresa, que prefiro não revelar o nome, vem passando por uma crise financeira, e pelo que venho acompanhando, ela não é a única a passar por isso.

Como trabalho no setor financeiro, os gerentes pedem para que eu “ache” o dinheiro. Pois bem, eu “achei”. Na verdade, tenho uma ideia bem concreta do que aconteceu com dinheiro. Eis que lhe pergunto: Será que vale a pena eu provar o motivo pelo qual o dinheiro “sumiu”? Como devo agir nessa situação?”

João, no meu modelo de gestão a verdade deve sempre prevalecer, em detrimento de lobbies e politicagens.

Fornecer este relatório com sua opinião deve ser a sua ação, mesmo que isto lhe custe caro, até mesmo com demissão.

São 3 situações que consideraria: 

  1. Saber dos problemas e não revela-los é ser cúmplice da situação;
  2. Trabalhar em empresa antiética é denigrir a sua carreira; e
  3. Sempre há espaço para quem é bom, honesto e competente. Funcionário bom não trabalha com chefe ruim, pelo menos não por muito tempo.

Pense nisso e me adicione no Facebook e no Instagram.

Me dedico ao máximo, mas não consigo crescer na empresa. O que fazer?

Hoje quem escreve é uma ouvinte que prefere não se identificar.

Ela diz: “tenho 44 anos sou  formada, tenho pós  graduação. Trabalho há 10 anos na  mesma empresa no cargo de operadora de telemarketing. Já  participei de  sete processos  seletivos internos e nada de ser selecionada. Sempre percebi que já havia o candidato certo para a vaga. O último processo seletivo que fiz foi para SECRETARIA DE DIRETORIA. Passei por todas as etapas, fui considerada a melhor das participantes e no dia da entrevista com a futura gestora, a  entrevista foi cancelada .

O processo  seletivo foi zerado e retomado por outra funcionaria do  RH que entrevistou outras pessoas, menos eu. Fiquei muito decepcionada, desmotivada, sem sequer uma posição. Sou uma excelente profissional, trabalho muito, visto a camisa. Continuo  trabalhando no mesmo setor e fiquei sabendo  que vai triplicar o quadro de funcionários pois o setor vai crescer. Com isso, vai precisar e mais supervisores. Bem, eu sempre gostei de trabalhar com pessoas. Estou seguindo a dica que você  deu para um rapaz para ele ler livros sobre gestão e  fazer cursos online.

Quero e sempre lutei para melhor profissionalmente. Estou no caminho certo? Você poderia  me orientar? Às vezes acho que ninguém observa o meu trabalho”.

Nossa ouvinte anônima se julga competente, abraça a causa da empresa… mas algo tem a impedido de crescer. Seria uma “panela”? Uma força oculta?

Eu prefiro não viajar tanto assim e refletir: “onde estou errando?”. O que posso fazer para melhorar?

Uma auto análise é decisiva, desde que feita de coração aberto. 

Além disso, nossa ouvinte deve pedir um horário com seus superiores e também como RH da empresa e jogar limpo:

  1. Manifestar sua frustração (eles não tem como adivinhar);
  2. Informar que está interessada em crescimento;
  3. Pedir um feedback real sobre como pode melhorar no trabalho.

Pelo tempo que tem de casa, muito possivelmente seus gestores a avaliam como uma boa profissional para fazer o que você está fazendo,  não para outros cargos.

Seu trabalho precisa ser não apenas reconhecido, mas lembrado pelos gestores. Cabe a você estimular esta promoção, divulgando seus feitos.

 

Dicas para quem trabalha no modelo home office

trabalhe-em-casa-home-officeTrabalhar remotamente, ou como se diz por aí, em home office,  agora mais a regra do que a exceção. Já falei sobre isto em outros épocas, veja aqui.

Diversas ferramentas facilitam a relação do empresa e funcionários, permitindo um horário flexível, onde nem todos têm a obrigação de estar sob o mesmo teto.

Para o empregado, a vida de trabalho virtual cria espaço para um melhor equilíbrio entre questões pessoais e profissionais. Para o empregador, o deslocamento e o trânsito caótico das cidades deixam de ser um  obstáculo ou um fator de custo na hora de decidir quem contratar.

Por outro lado, a falta de conectividade com os demais membros da equipe e a falta de presença junto aos gestores  (o olho no olho) são desafios clássicos que precisam ser levados em consideração.

Aí vão algumas dicas para quem trabalha ou deseja, no futuro, trabalhar remotamente.

1. Organize um plano de trabalho. Elaborar um plano de tarefas diárias ou semanais ajudam a definir o que é esperado de cada pessoa. Desta forma, todos podem manter o controle de suas atribuições e passam a se responsabilizar pelas etregas e não pela politicagem de um escritório. Existem vários sistemas de gerenciamento de projetos disponíveis, mas uma planilha coletiva pode ser útil também.

2. Tem que ter um olho no olho, mesmo que por Skype.

3. Tem que ter contato verbal, por telefone.  Minhas proposta é que os gestores definam  um tempo no início do dia para se comunicar com sua equipe por telefone para analisar e responder perguntas. E-mails são fundamentais, mas a interpretação pode colocar tudo a perder.

4. Expectativas claras, de ambos os lados.  No home office a colaboração é mais complicada e o chefe não está presente para ajudar. Além do plano de ações que falei no item 1, é necessário que as metas e prazos estejam claramente definidos e ajustados.

Semelhante a trabalhar em um escritório tradicional, o home office deve oferecer oportunidade de crescer e ser reconhecido. Se não tem, não vale. Nem pra empresa, nem pro profissional. A não ser que seja freela. Mas aí é outra história. 

A palavra é ‘MUDANÇA’…

Nunca na história da humanidade uma palavra teve tanta representatividade como nos últimos 10 anos. A palavra é MUDANÇA. Há 10 anos as pessoas ainda mandavam fax, utilizavam internet discada e o smartphone sequer engatinhava.

Muitas empresas assumiram papéis de protagonistas nesta história. Uma das grandes é a a Apple.

Folheando o jornal  “Wall Street”, li uma matéria que dá conta de que a a toda poderosa empresa da maçã está empenhada em apresentar muito em breve um novo produto que pretende revolucionar o setor automobilístico. Eles estão projetando o seu primeiro veículo elétrico em um projeto secreto chamado de “Titan”, que de acordo com fontes do jornal terá o design semelhante a uma minivan. Veja a especulação:

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Já o Financial Times informou que a Apple designou para esse projeto, os seus melhores colaboradores, os experientes coordenadores da “divisão do iPhone”. Além deles, a empresa também contratou recentemente um coordenador de pesquisa e desenvolvimento da montadora alemã Mercedes-Benz.

A agência “France Presse” informou que centenas de colaboradores foram associados ao projeto após uma reunião dos diretores da Apple na Áustria, onde os mesmos conseguiram maiores informações junto a fabricantes de automóveis.

A marca hoje liderada pelo executivo Tim Cook, obteve um lucro recorde de US$ 18 bilhões em 2014. Se confirmada a notícia, o automóvel da empresa concorreria com os modelos elétricos das montadoras Tesla e General Motors, previstos para serem lançados em 2017.

Pelo visto, a grande fase das mudanças – tecnológicas, culturais e comportamentais – está só começando.

Negócios de Carnaval (Parte II)

A foto de autoria desconhecida mostra o antigo e lindo Carnaval de Santa Teresa, Rio de Janeiro.

Muita gente trabalha durante os dias de festa do Carnaval. Muitos trabalham meses antes para garantir o sucesso dos blocos, trios elétricos e escolas de samba garantam a diversão da época.

A Asserttem, a  Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizados e Trabalho Temporário acredita que que as festas espalhadas pelo País geram cerca de 250 mil empregos temporários.

Além das vagas de costureiras, aderecistas e marceneiros, o trabalho temporário também engloba outras, como de vendedor, recepcionista, atendente, garçom, auxiliar de serviços gerais, motorista, entre outros.

A cadeia produtiva de um carnaval é um tanto complexa e envolve diferentes setores da economia. Até a hora em que a primeira escola de samba abre os desfiles na Marquês de Sapucaí ou um trio entra no circuito Barra-Ondina em Salvador por exemplo, o Carnaval já influenciou a atividade industrial, o dia-a-dia das agremiações e também atividades paralelas que sofrem efeitos indiretos da festa, como o setor de comidas e bebidas, fantasias, mercado fonográfico…

A demanda por serviços naturalmente cresce. De acordo com dados do setor de turismo, o  Carnaval  gera, no mínimo, 6,2 milhões de viagens dentro do País, alcançando uma movimentação financeira de R$ 5,7 bilhões.

Brincar o carnaval é divertido e libertador. Mas o melhor é saber que Carnaval não é só festa. O carnaval ajuda o Brasil a crescer.

De todas as formas, divirta-se! É só uma vez por ano.

Negócios de Carnaval!

Em 1949 um vereador chamado Camilo Ashcar, protestou na tribuna da Câmara de Vereadores de São Paulo com este discurso:

“Que é o carnaval? Festa da carne, festa do mundo, loucura coletiva em que desaparecem o bom senso, as normas do bom proceder, os limites de vergonha e os princípios da reserva moral. Que lucra o povo com o carnaval?”;

Surreal, não? Mas você acredita que até hoje muita gente ainda faz esse tipo de pergunta? O que torna o discurso ultrapassado, porém, não é o seu tom moralista, mas o desprezo ao enorme potencial econômico desta festa popular que faz circular bilhões de reais, todos os anos, no Brasil.

Símbolo do carnaval brasileiro, o tradicional desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão e gera mais de duzentos mil empregos. Quem assiste ao espetáculo de quatro dias muitas vezes não supõe que a sua realização envolve desde o trabalho de soldadores no barracão das agremiações ao de executivos da indústria fonográfica, passando por bordadeiras, motoristas de ônibus e pilotos de companhias aéreas, e especialistas na fabricação de instrumentos musicais, dentre muitos outros.

Um famosa canção diz que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé”. Que bom que muita gente gosta. A economia do Brasil agradece.

Profissões que causam depressão…

estresse-trabalho-depende-genes (1)Um estudo da Health Magazine pesquisou, olha que curioso, as profissões que mais causam efeito depressivo nos profissionais. Quer saber quais são?

Enfermeiro particular é o primeiro da lista: trabalhos que envolvem cuidados particulares, na casa do paciente (home care), geram depressão em quase 11% dos profissionais, segundo a pesquisa. Um dia de trabalho típico nesta profissão pode incluir alimentação, banho e outros tipos de cuidados em pessoas que, muitas vezes, não conseguem expressar nenhum tipo de reação ou gratidão, devido a suas enfermidades, como é o caso de idosos.

Em segundo lugar do ranking, aparecem os garçons ou garçonetes. Nesta área, 10% relataram um episódio de depressão no último ano. Entre as mulheres, este número sobe para 15%. Seria pelos maus tratos dos clientes?

Pessoas que trabalham como assistentes ou analistas de administração também foram mencionados, provavelmente pela de alta demanda e cobranças. Estão na linha de frente, acabam recebendo ordens de todos os lados. Profissionais de suporte administrativo podem ter dias imprevisíveis e, muitas vezes, não têm seu trabalho reconhecido.

Os amigos contadores apareceram também, pois ficar em dia com as responsabilidades fiscais e tributárias das empresas geram muito estresse. É uma profissão que carrega muitas responsabilidades e um erro pode gerar problemas graves. A carga emocional faz com que a profissão entre na lista das que mais contribuem para um quadro depressivo.

Os meu colegas de vendas, os vendedores, também foram mencionados. A pesquisa alega que pelo fato destes profissionais trabalharem por comissão nunca sabem quanto vão receber no próximo pagamento. Como a função é geralmente realizada individualmente, não há um trabalho em equipe, o que pode gerar um sentimento de solidão e, até mesmo, de rivalidade. Isso também pode fazer aflorar os sintomas de depressão.

Confira as profissões que mais causam depressão (em ordem de “mais ocorrências”):   

  1. Enfermeiro Particular (home care)
  2. Garçom / Garçonete
  3. Assistentes Sociais
  4. Profissionais de Saúde
  5. Artistas e escritores
  6. Professores
  7. Administrativos
  8. Técnicos em Manutenção
  9. Contadores
  10. Vendedores

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